QG Airsoft

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Nesta quarta-feira dia 18, durante uma visita a Washington, o Secretário da Defesa do Reino Inido, John Hutton, anunciou a aquisição dos três primeiros F-35 Lightning II do país. A compra das aeronaves stealth de quinta geração, as primeiras do tipo para a inglaterra, está sendo feita pelo Ministério da Defesa Britânico.  “O Joint Strike Fighter (JSF – caça conjunto de ataque) será uma parte essencial da nossa capacidade futura de combate aéreo. Adquirindo três aeronaves para testes, asseguraremos o acesso ao desenvolvimento do programa. Trabalhando ao lado de seus colegas dos EUA, nossos pilotos ganharão conhecimentos sem rival dessa impressionante aeronave e suas capacidades”, afirmou Hutton.

A aquisição dessas primeiras três aeronaves de teste é considerada uma demonstração do compromentimento da Grã-Bretanha com o projeto do JSF, que deverá substituir os Joint Force Harriers, operados em conjunto pela RAF (Força Aérea Britânica) e a RN (Marinha Real). O JSF é a aeronave escolhida para cumprir as funções do requerimento Joint Combat Aircraft do Ministério da Defesa Britânico, de modo a operar nos dois novos Navios Aeródromos da classe Queen Elizabeth. Assim, a aquisição dos três exemplares de teste permitirá aos britânicos dar um novo passo no desenvolvimento da capacidade de projeção de força das belonaves. Além dos porta-aviões, os F-35 britânicos, que serão da versão B, de emprego  STOVL (Short Take-Off and Vertical Landing – decolagem em pistas curtas e pouso vertical), operará também a partir de bases em terra, incorporando algumas vantagens importantes em relação aos atuais Harriers, como o voo supersônico, características furtivas (stealth), alcance e capacidade de sobrevivência maiores, além de poder utilizar armamento internamente, e não apenas externamente.

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A Grã-Bretanha é o único parceiro de nível 1 dos Estados Unidos dentro da fase de Desenvolvimento e Demonstração de Sistemas (SDD) do programa JSF. Outros parceiros internacionais de níveis 2 e 3 são a Holanda, Itália, Dinamarca, Canadá, Noruega, Austrália e Turquia.  O contrato SDD foi assinado com a Lockheed Martin em outubro de 2001, representando um investimento total estimado em 41 bilhões de dólares, para o qual a Inglaterra está contribuindo, segundo a notícia veiculada pela RAF, com 2 bilhões de libras.

Há aproximadamente 100 empresas britânicas envolvidas no programa JSF, onde se destaca a participação da Rolls-Royce, parceira da GE no desenvolvimento do motor F136 e fornecedora do FAN que proporciona o empuxo vertical para a decolagem/pouso da aeronave. Destaca-se também a participação da BAE Systems que produz a seção de cauda da fuselagem, a Martin Baker com os assentos ejetáveis e outras companhias que fornecem materiais compostos.

…e preparam-se para comemorar os 40 anos da aeronave que o Lightning II irá substituir, o Harrier.

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Para marcar o aniversário de 40 anos de emprego da aeronave na RAF – Royal Air Force / Força Aérea Britânica, os ingleses estão planejando dois dias de celebrações nas bases de Wittering e Cottesmore, nos dias 23 e 24 de julho deste ano. As comemorações incluirão um baile de gala para o qual serão convidados todos os que já pilotaram ou trabalharam na manutenção da frota de Harriers da RAF desde 1969.

A primeira versão do Harrier a entrar em operação na RAF, em plena Guerra Fria, foi a GR1 de 1969. De lá para cá, foram 40 anos de desenvolvimento e emprego operacional, os últimos cinco no Afeganistão, onde a aeronave vem operando em condições de temperatura acima de 45ºC, sem degradação da sua capacidade, segundo pilotos que operam hoje naquela zona de guerra. Com a versão GR5 surgiram as asas de maior envergadura, que dobraram a capacidade de combustível e de carga, além de melhorias no cockpit. A atual versão é a GR9, que é uma modernização da GR7, incorporando uma gama maior de armamentos, como as bombas guiadas Paveway IV (que podem ser carregadas em número de seis), além de upgrades nos sistemas de comunicação, de combate e avanços estruturais.

