f-35-aa1

Dando continuidade ao “post” anterior, o secretário de defesa dos EUA Robert Gates também informou na mesma visita à fábrica da Lockheed Martin que o F-35 não terá a opção de duas motorizações. “A conclusão geral é de que isso acrescentaria alguns bilhões de dólares a mais ao programa” disse ele. Outras análises dão conta que um segundo motor como opção consumiria “apenas” U$ 560 milhões.

Na visão de muitos, ter um segundo fornecedor para um dos componentes mais caros da aeronave dividiria os recursos da Defesa por diversos estados, elevando o número de empresas envolvidas (além do aumento do número de empregos também) e agradando mais os congressistas.

São exatamente estes últimos que podem decidir pela adoção de um segundo fabricante de motores para o F-35. Os autores dessa manobra no entanto já foram alertados. O presidente Obama vetará qualquer atitude nesse sentido.

Um órgão do congresso norte-americano chamado “Congressional Research Service” estimou que o programa F-35 necessitará de 246 bilhões de dólares para comprar 2456 aeronaves. Incluindo valores referentes ao desenvolvimento do programa nos últimos 12 anos, a estimativa do CRS é de que o custo médio de cada aeronave fique em torno de U$ 100.1 milhões. Outros estudos colocam o preço do mesmo entre U$ 49 milhões e U$ 200 milhões.

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Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

23 Responses to “Para Gates, F-35 não terá segunda motorização” Subscribe

  1. F/A-18E Super Hornet 2 de setembro de 2009 at 22:43 #

    Sonho em ver na FAB!

    Abraços

  2. Baschera 2 de setembro de 2009 at 22:52 #

    A verdade é que a industria militar americana está se tornando proíbitiva, em termos de valores. Daqui a pouco vão começar a perder escala de produção, o que, ou descamba para o aumento ainda maior de custos unitários ou para a dispença de pessoal.Ou ambos….

    Sds.

  3. Leigo 2 de setembro de 2009 at 23:10 #

    Os mais otimistas dizem que cada aeronave vai sair a 49 milhões de dólares ?

    Nem a pau Juvenal.

  4. Rodrigo Rauta 2 de setembro de 2009 at 23:51 #

    Mas vamos convir, achar que um programa do porte do F-35, que visa ser a espinha dorsal não so da USAF, como da US Navy e dos Marines, o custo unitario do avião, com todas as suas revoluçoes tecnologicas, ficaria em torno dos 50-60 milhoes de doletas, é ter , no minimo, uma visão extremamente otimista!
    Inclusive eu acho que esse valor de 100 doletas ainda vai subir…iso sem contar o armamento do bichão ai…

    Abraços!!!

  5. WAR 3 de setembro de 2009 at 0:03 #

    Os americanos ofereceram dois porta-aviões. Que tal providos de 10 F35 cada um? Paguemos com petróleo.. O Chaves vai dançar nessa.

  6. Bruno Rocha 3 de setembro de 2009 at 0:16 #

    Rodrigo Rauta em 02 set, 2009 às 23:51

    “…é ter , no mínimo, uma visão extremamente otimista!…”

    Você quer dizer extremamente “babaca”. Os otimistas são os que mais se estressam quando suas “previsões” são frustradas.

    WAR em 03 set, 2009 às 0:03

    Já pensou que podemos sim “comprar” essas aeronaves. Com o “nosso” PRE-SAL. Já que com certeza precisamos de ajuda para pegar nosso petróleo, se os americanos forem nossos parceiros, poderiam nos oferecer essas aeronaves com um preçinho bem camarada. Não acha?

    Abraços a todos

  7. André 3 de setembro de 2009 at 8:20 #

    ********* OFF TOPIC *********

    O Gates falou que o F35 não terá segunda motorização.

    Lendo a revista Força Aérea deste último bimestre, ela noticia que os Emirados Árabes Unidos estão prestes a comprar um lote de cerca de 60 Rafale F3, porém querem um motor com empuxo de 10t (o atual é de 7t), suíte de ECM aprimorada e algo mais que não me lembro.

    Perguntas:

    1. não seria o caso da FAB solicitar ao menos motores mais “robustos”?

    2. com essa outra motorização ele seria capaz de suprecruise?

