7_eta1_fabNa manhã do dia 1º de julho, pela primeira vez na história da Força Aérea Brasileira (FAB), uma aeronave da Base Aérea de Manaus (BAMN) foi pilotada por duas mulheres. As tenentes-aviadoras Joyce de Souza Conceição e Adriana Gonçalves, do Sétimo Esquadrão de Transporte Aéreo (7º ETA), voaram juntas pela primeira vez. Elas decolaram de Manaus em um C-98 Caravan em direção a Parintins, em uma missão de apoio ao Quarto Centro de Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (CINDACTA IV).

“É um orgulho participar dessa missão que vai entrar para a história do Esquadrão Cobra e da Força Aérea, com duas tripulantes capacitadíssimas”, disse o mecânico de voo que as acompanhou, Suboficial Raimundo Amílio Filho. Para a comandante da aeronave, Ten Joyce, é uma satisfação voar com uma companheira de turma depois de tantos anos de estudo e dedicação. “Mesmo com as dificuldades de se voar na Amazônia, temos confiança mútua e nos sentimos capacitadas para pilotar nas mais adversas condições”, garante a tenente.

7_eta2_fabTrês das onze pilotos formadas na primeira turma de pilotos do quadro feminino estão na Amazônia: duas no 7º ETA e uma no 1º/3º GAv, sediado na Base Aérea de Boa Vista (BABV). As tenentes do 7º ETA são pilotos operacionais do C-98 Caravan e estão fazendo o curso do C-97 Brasília.

FONTE: VII COMAR

 

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Depois da invenção do radar e do míssil guiado, ainda há espaço para a habilidade do piloto definir o resultado de um combate aéreo? A história e as estatísticas mostram que sim

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vinheta-destaque-aereoOs registros de milhares de pilotos de todas as nações envolvidas em conflitos armados no passado revelam que somente uma parte deles realmente se destaca e apenas um pequeno percentual são considerados ases.

Isto se deve à experiência pessoal dos pilotos, em como eles foram treinados e como suas aeronaves são superiores em relação ao inimigo. Basicamente, o que sempre diferenciou os ases dos outros foram os resultados que eles atingiram, grandemente desproporcionais em número.

Em todas as guerras, somente 5% de todos os pilotos atingiram 40% do total das vitórias aéreas, enquanto 20% dos pilotos de caça conseguiram outros 40%. Conclui-se com isso que a grande maioria dos caças ficou apenas ocupando espaço no céu. As análises dos combates revelam três fatores que ocorrem em sequência: o primeiro é a oportunidade.

A maioria dos pilotos voou missões completas de combate sem a chance de encarar um inimigo. Um exemplo é o 1o. Grupo de Caça da FAB que voou na Itália em missões de ataque, mas nunca teve a chance de encontrar um caça alemão no ar.

Uma comparação interessante é a 8a. Força Aérea da USAAF, que em junho de 1944, tinha 1.709 pilotos, que voaram 24.035 missões de combate, com média de 3,75h cada. Destas, apenas 436 resultaram em combate (2%), com 268 vitórias.

A probabilidade de matar

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A Guerra da Coréia apresentou um padrão semelhante. Dos 520 pilotos que voavam com a 4a. Ala de Interceptação, somente 69 pilotos (13,26%) tiveram 15 ou mais encontros com o inimigo.

Destes encontros, menos da metade foram convertidos em oportunidades de tiro e somente 1/3 das oportunidades de tiro foram convertidas em kills.

Quando se analisa os dois últimos fatores é que a real diferença aparece. Alguns pilotos converteram 80% dos encontros em oportunidades de tiro e 60 a 70% destas oportunidades em kills. Outros converteram apenas 15% dos encontros em passes de tiro, com um máximo de 10% de sucesso em cada passe.

Existiu no passado muito debate sobre o papel da sorte nesses combates, que certamente teve seu lugar, enquanto o piloto ia ganhando experiência. Mas numa visão geral, o combate aéreo na época do canhão e da metralhadora era um processo muito ineficiente diante do esforço dispendido.

A ineficiência vinha da dificuldade de forçar os encontros e na inabilidade do piloto mediano em capitalizar o encontro. Nas últimas décadas, porém, a tecnologia vem ajudando a diminuir o gap entre os pilotos medianos e os ases.