Atualmente, os pilotos são treinados para operar a partir de 26 diferentes superfícies na base da RAF de Wittering, o que inclui uma “ski-ramp” similar à encontrada nos convoos dos navios-aeródromos britânicos. Trata-se de um curso de dez meses e meio, e a RAF divulgou o caso de um piloto que foi declarado apto para o combate  apenas duas semanas e meia após o término do curso. Em uma ocasião recente no Afeganistão, em que um C-17 que saiu da pista bloqueando as operações de voo com sua cauda, apenas os Harriers puderam ser liberados para emprego na pista de Kandahar.

Mesmo assim, é planejada para breve a substituição dos Harriers na campanha do Afeganistão por aeronaves Tornado GR4, e daqui a dez anos espera-se que sejam totalmente retirados do serviço, dando lugar aos JSF (texto acima), quando o modelo deverá completar 50 anos de serviço na RAF e na RN.

Fonte e fotos: RAF

Nota do Blog: não deixe de clicar nos diversos links do texto desta matéria para acessar outros posts do Blog do Poder Aéreo e do Blog do Poder Naval sobre o F-35, o Harrier e os novos navios-aeródromos britânicos.

 

Brasil fornecerá gratuitamente o software

Radar SIVAM

Das palavras à prática, o Peru tomou a dianteira e fechou com o Brasil acordo para monitoramento do espaço aéreo numa faixa de 50 quilômetros em cada lado da fronteira comum.

O Ministério da Defesa fornecerá gratuitamente a Lima o software operacional, que permitirá a integração dos radares peruanos aos do Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia), além da conexão via satélite e treinamento técnico.

O contrato deverá ser assinado pelo ministro Nelson Jobim nas próximas semanas, para que o intercâmbio de dados comece antes de novembro. O Peru já tem os consoles de controle de voo e um radar.

Com a visualização do tráfego aéreo peruano na região, o Comando da Aeronáutica poderá se antecipar à entrada de uma aeronave ilegal em território brasileiro. Situação idêntica ocorrerá em relação às autoridades peruanas.

Parceria similar começou a ser negociada com a Colômbia há duas semanas, durante a visita do ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos. A Guiana Francesa também tem interesse no projeto.

O efeito imediato é a melhora da capacidade de interceptação. Atualmente, a notificação prévia de voos ilegais por parte dos vizinhos é precária. Desde 2004, a FAB tem autorização legal para abater aviões suspeitos de traficar drogas.

O Brasil tem sido pressionado a cumprir os acordos internacionais antidrogas que assinou. Há uma semana, o presidente Lula anunciou a ideia de formar um conselho regional de combate ao narcotráfico.

Para a Defesa, a padronização dos sistemas de radar cria condições favoráveis para que os vizinhos venham a adquirir aeronaves, veículos terrestres e outros equipamentos. Também eleva a previsibilidade operacional.

FONTE: Folha de São Paulo
FOTO: Revista Veja/Editora Abril

 

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A crise financeira chegou aos esquadrões da US Navy. Pilotos e aeronautas em geral terão suas horas de voo reduzidas com o propósito de cortar gastos. O tamanho do corte ainda não foi anunciado, mas as reduções das horas de voo ocorrerão pelo menos até o término do ano fiscal nos EUA.

Por outro lado, pilotos passarão mais tempo em simuladores de voo. Na verdade este aumento das horas de simulador, com a subsequente redução das horas de voo, já estava em estudo desde o começo do ano passado, quando os custos com combustível chegaram a patamares nunca antes imaginados.

O corte das horas de voo causou um grande mal-estar entre os burocráticos do Pentágono e os líderes de esquadrões. Estes últimos defendem a tese de que não é viável trocar voo por simulador e exigir o mesmo desempenho dos pilotos quando em combate.

“Não é possível esperar o mesmo nível de prontidão e adestramento com menos recursos” afirmou Phil Rosi, representante a “Fleet Forces Command”.

