QG Airsoft

rafale-b-2

A disputa pela encomenda brasileira por novos jatos está ficando cada dia mais acirrada. A francesa Dassault apresentou uma proposta na qual se dispõe a construir no Brasil os 36 caças de múltiplo emprego a serem encomendados no lote inicial do projeto F-X2. A oferta busca seduzir o governo com o aceno de gerar centenas de empregos na Embraer, que dispensou mais de 4 mil funcionários em fevereiro, causando incômodo no Palácio do Planalto. “Essa é uma decisão exclusivamente do governo brasileiro. Nós deixamos em aberto a opção de abrir uma linha de montagem no país”, afirmou ao Valor o diretor da Dassault no Brasil, Jean-Marc Merialdo. Na semana passada, a Boeing, outra concorrente, esteve em Brasília apresentando uma proposta melhorada.

O relatório técnico da FAB avaliando os três fornecedores que chegaram à fase final da concorrência está perto de uma conclusão. Disputam um contrato estimado em mais de US$ 2 bilhões, além da Dassault (com o Rafale), a sueca Saab (Gripen NG) e a Boeing (F-18 E/F Super Hornet). A análise da FAB abrange critérios comerciais, técnico-operacionais, logísticos, de compensação comercial, industriais e de transferência de tecnologia. O mercado espera uma decisão no fim do ano.

Segundo o representante da Dassault, a empresa obteve autorização do governo francês para a “transferência total de tecnologia” à Aeronáutica e à indústria de defesa brasileira para a construção dos caças, o que inclui a abertura dos códigos-fonte. Às vésperas da escolha do novo caça da FAB, a Dassault assinou acordos de cooperação com 38 entidades e indústrias brasileiras, em um total de 65 projetos. A Embraer é naturalmente a principal peça do programa de cooperação, mas envolvem ainda empresas médias como Mectron, Atech e Aeroeletrônica. Merialdo assegurou que não há restrições para transferir conhecimento nos sistemas de integração de armamentos e no data link (sistema responsável pela comunicação entre caças e com as bases terrestres), áreas de interesse da FAB.

Por compartilhar valores com o Brasil e desejar o fortalecimento de sua posição na arena internacional, o governo francês tem um “acordo estratégico” com o país e a Dassault quer construir uma “parceria de longo prazo”, disse Merialdo. Para ele, a Embraer tem “um grande potencial” para trabalhar com a empresa no desenvolvimento de produtos, com a vantagem de não competir nos mesmos segmentos, como os jatos comerciais de médio porte.

A Dassault ainda detém 0,9% das ações da Embraer, mas desta vez não há nenhum tipo de associação – vetada na atual concorrência da FAB – entre as duas. É o contrário do que ocorreu no F-X original, engavetado no início de 2005 por decisão do presidente Lula. Na ocasião, elas disputavam com o caça Mirage 2000 BR, de uma geração anterior à do Rafale. Agora, a Aeronáutica definiu que o fornecedor deverá obrigatoriamente dividir seus conhecimentos com a Embraer, dentro de um programa de longo prazo de transferência de tecnologia.

Na recente visita de Lula à Itália, onde participou com Sarkozy da cúpula do G8 ampliado, surgiu a notícia – sem confirmação do Palácio do Planalto – de que ele teria dito ao presidente francês que já havia um vencedor da concorrência. O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer) afirma que a comissão do F-X2 se atém ao relatório técnico, que dará subsídios à decisão do governo. Em última instância, no entanto, Lula e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, um francófilo assumido quando o assunto é o reaparelhamento das Forças Armadas, podem fazer uma escolha política.

Além de ter levado o Rafale para a fase final do F-X2, o Brasil fechou recentemente a compra de 51 helicópteros Cougar EC-725, que serão fabricados em parceria com a Helibrás, e de quatro submarinos convencionais da classe Scorpène, além de um casco maior – desse mesmo modelo – para acomodar o reator nuclear desenvolvido pela Marinha.