O problema dos encontros tem sido resolvido com o emprego de sofisticados equipamentos de detecção, comando e controle, baseados principalmente no radar, baseados em terra, orgânicos da aeronave ou em aeronaves específicas (AEW/AWACS).

O segundo problema, da conversão dos encontros em abates, tem sido enfrentado com o emprego dos mísseis, que espera-se cheguem aos seus alvos sem falhar. Com estes novos meios muitos acreditam que todo piloto mediano virou um ás! Toda detecção ocorre sem falha e cada míssil lançado não erra.

Mas as experiências recentes têm demostrado que a verdade está bem longe disso…

>>>CONTINUA EM PRÓXIMO POST…

GEEV abre inscrições para Curso de Ensaios em Voo

esquilo bi O Grupo Especial de Ensaios em Voo (GEEV) abriu as inscrições para o processo seletivo do XX Curso de Ensaios em Voo (XX CEV). O curso, com duração de 45 semanas, será realizado em 2010, nas seguintes modalidades: Piloto de Ensaio Experimental de Asas Rotativas, Engenheiro de Ensaio Experimental de Asas Rotativas e Instrumentador de Ensaio (para sargentos BEI, BEI-01, BEI-02 ou BET).

Faça já sua inscrição. Confira se você preenche os requisitos visitando a página do GEEV na internet ou intraer .

O helicóptero (foto acima) H-55 Esquilo biturbina (AS-355F2) é um dos diversos helicópteros que o piloto e o engenheiro terão a oportunidade de ensaiar durante o XX CEV. Na modalidade Instrumentador de Ensaio, o técnico será capacitado a interpretar projetos de instrumentação e a instalar os equipamentos necessários à obtenção de dados durante voos de ensaio.

FONTE/FOTO: CTA

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‘Fumaça’ nos EUA

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A Esquadrilha da Fumaça realizará demonstrações nos dias 18 e 19 de julho no Vectren Dayton Air Show, na cidade de Dayton, nos Estados Unidos. O deslocamento inicia-se no próximo dia 8, incluindo pousos técnicos em cidades do Norte do País e na América Central.

É a segunda vez que o esquadrão participa do evento. A primeira foi em 2007 e a esquadrilha brasileira foi considerada um dos grandes destaques.

Ao chegar ao destino, o time cumpre uma rotina de preparação, em que consta um voo e atividades de integração às demais atrações.

No retorno do evento nos Estados Unidos, os militares brasileiros farão demonstrações em Boa Vista (RR) e Cachimbo (PA).

A missão pode ser acompanhada por este portal ou pelo site www.esquadrilhadafumaca.com.br.

FONTE: EDA / CECOMSAER

 

Tornado F3 da RAF cai na Escócia, com perda dos dois tripulantes

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A RAF e o Ministério da Defesa Britânico, que já haviam informado na quinta-feira passada (2 de julho) a queda de um Tornado F3 do Esquadrão 43, confirmou na sexta-feira dia 3 a morte dos dois tripulantes, Flight Lieutenant Kenneth Thompson e Flight Lieutenant Nigel Morton (foto no final da matéria). O acidente ocorreu durante um treinamento de rotina em Glen Kinglas – Argyll, Escócia, e o inquérito sobre as causas está em andamento.

Thompson tinha 27 anos, e era da região de Glasgow. O operador de sistemas de armas Morton, tinha 43 anos, e era de  Fife. Além da perda emocional e para as famílias, foi sentida pelo esquadrão e pela Força a perda de dois oficiais de grande experiência e vivência no esquadrão.

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FONTE e FOTO (acima): RAF / FOTO (abaixo): MOD, via RAF

NOTA do BLOG: o Tornado F3 é a versão de defesa aérea da aeronave.

 

Mais Red Arrows, agora com Vulcan

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A foto acima é da equipe Red Arrows da RAF, que há poucos dias mostramos em formação com um Boeing 747-400 da Virgin (clique aqui para acessar), em treinamento para uma exibição histórica junto a um bombardeiro Vulcan – este último é a aeronave XH558, o único exemplar do bombardeiro em condições de voo em todo o mundo, e que deixou o serviço ativo em 1992. O treinamento visou a apresentação para o Royal Air Force Waddington International Air Show, marcado para este último domingo, dia 5 de julho, em Lincolnshire.

FONTE e FOTO (WO Rick Brewe): RAF