A redução do número de horas por piloto pode ser um fator decisivo quando algo sai errado. Em julho do ano passado um P-3 Orion foi destruído quando o piloto perdeu o controle da aeronave durante um voo de treinamento. A investigação mostrou que dos três pilotos a bordo, dois não atendiam aos requisitos mínimos de horas de voo exigidos pela US Navy e isto pode ter contribuído para o acidente.

 

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, acusou a Embraer de ter reservado bônus de R$ 50 milhões a um grupo de 25 diretores, à semelhança do que fez a seguradora americana AIG.

Segundo ele, “Não tem crise econômica na Embraer, a Justiça sabe disso e manteve os postos de trabalho (provisoriamente, por meio de uma liminar). Na última quarta-feira, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas manteve as demissões.

“Estamos achando isso tudo uma farra”, continuou o dirigente. “Hoje, essa empresa serve para dar dinheiro para banqueiro e para gerência, que vai receber bônus de R$ 50 milhões.”

Embraer rebate acusações

A Embraer, em noto divulgada neste Sábado, negou o pagamento do bônus e afirmou que o patamar indicado pelos sindicalistas diz respeito ao “valor limite definido pelos acionistas para dispêndio com seus administradores no período de maio de 2008 a abril de 2009″.

A empresa informou ainda que os R$ 50 milhões não são bônus, mas uma reserva para pagamento dos honorários dos conselheiros de administração e de seus encargos trabalhistas. A verba também serve, diz a Embraer, para garantir os honorários dos diretores, participação deles nos lucros da empresa e despesas com assistência médica, planos de aposentadoria complementar e encargos trabalhistas sobre as indenizações e verbas rescisórias de ex-administradores (veja nota abaixo).

“É absolutamente inverídica a informação de que diretores e conselheiros da Administração da Embraer receberam R$ 50 milhões de bônus da empresa”, diz a nota, acrescentando que a participação nos lucros, a assistência médica e o plano de aposentadoria complementar não são benefícios exclusivos dos administradores, mas de todos os empregados.

COMUNICADO

São José dos Campos, 21 de março de 2009

Em face das declarações por parte do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, dando conta de suposto pagamento de bônus a integrantes da Diretoria e do Conselho de Administração da Embraer, totalizando R$ 50 milhões, a Empresa vem a público esclarecer que:

• Como todas as empresas brasileiras com ações listadas na Bolsa de Valores de São Paulo, a Embraer informa, anualmente, o valor limite a ser despendido com sua Administração – Conselho de Administração e Diretoria.

• Essa informação é pública e resulta da decisão exclusiva e soberana dos acionistas da Empresa, em Assembléia Geral Ordinária, conforme estabelecem a legislação e as regras que regulam as empresas de capital aberto no país.

• O valor limite definido pelos acionistas da Embraer para dispêndio com seus administradores no período de maio de 2008 a abril de 2009 foi de R$ 50 milhões. Esse valor foi estabelecido em Assembléia Geral Ordinária ocorrida em abril de 2008.

• Esse limite compreende todas as despesas com i) honorários dos conselheiros de administração; ii) encargos trabalhistas sobre os honorários dos conselheiros de administração; iii) honorários dos diretores; iv) encargos trabalhistas sobre os honorários dos diretores; v) participação dos diretores nos lucros da Empresa; vi) encargos trabalhistas sobre a participação dos diretores nos lucros da Empresa; vii) despesas com assistência médica dos conselheiros de administração; viii) despesas com assistência médica dos diretores; ix) despesas com o plano de aposentadoria complementar dos diretores; x) indenizações e verbas rescisórias de x-administradores; xi) encargos trabalhistas sobre as indenizações e verbas rescisórias de ex-administradores.

• Os valores efetivamente gastos com todas as despesas acima descritas serão informados publicamente nos demonstrativos financeiros e contábeis da Empresa relativos ao exercício de 2009, e serão mandatoriamente inferiores ao limite aprovado

É absolutamente inverídica a informação de que Diretores e Conselheiros da Administração da Embraer receberam R$ 50 milhões de bônus da Empresa.