Na acirrada disputa com americanos e suecos, Merialdo ressalta que o Rafale “é um programa novo, mas maduro”. O primeiro caça entrou em serviço em 2001, já foi usado em missões de reconhecimento tático e de ataque ao solo na Guerra do Afeganistão, e há cerca de 70 unidades na frota da Força Aérea Francesa. O número deve subir para 294 aviões.

Críticos do Rafale apontam a falta de escala e os problemas no histórico de cooperação com o Brasil – a FAB operou durante décadas o Mirage III – como pontos frágeis da Dassault. Merialdo atribuiu a ingerências políticas derrotas em concorrências na Coreia do Sul e em Cingapura, mas destacou que o Rafale disputa o fornecimento de mais de cem caças para a Índia e antevê possibilidades de venda à Suíça, Grécia e Emirados Árabes.

Em 12 de junho, os três fornecedores da lista final da FAB entregaram suas respectivas “melhores e últimas ofertas” na concorrência do F-X2. Trata-se da Bafo – a sigla em inglês de “Best and Final Offer” -, como é conhecida no jargão militar.

FONTE: Valor Econômico, via Notimp

Tagged with:
 

fumaça

Mais de 120 mil pessoas que estiveram no Vectren Dayton Air Show, nos Estados Unidos, se emocionaram com a demonstração da Esquadrilha da Fumaça no último final de semana. No sábado (18 de julho), dentre diversas outras atrações, o Esquadrão de Demonstração Aérea destacou-se pela sincronia das manobras e a perfeição dos alinhamentos. Embora tenha sido exibido o display de mau tempo, devido a grande quantidade de nuvens, a unidade da Força Aérea Brasileira (FAB) ganhou com seu rastro de fumaça a admiração e o reconhecimento de um povo culturalmente apaixonado pela aviação.

Durante o evento, chamou a atenção o grande numero de crianças. Debbie Lieberman, que assistiu o show aéreo brasileiro em 2007, disse que se divertiu muito. “Foi maravilhoso ver o time voando novamente. Alias, o show foi tão impresionante que amanhã eu voltarei para vê-los. Obrigada por virem a Dayton de novo”, disse.

No dia seguinte (19 de julho), as condições meteorológicas ajudaram e foi possível realizar a apresentação completa prevista para bom tempo. No céu, os pilotos brasileiros deixaram uma mensagem a escrita em fumaca: Dayton Air Show 2009.

Após o pouso, a equipe percorreu toda a extensão da feira distribuindo mais de mil revistas, dois mil folders e dois mil aviões de papel desenhados especialmente para a feira de aviação internacional.

fumaça

FONTE: FAB / FOTOS: SO Waldemar Prieto Junior

Tagged with:
 

tornado-paveway-iv

As bombas guiadas Paveway IV estão homologadas para uso nos Tornado GR4 da RAF, que vão ocupar o lugar dos Harrier GR9 nas operações de apoio aéreo aproximado no Afeganistão. Estas armas foram lançadas contra todo tipo de alvo pelos Harrier e provaram sua extrema precisão.

A Paveway IV é a última da série e usa guiagem GPS/INS e laser, aumentando a capacidade de emprego em qualquer tempo.

Tagged with:
 

Batismo de fogo do Rafale

Forças especiais operando em conjunto com a ‘Armée de l’air’ no Afeganistão.

 

‘Desafio Poder Aéreo’ 5 – resposta

desafio-5

Reggiane Re.2001 CN Falco II

Caça noturno produzdo pela fabricante italiana Reggiane. O Modelo Re.2001, em muitos aspectos, incorporou as soluções adotadas para o Re.2000, que não foi aceito pela ‘Regia Aeronautica’ devido ao seu fraco motor.

A variante CN (“Caccia notturno”) recebeu modificações no motor e dois canhões Mauser de 20mm sob as asas (observar estes detalhes nos desenhos 3V).

Parabéns aos que acertaram. Lembramos que todos os domingos às 8:00h temos novos “desafios” e as respostas saem nas terças seguintes. Para ver quais foram os desafios anteriores, digite as palavras “desafio poder aéreo” na caixa de busca.

