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Paquistão perde FT-7

Um caça FT-7 da Força Aérea do Paquistão acidentou-se no último dia 29 de maio durante um voo de treinamento e os dois tripulantes ejetaram-se.

A aeronave caiu perto da cidade de Mianwali, na província de Punjab informou um representante da Força Aérea. Os dois pilotos passam bem e o caso será investigado em detalhes, completou.

O FT-7 é a versão biplace de exportação do caça chinês J-7 que, por sua vez, é uma cópia do MiG-21. O Paquistão é o maior usuário de caças F-7. Atualmente Paquistão e China produzem o JF-17, que substituirá toda a frota paquistanesa de caças F-7.

FONTE: AP

 

Índia recebe primeiro A-50, e recusa Il-78

A primeira aeronave AWACS A-50 Mainstay da Força Aérea da Índia entrou em serviço no último dia 28 de maio. O A-50IE (designação oficial) é uma aeronave desenvolvida a partir do Il-76MD de transporte que utiliza eletrônica israelense.

A Índia encomendou três A-50EI em 2001. A primeira aeronave deveria ser entregue em agosto de 2007, mas sofreu atrasos significativos. O segundo exemplar deve ser entregue no início de 2010 e o terceiro e último está programado para o final do ano de que vem.

Os três aviões ficaram baseados em Agra e serão operados pelo ’50 Squadron’. Há diga que o A-50 é tão capaz quanto o E-3 Sentry da USAF.

A cooperação militar entre a Índia e a Rússia prossegue, mas com algumas turbulências. Recentenmente surgiu uma denúncia de falta de qualidade do serviço pós-venda da Rússia em relação às seis aeronaves de reabastecimento aéreo Il-78. Esta informação foi publica no jornal Hindustan Times, citando uma fonte da Força Aérea.

Três anos atrás a Índia informou que assinaria um novo contrato com opção para outras seis aeronaves do mesmo modelo. No entanto, em função destes desentendimentos, foi escolhido o projeto europeu Airbus A330 para o projeto MRTT.

Il-78

com informações das agências internacionais

FOTO: taihainet/bharat-rakshak

 

Renovação da aviação de transporte russa

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A renovação da aviação de transporte da Rússia deve começar em 2012. Até lá os Il-76, An-22 e An-124 permanecerão como a espinha dorsal da Força Aérea daquele país.

Atualmente existem cerca de 300 aeronaves de transporte na Força Aérea Russa como os An-12 Cub, os An-72 Coaler, os An-22 Cock, os An-124 Condor e os Il-76 Candid. A maioria deles entrou em atividade nas décadas de 1960 e 1970 e são considerados ultrapassados, pois não atendem às normas ambientais de diversos países.

Para substituí-los, a Rússia planeja uma série de novos aviões. Na categoria transporte leve optou-se pelo projeto Il-112V, embora o mesmo encontre-se nos estágios iniciais de concepção e projeto. A categoria de transporte médio será atendida pelo projeto binacional Índia-Rússia MTA (multi-role transport aircraft) e pelo russo-ucraniano An-70, ambos concorrentes do futuro KC-390 da Embraer.

Mas os programas de renovação da frota não preencherão todas as necessidades russas e parte da atual frota receberá modernizações que possibilitarão o uso destes aviões por mais vinte ou trinta anos. Os Il-76 eos An-124 serão objetos de um programa de modernização que incluirá os aviônicos e, provavelmente, os motores, uma vez que a estrutura das células foi considerada em bom estado.

FONTE: Ria novosti
FOTO: Airliners.net

 

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O Naval Air Systems Command (NAVAIR) da US Navy, baseado em Patuxent River, projetou e construiu três F-5F usando partes de antigos F-5F navais e de novos F-5E ex-Swiss Air Force. Batizados de Franken-Tiger, os “novos” biplaces foram montados com a ajuda da Northrop Grumman.