Importa ainda ressaltar que a participação nos lucros, a assistência médica e o plano de aposentadoria complementar não são benefícios exclusivos dos administradores da Empresa, mas sim de todos os empregados da Embraer, sem exceção.

 

62 anos de ‘Pampa’

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Uma solenidade militar marcou ontem o 62º aniversário do 1º Esquadrão do 14º Grupo de Aviação (1º/14º GAV), o Esquadrão Pampa, na Base Aérea de Canoas.

A formatura contou com a presença de autoridades civis e militares, que prestaram homenagens aos oficiais que se destacaram por serviços prestados em terra ou no ar. “Pela dedicação de todos que
por aqui passaram, formamos um dos mais importantes esquadrões de
aviação de caça da Força Aérea Brasileira”, disse em seu discurso o tenente-coronel aviador Sérgio Barros de Oliveira, comandante do Esquadrão Pampa.

A cerimônia contou com a entrega do prêmio Elos de Eterna Amizade, destinado a militares que tem mais de 10 anos de trabalho no 1º/14º GAV. Neste ano, sete militares que estão indo para a reserva receberam a distinção. Em seguida, foram conhecidos os destaques de 2008, recebendo as placas comemorativas Sílvio Luis Barbieri e Diego da Silva Goulart (militar padrão), e Gustavo Furlan Aquino (piloto mais eficiente). Dentro das comemorações foram lembrados também os oficiais que alcançaram 2 mil e 1 mil horas de voo. A festa se encerrou com demonstrações de voo e almoço de confraternização.

Nestes mais de 60 anos de história, o Esquadrão Pampa manteve-se equipado com aviões modernos que o tornam a ponta de lança do Brasil no Conesul. A última atualização da frota ocorreu há três anos, quando as aeronaves F-5E/F passarem por uma remodelação interna realizada pela Embraer. Neste novo formato, denominado F-5M, foram empregados novos tipos de armamentos adaptando o sistema de Radar Warning Receiver (receptor de ondas de radar), radar Griffo e sistema de Chaff Flare (dispositivos para detectar mísseis inimigos).

FONTE: DiáriodeCanoas.com.br

NOTA DO BLOG: Segundo o site Defesanet, o Esquadrão Pampa foi convidado para participar de uma corrida de velocidade: Dragster versus F-5M. Os direitos de transmissão já foram negociados por uma emissora de TV mas o Comandante da Aeronáutica e o CECOMSAER ainda não deram o aval para que o evento seja realizado.

 

Valor é recorde para o primeiro trimestre. Quase todo o montante foi empenhado após as demissões de Fevereiro.

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O governo federal parece disposto a dar uma “forcinha” para minimizar os efeitos da crise financeira da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), turbinando a entidade com recursos orçamentários neste mês de março. Órgãos ligados à Defesa e a outras pastas empenharam (reservaram em orçamento) cerca de R$ 109,6 milhões, quase tudo em março, em favor da Embraer. Coincidência ou não, após as demissões no último mês, montante compromissado por órgãos do governo federal no primeiro trimestre já é o maior registrado desde pelo menos 2000.

De lá para cá, a União nunca havia empenhado mais de R$ 46 milhões para contratar produtos ou serviços da Embraer nos primeiros três meses do ano. A média anual de reserva em orçamento nos primeiros três meses de cada exercício, desde 2000, não passa de R$ 16 milhões, valor sete vezes menor do que o comprometido em 2009. No primeiro trimestre de 2008, por exemplo, a União não empenhou um centavo em favor da Embraer .

O Grupamento de Apoio de Brasília (GAP-BR), organização da Força Aérea Brasileira (FAB) que tem por finalidade a execução das atividades de apoio logístico, foi um dos órgãos que comprometeu recursos em favor da Embraer este ano. A verba reservada serve, por exemplo, para a compra de duas aeronaves de transporte presidencial (R$ 38,7 milhões) e 99 aviões modelo AL-X (R$ 8,4 milhões) e para a modernização de 46 F-5 (R$ 25,8 milhões) e de 53 A-1 (R$ 22,8 milhões).