 

A volta do Vulcan

 

‘Operação Prato’

Militares da FAB investigaram OVNIs sobre o Pará 30 anos atrás

vinheta-clippingDuas dezenas de oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) estiveram envolvidos em uma missão sigilosa no meio da selva amazônica, no Pará, 30 anos atrás. Denominada Operação Prato, ela é a mais impressionante investigação de óvnis (objetos voadores não identificados) realizada pela Aeronáutica que se conhece. É uma espécie de caso Roswell brasileiro, com missões secretas, histórias e fenômenos sem explicação. Enquanto em Roswell, marco da ufologia mundial, os militares americanos primeiro admitiram a existência dos óvnis e depois negaram, os relatórios da FAB não deixam dúvidas: os oficiais do I Comando Aéreo Regional (Comar), em Belém, designados para a operação, que ocorreu nos quatro últimos meses de 1977, afirmam ter presenciado – mais de uma vez – UFOs cruzando o céu da Amazônia.

Detalhes da Operação Prato estão em relatórios sigilosos que acabam de ser liberados pelo governo federal para consulta no Arquivo Nacional, em Brasília. Desde o ano passado, estão vindo a público documentos, alguns guardados há mais de 50 anos. Todos os arquivos secretos de UFO estão sob responsabilidade da Casa Civil desde 2005. Há 1.300 folhas de um total estimado em 25 quilos de material, com descrições, croquis e fotos de óvnis referentes a três lotes de informações da FAB. Os dois primeiros contêm relatos dos anos 50 e 60. O último, aberto em maio e do qual faz parte a Operação Prato, cobre a década seguinte. No próximo mês, será a vez do acervo dos anos 80. ISTOE recriou em desenhos histórias contidas nos documentos.


Imagem

Os arquivos também mostram que a Aeronáutica teve um departamento específico de estudos sobre UFOs entre 1969 e 1972. O Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (Sioani) funcionava nas instalações do IV Comar, em São Paulo. Composto por pesquisadores civis e autoridades militares, o Sioani saía à procura de casos pelo País. O material liberado revela com detalhes a doutrina desse departamento – além de cerca de 70 casos apurados, todos retratados com desenhos feitos pelos militares.

Entre o material disponível, a Operação Prato é considerada a mais intrigante. Das cerca de duas mil páginas de relatórios, 500 fotografias e 16 horas de filmagem documentadas pelos militares do I Comar, de Belém, apenas 200 páginas e 100 fotos tornaram-se públicas. Há relatos de 130 avistamentos por militares e civis. A missão, liderada pelo capitão da Aeronáutica Uyrangê Hollanda, tinha como objetivo investigar as ocorrências provocadas por um fenômeno batizado de chupachupa, que começou a ser relatado em 1976 por moradores da região oeste do Maranhão e se espalhou por Colares, a 80 quilômetros da capital paraense, como uma epidemia.

No total, 400 pessoas teriam sido atingidas por luzes que, segundo os depoimentos, lhes sugavam o sangue. Em um dos documentos oficiais, a médica Wellaide Cecim, que tinha 24 anos na época e atendeu a maioria dos pacientes, diz que os feridos apresentavam “paresia (amortecimento parcial do corpo), cefaleia, tonturas, tremor generalizado e queimaduras de primeiro grau, bem como marcas de pequenas perfurações”. Para desmistificar o fenômeno, o capitão Uyrangê, junto com sua equipe, foi designado para colher depoimentos durante o dia e ficar em vigília à noite munido de máquinas fotográficas Nikon, com teleobjetivas de 300 mm a 1000 mm, filmadoras e gravadores.

Acabou, porém, registrando e presenciando o que até então acreditava ser ficção científica. “Meu irmão viu várias naves”, contou à ISTOÉ Uyranê Soares de Hollanda Lima, referindo- se ao chefe da Operação Prato, que morreu em 1997. Comissário de bordo aposentado, Uyranê lembra bem de uma ligação feita por Uyrangê, no auge das investigações. “Ele me disse: “Hoje, um disco voador ficou a 50 metros da minha cabeça. Era do tamanho do (avião) DC-10 que você voa. Filmei e fotografei tudo.”" Para os ufólogos, o termo disco voador faz referência a objetos de vários formatos e cores que não são aviões, executam diversos tipos de manobras e aparecem em locais variados.