    Abraços

  8. RPiletti 3 de setembro de 2009 at 8:49 #

    Entre 49 e 200, com essa margem toda até eu acerto o valor rsrsrsrsr

  9. Bosco 3 de setembro de 2009 at 8:53 #

    André,
    um motor mais potente consome mais, o que implica na redução da autonomia. Para um país do tamanho do Estado do Rio Grande do Norte talvez não faça diferença, mas para o Brasil talvez faça.
    Esses motores, muito provavelmente, obrigarão com uma maior frequência o uso do tanque conformal que está sendo desenvolvido para que o caça tenha uma performance equivalente ao da motorização atual, principalmente para os usuários de países grandes como o Brasil. Mesmo o motor mais potente mantendo a mesma taxa de consumo específico de combustível (SFC) ou até mesmo reduzindo-a, o consumo global seria maior devido a potência ser maior.
    Quanto ao supercruise, é muito provável, mas há de se ter em vista que o incremento de 7t para 10t é relativo ao empuxo com PC e não ao empuxo seco que pode ser que não tenha aumentado na mesma proporção já que é mais fácil reprojetar radicalmente as câmaras de pós-combustão que todo o turbofan.
    O supercruise é um fator agregado interessante, mas ao meu ver só é totalmente aproveitado nos caças furtivos que possuem compartimento interno de armas. Um caça que transporta suas armas externamente muito provavelmente só poderia ser supercruise numa configuração totalmente limpa ou muito limitada (2 a 4 BVRAAM/WVRAAM no máximo), o que reduz muito a persistência de combate e o alcance/autonomia.
    Sem falar que a própria furtividade dá a um caça ‘stealth’ uma segurança para usar o supercruise de modo mais eficaz.
    Só para efeito de comparação o F-22 numa configuração ‘stealth’ leva 2 Sidewinder e 6 Amraam. Em uma configuração ‘stealth’ ar-sup leva 2 Sidewinder, 2 Amraam e 2 JDAM de 1000 lb ou 8 SDB. Sem falar que o F-22 leva mais que o dobro de combustível internamente que o Rafale (4,7t para 9,2t).
    Um abraço meu caro.

  10. Fábio Mayer 3 de setembro de 2009 at 8:58 #

    O interessante é notar que os americanos quebraram a URSS ao investir pesadamente em novos armamentos, forçando os comunistas a irem no mesmo caminho. Os americanos aguentaram, os comunistas, não.

    Agora, os americanos incorrem no erro de manter a corrida contra ninguém e se afogarem nos próprios custos.

    O F-22 já custou uma fábula e o F-35 é um pouco mais barato, mas, considerando o número pretendido de aeronaves, não muito.

    Estão se enforcando na propria corda, economia nenhuma suporta financiar tantos gastos por tanto tempo.

  11. André 3 de setembro de 2009 at 9:01 #

    Bosco,

    me convenceu. De fato, uma motorização mais potente faria sentido se a atual torna-se a aeronave underpowered. Creio que não é o caso.

    Abraços

  12. MD11 3 de setembro de 2009 at 9:56 #

    TIO San tomador de wiske ja anda bancarota sem falar na frustrasao dos que estao nesse programa

  13. pierre 3 de setembro de 2009 at 10:42 #

    quantos mísseis o f35 carrega em configuração stealth

  14. F/A-18E Super Hornet 3 de setembro de 2009 at 10:51 #

    Amigos,

    O F-35 é uma parceria dentre vários países, dos quais já têm encomendas garantidas para suas FA. Os países que fazem parte da parceria são: EUA(1), GB(2), Países Baixos(3), Itália(4), Canadá(5), Turquia(6), Austrália(7), Dinamarca(8), Noruega(9), Israel(10) e Singapura(11). Se incluirmos países que sinalizaram interesse oficial, fica: Taiwan(12), Japão(13), Finlândia(14), Espanha(15), Grécia(16), Índia(17) e Brasil(18)

    A lista chega à 18 países!! Se incluirmos países aliados, possíveis clientes do F-35(achismo) ficam: Coréia do Sul(19), Tailândia(20), EAU(21), Arábia Saudita(22), Egito(23), Alemanha(24), Polônia(!)(25), Bahrein(!)(26), Paquistão(!)(26), França(!)(27), Iraque(!)(28) Chile(!)(29) e Argentina(!!!)(30) rss. Mentira a Argentina, foi só pra chegar aos 30 rsss.

    O fato é que este avião passará dos 3.000 exemplares fabricados. Será o caça dos aliados! Os preços cairão, aposto nisso. Não custarão 200 e nem 100 milhas.

    Abraços

  15. Bosco 3 de setembro de 2009 at 11:00 #

    pierre,
    4 Amraam, pelo menos é o que se sabe até agora. Especula-se que possam ser mais. Existem na internet desenhos não oficias mostrando o compartimento de armas com até 8 mísseis ar-ar (4 em cada), sendo 4 BVRAAM e 4 WVRAAM.
    Pelo que foi divulgado oficialmente até agora míssies WVRAAM (alcance visual) só podem ser lançados de trilhos nas asas.
    Se for possível o lançamento, por exemplo, do AIM-9X a partir do compartimento interno de armas, o mesmo iria operar no modo ‘travamento após o disparo’ já que a comporta do mesmo não pode ficar aberta de modo a que o míssil fique exposto e ‘trave’ no alvo antes do disparo. Mas na verdade o F-35 não precisaria desse recurso já que o mesmo possui vários sistemas que permitem o lançamento sem travamento prévio.
    Só de curiosidade, os compartimentos laterais dos Sidewinders no F-22 se abrem e expõe os mísseis de modo a que eles possam travar antes do lançamento.
    Vale salientar que o F-35 não possui supercruise (pelo menos não foi divulgado oficialmente) mas pode levar em uma configuração stealht 2,5t de carga nos compartimentos internos.
    Um abraço.
    Um abraço.