O Centro Logístico da Aeronáutica (Celog) também está entre os que reservaram verbas para a Embraer este ano. A unidade empenhou, no último dia 3, R$ 7 milhões para a aquisição de material aeronáutico destinado aos parques do Galeão, Afonsos, Lagoa Santa, Recife e São Paulo . O Celog é uma organização que tem por finalidade a busca e a implantação de soluções eficientes e inovadoras para o provimento de bens e serviços específicos, no Brasil e no exterior, necessários ao preparo e emprego da FAB.

O GAP e o Celog contrataram a Embraer sem a realização de licitação pública, amparadas pelo artigo 25 da lei 8.666, que estabelece normas para licitações. O artigo trata da inexigibilidade nos procedimentos quando houver inviabilidade de competição, como é o caso dos empenhos em favor da Embraer, única empresa brasileira que produz aeronaves. Além disso, segundo o próprio GAP, uma das prioridades do governo sempre foi realizar trabalhos com a Embraer.

As notas de empenho foram coletadas no Sistema Integrado de Administração Financeira do governo federal (Siafi) a partir de 7 CNPJs relacionados à Empresa Brasileira de Aeronáutica. Vale lembrar que empenho é uma fase da execução orçamentária em que a administração pública reserva recursos em orçamento para só depois efetuar o pagamento da despesa desejada.

Para o cientista político Antônio Flávio Testa, o governo deve fazer um esforço para ajudar a Embraer. Segundo ele, mesmo que as compras de aviões e peças aeronáuticas tenham sido previstas antes da crise, os gastos deverão acontecer durante a colapso. “Isso é oportuno e pode ser visto como ajuda, pois podem ser feitos aditivos e outros ajustes às necessidades da empresa. O Estado brasileiro tem tradição de ajudar empresas em dificuldades, tanto privadas, como públicas e de economia mista. Parece claro que a ajuda virá”, acredita.

Testa afirma ainda que a existência de problemas de gestão na Embraer e a “interferência excessiva” do Estado para manter um tipo de modelo de “gerenciamento não tão comercial” prejudicaram a competitividade da empresa. “Isso se reflete na crise gerada pelas demissões. Em relação a sua importância no mercado, é preciso considerar que a empresa é potencialmente muito competitiva, uma vez que existem poucos concorrentes no setor. Provavelmente a crise financeira internacional tenha influenciado o desempenho financeiro da Embraer”, diz.

O cientista político acrescenta que é muito provável que a Embraer seja recuperada e possa ampliar sua participação no mercado, gerando emprego e renda e conquistando mais respeitabilidade internacional. “Tudo isso dependerá de como as ações de recuperação serão gerenciadas e de seu posicionamento futuro em um mercado promissor, não obstante a crise internacional”, conclui.

Compras já estariam previstas

O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica detalhou ao Contas Abertas as compras realizadas pelos dois órgãos vinculados à Aeronáutica e informou que os empenhos realizados no primeiro trimestre de 2009 são conseqüência de um planejamento feito antes do anúncio da crise financeira interna da Embraer. “Os valores empenhados são referentes a contratos de longo prazo, celebrados ao longo dos últimos anos. Além disso, o maior cliente da Embraer é a FAB. Há um esforço da Aeronáutica em concentrar a modernização e a compra de aeronaves produzidas pela empresa”, ressalta.

O centro afirmou, por exemplo, que a modernização dos F-5, processo que vem sendo feito ao longo dos últimos anos, tornará a frota uma das mais modernas do mundo. “A carcaça da aeronave continuará a mesma, mas os recursos tecnológicos serão totalmente novos”, afirma. Em relação à compra das duas aeronaves presidenciais, o centro afirmou que os modelos 737-200, conhecidos como sucatinhas, serão substituídos pelo Embraer 190. “Os aviões já foram comprados. É um processo de aquisição ao longo do tempo. A produção de aeronaves, principalmente as de combate, é bem diferente, por exemplo, da linha de montagem de carros. Os aviões são fabricados em uma escala limitada por ano”, esclarece.