REVELAÇÃO Foram liberados três lotes sobre UFOs dos anos 50, 60 e 70. Em agosto, será a vez do material da década de 80

Há diversas ocorrências documentadas. A de número 16 da pasta Registro de Observações de Óvni, por exemplo, detalha um avistamento feito pelos militares, que escrevem sobre um “corpo luminoso, emitindo lampejos azulados de intensidade” de cor “amarela (âmbar ou quartzo-iodo)” que percorria uma “trajetória de curva à direita, descendente e ascendente” a uma velocidade estimada de 800 km/h. Ele foi presenciado em Colares, às 19h do dia 1º de nov embro de 1977, pela equipe do I Comar : “Além da luminosidade, o óvni apresentava um pequeno semicírculo avermelhado na parte superior. Sentido de deslocamento sudoeste/ nordeste. Ausência de ruído ou deslocamento de ar.” Entre as informações liberadas sobre a Operação Prato, não há registro de contatos com ETs, tampouco explicação para o fenômeno do chupa-chupa.

RETRATO 200 páginas e 100 fotos da Operação Prato tornaram-se públicas: missão na selva amazônica

Os arquivos, agora públicos, trazem depoimentos de civis, trocas de correspondências entre militares sobre óvnis, recortes de jornais da época e várias conversas entre pilotos e controladores de voos sobre estranhos fenômenos no espaço aéreo nacional: “Sierra Bravo Juliete, solicitaremos que… se possível, nos fornecesse toda a performance desse objeto luminoso e faremos uma gravação de vídeo, positivo?”, comunica a torre de controle de Brasília, como mostra um relatório, a uma aeronave, em 6 de dezembro de 1978. “Afirmativo, inclusive (a luminosidade) está agora a nossa direita, nos acompanhando, ela aumenta e diminui a intensidade… está… não é camada, não é nada… a gente vê que ela aumenta e diminui a intensidade”, responde o piloto. Diante de fenômenos desconhecidos no céu, a FAB orienta os pilotos a preencher um formulário. Hoje, o sistema é informatizado, mas, até meados dos anos 70, o papel ficava em bases aéreas e aeroportos. Estima-se que só 10% dos pilotos façam isso.

No momento, apenas os relatórios de UFOs classificados como reservados e confidenciais da Aeronáutica tornaram- se públicos. Espera-se que o Exército e a Marinha façam o mesmo. São aguardadas, também, as páginas com os carimbos de secreto e ultrassecreto. Por lei, as que cumpriram 30 anos de ressalva deveriam ser públicas, mas na prática não é o que ocorre. “Não se quebra uma cultura de uma vez. E eu não sou a favor de divulgar documentos que ferem a privacidade das pessoas, induzem pânico à população ou colocam a segurança do País em risco”, defende o brigadeiro José Carlos Pereira, ex-comandante de operações da FAB e ex-presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

ILUSTRAÇÃO FERNANDO BRUM SOBRE FOTO DE FREDERIC JEAN
Relatos de civis

Desenhos de militares na Operação Prato retratam objetos vistos por testemunhas

CAUDA COLORIDA

Corpo luminoso de 1,50 metro de cor amarelo-avermelhada, deslocando-se a baixa altura (5 a 10 m), de forma circular. O óvni tinha cauda multicolorida, não fazia ruído e emitiu um foco de luz azulado, segundo um morador do município de Vigia, no Pará, que o teria avistado em 16 de outubro de 1977

O RUÍDO DO ÓVNI

O objeto de cerca de 1,40 m teria aparecido em Santo Antônio do Tauá, no Pará, em setembro de 1977, às 22h. A pessoa que o teria avistado o descreve como tendo a forma de um prato invertido com um vértice acentuado vermelho na parte inferior. Diz ainda que ele acelerou até atingir uma grande velocidade e produzia um ruído sibilante.