  16. Raphael Barros 3 de setembro de 2009 at 11:42 #

    Quando os americanos nos venderem 2 porta-aviões e mais 2 F-35 os aliens vão vender as naves espaciais e seus caças para os americanos.

    Parem de programas de caças no Discovery Channel e History Channel estão estrango seus cérebros

  17. Wolfpack 3 de setembro de 2009 at 11:47 #

    Imagine os custos de validação de uma nova alternativa de motor ao F35 Lightning. Politicamente é excelente, porém o projeto deve estourar seus recursos com facilidade.

  18. CosmeBR 3 de setembro de 2009 at 13:03 #

    O Brasil não precisa de F-35. Teremos o RAFALE e com transferência de tecnologia!

  19. Bruno Rocha 3 de setembro de 2009 at 13:12 #

    em resposta ao comentário de Super Hornet sobre aliados

    Países aliados!!!!!!

    Para mim, esse negócio de aliados, é algo meio estranho.
    Se país aliado, é aquele que da todas as suas informações de armamento para os americanos, puxa o saco deles, compra tudo deles. Então o que seria o não aliado? Um país independente que não precisa de armamento Made In EUA. Como a Russia, que depois de quebra (mais uma vez) ainda fabricam seus brinquedos. É incrível a minha percepção critica, de acreditar que a Guerra Fria (Em Partes) foi uma conspiração (em partes).

    Se por fora os americanos se confrontam com os russos, entre eles, é só beijo e abraço. A verdade é que um depende do outro.

    Muitos podem me criticar e dizer que os russos plagiaram o ônibus espacial, caça furtivo etc etc etc e tal. Mas uma coisa que ninguém percebeu (porque é americanófilo ou desinformado mesmo), é que muitos dos brinquedos estadunidenses tiveram seus desenhos inspirados em brinquedos russos.

    Não estou criticando os Estados Unidos e nem puxando o saco da Rússia, só acho que nesse nosso Brasil, na posição de puxa saco dos EUA, temos que reconhecer a engenharia russa (menos a inteligência),

    Mais uma coisa é! Se os Soviéticos tivessem ganhado dos americanos, hoje estaríamos: tomando Vodika. Assistindo os jogos olímpicos de inverno de Moscou. Estaríamos comendo rapadura na feijoada. (dizem que foram os Vikins (russos) que inventaram a rapadura !) (!). E por falar em feijoada, seria Estrononof (strogonov) no lugar.

    Então parem de ser rusófilos, americanófilo, pois criticar um país por fabricar armas nucleares, não ligar se os russos e americanos tem. Falar mal de países pobres, falar mal de país rico, criticar isso ou aquilo baseado em especulações e sensacionalismo da mídia, ou em achismo é errado! é uma atitude frustrada, que pode fazer você se surpreende.

    Sei que também sou assim, mas procuro minimizar o que falo.

    Uffa! Ainda bem que nesse Blog não tem limites de caracteres. He he.

  20. Bruno Rocha 3 de setembro de 2009 at 13:26 #

    Nossa gente. Esse texto começa num assunto e termina em outro.
    Perdoem-me.

  21. Soldier 3 de setembro de 2009 at 13:57 #

    Pois é…

    Ninguém sabe o quanto vai custar este caça. Duvido muito que custe “apenas” U$ 100 mi.

  22. Alecsander 3 de setembro de 2009 at 15:51 #

    O custo inicial do F-35 era de US$37milhões no inicio da década, hoje ele custa em torno de US$148milhões. Isso acontece porque é utilizado uma gama de tecnologia muito grande se comparado ao seu protótipo do inicio da década. o protótipo de US$37milhões do F-35 usava tecnologia e avionica inferior a do protótipo F-16, só para testes mesmo, já a nova versão atualizada que entrara em operação é bem mais sofisticada do que a do Super Hornet e ate do F-22. É por isso que os valores do protótipo para a versão de combate são tão grandes.

  23. F/A-18E Super Hornet 3 de setembro de 2009 at 17:17 #

    Caro Bruno Rocha

    Reconheço algumas maravilhas tecnológicas russas. De fato, fazem ótimos aviões como o Flanker o é, por exemplo. Mas o que me irrita, é quando “endeusam” os aviões, sem ao menos analisar as características positivas de outros aviões à mesma categoria. Devemos ser imparciais e justos nos comentários.

    E a realidade mostra o F-35, numa categoria acima de qualquer outra aeronave russa, atualmente. O PAK sairá? Tomará que sim! Mas os únicos 5.gen que existem são apenas 2: F-22 e F-35.

    E por enquanto, o PAK-FA é sonho.

    Abraços

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