A assessoria de imprensa da Embraer também afirmou que o montante recorde empenhado por órgãos do governo federal em favor da Embraer neste primeiro trimestre de 2009 não está relacionado à crise financeira da empresa.

FONTE: Contas Abertas

NOTA DO BLOG: O contrato para a venda de dois jatos EMBRAER 190 entre a Embraer e o Comando da Aeronáutica foi assinado no dia 2 de junho do ano passado. As aeronaves serão configuradas especialmente para transporte de autoridades e serão operadas pelo Grupo de Transporte Especial (GTE).

Em outras palavras, houve uma total renovação das principais aeronaves que servem às autoridades do país nos últimos anos, incluindo a compra em tempo recorde do Airbus 319 (VC-1A), dos helicópteros EC-135T2i (VH-35) e agora a substituição dos 737-200 (VC-96). Gostaríamos de ver este mesmo empenho em outras áreas da Força Aérea como a aquisição de caças de superioridade área e aeronaves de transporte tático.

 

Conheça os mais novos helicópteros da FAB

VH-35

A FAB recebeu no ano passado dois helicópteros modelo EC-135T2i da Eurocopter. As aeronaves foram montadas na Helibras. Na FAB os helicópteros são conhecidos como VH-35 e substituem os VH-55 (Esquilo Bi) do GTE (Grupo de Transportes Especiais). As matrículas são FAB 8500 (cn 0637) e FAB 8501 (cn 0673). Segundo consta, o valor do contrato para a aquisição destas duas aeronaves é de US$ 12milhões.

FOTO: Ricardo Hebmuller/Airliners.net

Nota do Blog: segundo a FAB, no dia 5 de março os dois helicópteros “Esquilo Bi” (VH-55) que equipavam o GTE foram transferidos para o 3º/8º GAV, Esquadrão Puma, que opera a partir da Base Aérea dos Afonsos. Os Esquilos serão empregados, segundo a FAB, no treinamento das tripulações do esquadrão, que opera helicópteros H-34 Super Puma.

 

Rasante à Francesa

 

O Brasil já está migrando para o rol de países que desenvolvem e certificam turbinas Aeronáuticas. O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em conjunto com a empresa Polaris Tecnologia, finalizou o desenvolvimento do primeiro protótipo de um turboreator de 350 quilos de empuxo, equivalente a uma potência de 1300 HP. Agora os pesquisadores trabalham no desenvolvimento de um motor turboélice de 1000 HP para equipar veículos aéreos não tripulados.

Um dos méritos desse projeto, segundo o diretor de Empreendimentos do Comando-geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), brigadeiro Venâncio Alvarenga Gomes, foi descobrir as competências que o Brasil possui para fabricar partes e componentes da turbina no próprio país. “Atividades como a usinagem do compressor, ignitor a plasma, a fusão do disco da turbina em liga especial e o balanceamento exigido pelas normas internacionais, são alguns dos exemplos dessa competência adquirida pelas indústrias brasileiras”, explicou.

Trata-se de um projeto estratégico, na medida em que existem hoje apenas cinco países no mundo com o domínio da tecnologia de desenvolvimento e certificação de motores aeronáuticos. “Numa segunda etapa, a turbina, batizada de TR3500, poderá equipar futuros projetos de aeronaves civis”, disse Alberto Carlos Pereira Filho, diretor da empresa Polaris.

As turbinas que equipam as aeronaves da Embraer são fornecidas por empresas estrangeiras, caso da canadense Pratt & Whitney (linha de jatos executivos e Supertucano), a americana GE (jatos 170 e 190) e a inglesa Rolls Royce (ERJ 145, Legacy 600). Os motores representam em torno de 20% a 30% do valor de uma aeronave.

A TR3500 demonstra que podemos progredir rápido. Diferentemente do que ocorreu com relação ao desenvolvimento de turbinas em outros países, não precisaremos de décadas para atingir um produto autóctone e competitivo”, comenta Homero Santiago Maciel, coordenador geral do projeto no ITA.