O primeiro Franken-Tiger fez seu primeiro voo em 25 de novembro de 2008 e foi entregue ao Marine Fighter Squadron Training 401 (VMFT-401), da Marine Corps Air Station, baseado em Yuma, Arizona, em 9 de dezembro de 2008.

O segundo Franken-Tiger (o biplace nas fotos) foi entregue ao Fighter Composite Squadron 111 (VFC-111) da NAS Key West, Flórida, em 19 de dezembro de 2008.

Planeja-se entregar o terceiro ao VFC-13 da NAS Fallon, Nevada, em janeiro de 2010.

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O governo russo e as autoridades do Quirguistão fecharam um acordo de longo prazo para o arrendamento da base aérea de Kant. O atual acordo, com duração de 15 anos e renovável a cada cinco, foi substituído por um acordo de 49 anos.

Os russos firmaram um acordo inicial em 2003 e atualmente possuem ali perto de 400 homens e 20 aeonaves. O Quirguistão recebe anualmente 4,5 milhões de dólares pelo arrendamento da base de Kant pelo contrato atual.

Em fevereiro deste ano o presidente do Quirguistão, Kurmanbek Bakiyev, assinou um decreto encerrando as atividades dos EUA na base de Ganci, (aeroporto internacional de Manas), cerca de 30 km da capital Bishkek. Foi dado um prazo de 180 dias para a retirada de todo o pessoal militar e equipamentos.

Em Manas estava estacionado o 376th Air Expeditionary Wing e grande parte dos KC-135 que apoiam as missões aéreas sobre o Afeganistão.

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FONTE: Ria Novosti
FOTOS: Kremlin/Goolge Earth

NOTA DO BLOG: Realmente, o convívio de uma base norte-americana e outra russa em um mesmo país, distantes entre si apenas 36 km (clique na imagem acima para ampliar), deve ser complicado.

 

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Os quatro países integrantes do consórcio Eurofighter estão próximos de assinar um contrato para a fabricação de 112 aeronaves padrão ‘Tranche 3A’. O acordo final deve ser assinado no final do mês de junho. Se a acordo não fosse fechado, existia a possibilidade da linha de montagem do caça sofrer interrupções no médio prazo.

O acordo deverá incluir 40 aeronaves para o Reino Unido, 30 para a Alemanha, 21 para a Espanha e 21 para a Itália. Porém, dos 40 caças para o Reino Unido, somente 16 serão realmente “novos”, pois a opção de 24 ‘Tranche 2′ será convertida em ‘Tranche 3A’.

Depois de oficializado o acordo, as empresas envolvidas devem trabalhar nos melhoramentos técnicos da versão que definirá a configuração final do ‘Tranche 3A’. Dentre estas discussões está a viabilidade de um radar de varredura eletrônica AESA.

Todos os Typhoon em atividade possuem radar CAPTOR com antena de varredura mecânica. Este radar é um desenvolvimento dos radares utilizados pelos Sea Harrier (Blue Vixen). O consórcio Eurofighter trabalha atualmente no desenvolvimento do CAPTOR com tecnologia AESA, conhecido com CAESAR. Este radar só estará disponível para a versão ‘Tranche 3′, mas poderá ser incorporado nas aeronaves anteriores mediante um programa tipo MLU.

Além do ‘Tranche 3A’ o consórcio deverá se reunir para discutir a geração seguinte, conhecida como ‘Tranche 3B’, em dois anos.

Com informações das agências internacionais
FOTO: Eurofighter

 

Presidente de empresa também não se ilude com ‘tranferência de tecnologia’

A Embraer informou que tem interesse na montagem dos caças que a Força aérea Brasileira (FAB) pretende adquirir, o chamado projeto FX-2. “Ainda não está definido se a montagem do avião será feita no Brasil ou não. Mas se for, nós temos interesse“, disse [o presidente da Embraer Frederico] Curado. Anos atrás, a Embraer chegou a fazer parte de um dos consórcios interessados no contrato, em parceria com a francesa Dassault. Mas o projeto foi reformulado e hoje a Embraer participa apenas indiretamente, como receptora da tecnologia que deve ser transferida para o Brasil.