UFO PERFORMÁTICO

Com movimento ondulante, paradas e voltas rápidas em torno de um eixo, este óvni de forma ligeiramente cônica teria feito evoluções sobre a parte nordeste de Colares, no Pará, em 1977. A testemunha, que relatou ter observado o fenômeno às 18h30, teve a nítida impressão de o objeto ser de cor metálica

Por Rodrigo Cardoso

MÉTODO Além de relatórios (acima), o Sioani submetia a testemunha de um óvni a exames psicológicos

Hoje na reserva, o brigadeiro de 67 anos foi considerado por muitos anos o guardião da chave do cofre de segredos ufológicos brasileiros. Foi ele quem ordenou o recolhimento de todo material sigiloso produzido sobre o tema espalhado em bases aéreas e aeroportos do Brasil. A papelada foi levada para o Comando de Defesa Aeroespacial (Comdabra), em Brasília, onde ele exercia a função de comandante- geral, no início da década. Mas somente no ano passado os documentos começaram a chegar ao arquivo nacional.

Revirar os porões das Forças Armadas e revelar os segredos ufológicos é uma tendência verificada em outros países (leia quadro). “Com essa abertura, a Aeronáutica reconhece a necessidade de tratar o fenômeno UFO de maneira séria, deixando de lado o tom pejorativo e irreverente que quase sempre aparece quando se levanta a plausível hipótese de estarmos recebendo a visita de seres extraterrestres”, diz Ademar José Gevaerd, 47 anos, coordenador da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), que elaborou uma campanha em prol da liberdade de informações sobre UFOs.

Hoje, a pessoa que quiser relatar a aparição de um óvni dificilmente encontrará eco na FAB. “A Aeronáutica não dispõe de estrutura especializada para realizar investigações científicas”, informou a FAB à ISTOÉ. Porém, durante o funcionamento do Sioani, no IV Comar, toda testemunha era submetida a exames nos quais se avaliavam a presença de psicopatologia, o desvio de personalidade ou a tendência à mitomania. O Sioani procurava saber, ainda, a condição psicofísica da pessoa no momento da observação (em jejum, alimentado, com teor alcoólico, cansado, trabalhando ou distraído), se ela vivia tensões familiares ou políticas e qual religião seguia. O local da aparição do oani (objeto aéreo não identificado, como o óvni era chamado à época) também era esmiuçado: tipo de vegetação, umidade e temperatura aparecem citados nos relatórios.


ILUSTRAÇÃO FERNANDO BRUM SOBRE FOTO DE FREDERIC JEAN

“Admitir a “possibilidade” de existência do oani é atitude científica… penetrar no âmago do fenômeno, investigando- o sob os aspectos psiquiátricos, psicológicos, sociológicos, astronômicos, meteorológicos, jurídicos, etc, constitui uma necessidade. Eis a posição em que se coloca o Ministério da Aeronáutica”, diz um dos dois boletins produzidos pelo Sioani, que encerrou suas atividades supostamente porque pesquisar discos voadores não interessava mais aos militares, em meio à repressão no País.

Para os ufólogos, seria fundamental a liberação das filmagens feitas na selva amazônica para um estudo mais apurado dos fenômenos. No momento, nenhuma das 16 horas de filmagens feitas em super-16 mm estão disponíveis para consulta. Poucas pessoas fora do ambiente militar tiveram acesso a esse material. Pedagoga aposentada, em Belém, Nahima Lopes de Oliveira Gonçalves assistiu às gravações. Ela é filha do brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira, que era comandante do I Comar, em 1977. “Papai chegava com os rolos de filmes e ia direto para a biblioteca”, conta ela, hoje, com 60 anos. “Um dia, ele deixou a gente assisti-los. Dava para ver luzes se deslocando em todos os sentidos”, completa, dizendo que seu pai, morto há seis anos, sempre acreditou em óvnis.

Astrônomo do Laboratório Nacional de Astrofísica, de Itajubá (MG), Carlos Alberto Torres afirma não fazer o menor sentido a iluminação em discos voadores. “Avião tem luzes para sinalizar para os outros”, diz. Para o professor de astrofísica João Steiner, da Universidade de São Paulo (USP), as histórias de avistamentos de óvnis não passam de ocorrências naturais para as quais a ciência ainda não tem explicação. O brigadeiro Pereira endossa o ceticismo: “Os fenômenos ocorrem, são investigados, tiram-se fotos e 98% dos casos a ciência explica. Agora, para os 2%, eu pergunto: cadê o ET, o pedaço da nave capturada?”

Parentes e amigos do capitão Uyrangê, que esteve à frente da Operação Prato, contam que ele teve até um contato imediato de terceiro grau na margem do rio Guajará-Mirim, no Pará, em dezembro de 1977. Ele e mais um oficial, também já morto, teriam avistado uma nave de 100 m de comprimento, no formato de uma bola de futebol americano, pousar em pé na outra margem do rio. A cerca de 70 m do local, os militares teriam visto uma porta se abrir no alto do objeto e um ET descer e flutuar sobre as águas. Após ouvir o relato dessa experiência, o comandante Protásio teria ordenado o fim da Operação Prato. Nem o contato imediato e nem o epílogo da missão constam do acervo liberado pelo Arquivo Nacional. Se vierem a público, Roswell deverá ficar a anos-luz das nossas histórias de UFOs.

FONTE: Revista Isto É, via Notimp

Tagged with:
 

136º aniversário de Alberto Santos-Dumont

santos dumont

Neste dia, muito falou-se dos 40 anos do primeiro pouso do homem na Lua. Mas hoje também é uma data muito importante para o Brasil e para o desenvolvimento da aeronave tripulada. Hoje é aniversário de Alberto Santos-Dumont, Pai da Aviação e Patrono da Aeronáutica. O Poder Aéreo e a FAB não esqueceram.

Ordem do Dia
Brasília, 20 de julho de 2009

Ao homem comum não é dado ver senão a realidade do seu tempo, mas o olhar do sábio vislumbra o amanhã, atreve-se a defrontrar paradigmas e conceitos petrificados.

Este compromisso empresta à vida um sentido de continuidade, e faz da luta contra o desconhecido um objetivo maior, impulsionada pelos genuínos dons de liderança, inteligência e criatividade de homens e mulheres que promovem, assim, verdadeiras revoluções nos campos do conhecimento humano.

Nesse sentido, as páginas épicas da história são ricas em personagens que, dotados da imaginação criadora de um artista, voavam nas asas fantásticas de ícaro, mas faltava-lhes, ainda, a exata consciência desta arte, o lampejo capaz de ligar o espaço que separa o querer do realizar.

Em 1906, ultrapassando as limitações teóricas da ciência em sua época, um brasileiro de minas gerais deu gênese a um novo mundo e voou no seu famoso 14 bis. seu nome: alberto santos-dumont. a partir de então, os caminhos do homem rumo à conquista dos céus e do espaço não mais encontrou barreiras.

A sua devoção à atividade aeronáutica sempre teve o nobre propósito de gerar benefícios à humanidade, encurtando o tempo entre a dor e o socorro, permitindo, também, que os avanços da sociedade chegassem, mais depressa, a locais mais longínquos. ]

Hoje, ao comemorarmos o aniversário de um filho tão ilustre, a força aérea brasileira reconhece e reverencia a sua privilegiada capacidade idealizadora para colocar o nome do brasil numa posição de destaque na história mundial.
abnegação, perseverança e comprometimento.

eEs o magnífico legado deixado pelo patrono da aeronáutica brasileira às gerações do presente.

Reflitamos sobre estes valores e sobre o que representam para nós, sobretudo nos momentos dos grandes desafios da nossa instituição.

Que o exemplo de coragem e o espírito altruísta transmitidos pelo “pai da aviação” sejam as referências para as atitudes dos homens e mulheres que envergam o azul, na instigante missão de manter soberano o espaço aéreo desta nação, e em cujos ombros repousa a responsabilidade de conduzir a trajetória do comando da aeronáutica rumo a novos horizontes, dignos de um brasil forte, justo e solidário.