A Embraer já está em contato com os três consórcios que participam da disputa – a francesa Dassault Aviation, a americana Boeing Company e a sueca Saab -, em discussões sobre que tipo de tecnologia poderá ser transferida. “Não temos ilusão de que as tecnologias pelas quais o Brasil está mais interessado serão transferidas. Ninguém ensina o pulo do gato”, disse Curado durante um almoço da Câmara de Comércio Brasil-França. “Mas estamos conversando para ver como essa transferência poderá se dar.”

FONTE: O Estado de São Paulo

 

Programa inclui mais quatro lançamentos este ano

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Apesar do mau tempo, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, lançou no final da tarde de ontem o foguete de treinamento de médio porte Improved Orion durante a operação Maracati 1, uma parceria entre Brasil e Alemanha. O lançamento não envolveu carga útil, mas marcou a retomada das operações do CLA após aproximadamente dois anos.

A cronologia para lançamento do foguete foi iniciada às 8h30 e teve de ser interrompida duas vezes por causa da chuva. O tempo melhorou e ao meio-dia foi aberta a janela de lançamento do projétil, que aconteceu às 16h25. O Improved Orion atingiu altitude de 93,7 quilômetros e permaneceu no ar por cinco minutos. O foguete caiu no mar a 80,9 quilômetros da costa e atingiu velocidade final de 4.700 km/h (quatro vezes a velocidade do som).

O Improved Orion é um foguete de treinamento com motor monoestágio, não guiado, estabilizado por empenas e lançado de trilho. Tem 5,7 metros de comprimento e propulsor movido a combustível sólido. Tem capacidade para embarcar experimentos científicos com até 80 quilos.

Segundo o diretor-geral do CLA, coronel Nilo de Andrade, o evento foi considerado um sucesso porque atingiu seus objetivos – proporcionar treinamento para os funcionários do centro, verificar os meios operacionais do local (principalmente equipamentos de telemetria e de rede meteorológica) e promover o intercâmbio com o Centro Espacial Alemão (DLR) nos campos tecnológicos e científicos. “Demos capacidade operacional ao centro, sem dúvida”, afirmou Andrade.

Para 2009, são esperadas pelo menos mais quatro campanhas de lançamento: uma em julho, duas em setembro e outra em novembro. Todas com foguetes de médio porte. Apenas uma operação em setembro deverá levar carga útil, com experimentos de microgravidade.

Sobre uma nova campanha do VSB-30, principal projeto do programa espacial brasileiro, o diretor do CLA afirmou que um novo lançamento do foguete deve ocorrer no final de 2010, após a conclusão das obras do Veículo Lançador de Satélites (VLS). A última vez que tinha ocorrido uma campanha de lançamento no CLA foi em julho de 2007. Caso sejam confirmados esses lançamentos, 2009 será o ano com o maior número de eventos no local desde a explosão do VLS, em 2003. No acidente, morreram 21 técnicos do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial, com sede em São José dos Campos (SP).

FONTE: O Estado de São Paulo
FOTO: CTA

 

Sistemas ‘cluster’ do Tornado IDS

Embora o Panavia Tornado fosse uma aeronave capaz de transportar uma enorme variedade de armamentos, dois sistemas de ataque que empregavam submunição destacavam-se. Um deles era o MW-1, desenvolvido para a Força Aérea da Alemanha e demonstrado no vídeo abaixo.

Na RAF o equivalente do MW-1 era o JP233. Durante a Guerra do Golfo os Tornado, tanto da RAF como da Arábia Saudita, empregaram o JP-233 para destruir as pistas das bases aéreas do Iraque. O efeito do armamento, como pode ser visto no vídeo abaixo, é devastador. Mas o JP233 possui uma desvantagem tática. A aeronave precisa voar baixo e nivelada, expondo-se totalmente às defesas de solo.