Tenente-Brigadeiro-do-Ar JUNITI SAITO
Comandante da Aeronáutica

FONTE: GABAER

Cerimônia de entrega da Medalha “Mérito Santos-Dumont”

Diversas Organizações Militares do Comando da Aeronáutica realizam hoje (20), em comemoração ao 136º aniversário de Alberto Santos-Dumont, a cerimônia de entrega de medalhas “Mérito Santos-Dumont” a agraciados civis e militares.

Em Brasília, a solenidade será realizada, às 10h, na Base Aérea de Brasília (BABR). Serão agraciados 250 militares e civis. Dentre os agraciados destacam-se: o Ministro-Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Múcio Monteiro Filho, o Senador da República (RJ) Paulo Hermínio Duque Costa e Senadora (RN) Rosalba Ciarlini Rosado.

Entre profissionais da imprensa que serão agraciados estão: Fábio Willian e Gioconda Mercedes Brasil da Silva, da TV Globo (DF), Fátima Gomes Bernardes Boner, da TV Globo (RJ), Adolfo Martins, da Folha Dirigida, e o cineasta Ary Fernandes.

FONTE: FAB

 

amazonas-pelicano-2-foto-luciano-porto-spotter

Dez militares do Esquadrão Pelicano decolaram no último domingo a tarde com destino a cidade de Fairford, na Inglaterra, para participar do RIAT 2009 (Royal International Air Tattoo), considerado a maior feira de aviação militar do mundo.

Os militares vão representar o Brasil no evento que reúne mais de 300 aviões e um público estimado de 170 mil pessoas.Os Pelicanos participarão com a moderna aeronave SC-105 Amazonas, a mesma empregada nas buscas do Air France 447, no começo de junho.

A tripulação brasileira vai expor equipamentos usados em sua aeronave para busca no mar e interagir com militares de outros países. É a primeira vez que o Esquadrão participa de um evento deste porte.

Para o evento, o SC-105 foi especialmente adesivado com um pelicano estilizado, dando um toque personalizado a aeronave. O retorno dos militares está previsto para o dia 20 deste mês. O Comandante da Segunda Força Aérea (FAE II), Brigadeiro do Ar Pinto Machado, acompanha a comitiva.

amazonas-pelicano-foto-luciano-porto-spotter

FONTE: FAB

FOTOS: Luciano Porto – www.spotter.com.br

Clique aqui para ver mais fotos do SC-105 Amazonas adesivado, no site do Spotter.

Tagged with:
 

aerolineas

vinheta-clippingA Aerolíneas Argentinas sofreu prejuízo mensal de até US$ 63 milhões, admitiu o presidente da companhia, Mariano Recalde, que afirmou que está renegociando um acordo de compra de aviões da Embraer.

Recalde reconheceu que no primeiro semestre do ano a companhia sofreu perdas de 160 milhões de pesos (US$ 42,1 milhões) na média mensal, “com um pico de 240 milhões” (US$ 63,1 milhões) em junho último.

Segundo ele, “seguem de pé” e “vão avançar nas próximas semanas” as negociações com a Embraer sobre um acordo para a compra de 20 aviões destinados à frota de sua subsidiária Austral.

No acordo, assinado este ano com a empresa brasileira, “havia datas limites para fechar o contrato, mas se está renegociando”, comentou o presidente da Aerolíneas, sem dar mais detalhes.

FONTE: EFE / FOTO: Infobae

Tagged with:
 

Um Vulcan em voo no RIAT depois de 18 anos

vulcan

O bombardeiro Avro Vulcan XH558 realizou no dia 18 de julho, pela primeira vez desde 1991, uma exibição aérea no Royal International Air Tattoo (RIAT).

O XH558 decolou de Fairford, em Gloucestershire, e realizou uma passagem sobre Cosford, ants de retornar para a sede da RIAT.

vulcan

FONTE/FOTOS: Air International

Para ler matéria anterior sobre o Vulcan XH558, clique no link abaixo:

 
Page 3 of 101234510...Last »