O alto número de perdas de Tornado no início daquele conflito levou os estrategistas a modificar o perfil de ataque das missões. As penetrações em baixa altitude, que buscavam burlar os radares de terra, foram substituídas por voos de média ou alta altitude com escolta e apoio AEW.

Com a adesão do Reino Unido ao tratado banindo as bombas cluster, os sistemas JP233 foram sucateados.

 

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Os Estados Unidos decidiram reforçar sua presença no Pacífico com o envio de aproximadamente dez caças F-22 Raptors ao Japão.
A previsão é que os aviões militares, que decolaram do Estado americano da Virgínia, cheguem ainda neste sábado (30) à base aérea de Kadena, na província japonesa de Okinawa.

O envio dos caças supersônicos acontece em meio à escalada de tensão na região, onde a Coreia do Norte lançou vários mísseis nas últimas semanas.
Segundo fontes do Departamento de Defesa, os aviões que partiram em direção ao Japão fazem parte dos dois esquadrões que a Força Aérea americana montou nos últimos quatro meses com objetivo de reforçar a segurança no Pacífico Ocidental.

Mais cedo, em Cingapura, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, afirmou que os Estados Unidos responderão “rapidamente” se as ambições nucleares da Coreia do Norte ameaçarem o país ou seus aliados na Ásia.
“Não ficaremos parados” enquanto a Coreia do Norte desenvolve capacidade para semear a destruição, disse Gates numa conferência asiática sobre segurança.

FONTE: Folha Online/EFE

 

Bombas cluster: pressão sobre o Brasil

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A recusa do Brasil em aderir ao tratado que proíbe o uso e a produção de bombas de dispersão voltou a ser alvo de duras críticas. Ontem em Genebra, organizações humanitárias lançaram uma campanha para pressionar o Brasil e outros países a mudar de posição.

Segundo relatório apresentado pelos ativistas, mais da metade dos 34 países que fabricavam esse tipo de armamento abandonou a produção. O Brasil está entre os que continuam a produzir “em certa medida” o artefato, capaz de espalhar milhares de bombas menores, que acabam funcionando como minas terrestres. Noventa e seis países já assinaram o tratado desde que ele foi apresentado, em dezembro de 2008.

Na opinião de Steve Goose, diretor-executivo da divisão de armas da HRW, o interesse econômico é só um dos motivos para a relutância do Brasil em aderir. “O Brasil já alegou motivos econômicos, pois tem uma indústria vibrante, mas o mercado de exportação secou. A maior parte do mundo assinou o acordo”, disse. “Por isso, acho que há razões políticas, como a de ficar em pé de igualdade com potências militares, como EUA, China e Índia.”

O argumento do Itamaraty para ficar fora do tratado é que o âmbito mais adequado para a discussão sobre as bombas é o da Convenção sobre Certas Armas Convencionais, da ONU.

O Brasil afirma ainda que o acordo é discriminatório, pois deixa uma brecha para um tipo de munição de dispersão que só países desenvolvidos têm capacidade de produzir. Outro argumento é militar: as Forças Armadas brasileiras consideram que as bombas são um importante fator de dissuasão.

Para Cristian Wittmann, da Campanha Brasileira Contra as Minas Terrestres e Munições Cluster (termo em inglês do artefato), nenhum dos argumentos é convincente, já que a produção é mínima, o uso militar é limitado, e a condenação mundial é crescente.

O cambojano Tun Channareth, que perdeu as pernas em explosões de minas na fronteira de seu país com a Tailândia, é um dos “embaixadores” da campanha contra as armas de dispersão. “Há duas guerras: uma é barulhenta e coletiva. A outra é silenciosa e individual, e ocorre depois que os combates terminam, mas as minas e os “clusters” permanecem”, disse.

FONTE: Folha de São Paulo, via sinopse diária

 
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