O projeto do motor aeronáutico brasileiro teve início em 2003 com o desenvolvimento de uma turbina a gás para a Petrobras. “O objetivo desse projeto era dominar o processo de fabricação da câmara de combustão, a vibração do motor e o desenvolvimento do sistema de controle da turbina”, explica. A Petrobras apoiou a ideia e investiu R$ 850 mil na sua execução.

Na fase de preparação do protótipo da turbina Aeronáutica, foram investidos R$ 3 milhões, dos quais R$ 1,7 milhão através da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); R$ 750 mil do ITA e R$ 550 mil da Polaris. “A próxima etapa do projeto, avaliada em R$ 116 milhões, prevê a construção de 11 laboratórios avançados na área de testes para turbinas, infraestrutura necessária para garantir o processo de homologação dos motores”. Segundo o diretor da Polaris, esse tipo de laboratório ainda não existe no Brasil. Os recursos estão sendo negociados com a Finep.

A tecnologia envolvida no projeto das turbinas do ITA também gerou frutos para a Vale Soluções em Energia (VSE). A empresa patrocinou o desenvolvimento do protótipo de uma turbina a gás estacionária, na faixa de potência de 1 MW, para geração de energia elétrica. Batizada de TVRD 1000, a turbina a gás da VSE foi testada em maio de 2007. O sucesso da operação motivou a empresa a apostar na construção de uma base fabril no Parque Tecnológico de São José dos Campos.

Segundo o coordenador do programa de interface entre as empresas e o CTA, Homero Santiago Maciel, o objetivo da VSE é o desenvolvimento de uma família de turbinas para minitérmicas, com potencial para competir no mercado de energia.

A Petrobras, de acordo com Pereira Filho, também é parceira da Polaris no desenvolvimento de uma turbina a gás acima de 3 MW, um projeto orçado em R$ 80 milhões. “Hoje, a Petrobras possui cerca de 180 turbinas importadas e gasta aproximadamente US$ 300 milhões na manutenção desses equipamentos”.

As turbinas brasileiras, segundo Pereira Filho, seriam usadas pela Petrobras na geração de energia elétrica para suas plataformas e para manter a pressão na linha de bombeamento de petróleo. “A empresa usa compressores gigantescos que são acionados por turbinas a gás”.

Criada por engenheiros do ITA, a Polaris é uma empresa de alta tecnologia que funciona como incubada da Petrobras, nas instalações da Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos. Além da turbina a gás, a Polaris desenvolve para a estatal de petróleo um queimador que gera fonte térmica de calor para que a empresa possa utilizar óleo pesado sem poluir o meio-ambiente.

FONTE: Valor Online

 

DECEA oferece 148 vagas

Inscrições começam dia 24 de março

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O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) publicou edital de concurso público que irá oferecer 148 oportunidades para candidatos de níveis médio e superior.

Organizado pela Fundação Cesgranrio, o processo seletivo disponibiliza 131 vagas para profissionais de nível superior das aéreas de Administração de Empresas (15), Análise de Sistemas (22), Ciências Contábeis (1), Ciências Econômicas (1), Engenharias – Cartográfica (2), Civil (8), da Computação (2), de Produção (2), de Telecomunicações (19), Elétrica (17), Eletrônica (22), Mecânica (8), Metalúrgica (1) -, Estatística (1), Jurídica (3), Tradução e Intérprete (3) e Licença de Pessoal/Habilitação Inglês (4).

Para o nível médio e técnico serão disputadas 17 vagas distribuídas entre os cargos de técnico de informações aeronáuticas (6), técnico em eletrônica e telecomunicação (4) e técnico em programação operacional de defesa aérea e controle de tráfego aéreo (7).

A remuneração inicial será de R$ 3.682,02, para os cargos de nível médio, e R$ 5.629,42, para os de nível superior. Todos os candidatos inscritos passarão por provas objetivas, exames médicos e avaliação psicológica. Os aprovados irão atuar no Grupo de Defesa de Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Dacta) das cidades de Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Recife (PE), São José dos Campos (SP) e Manaus (AM).

A seleção prevê oito vagas para candidatos portadores de necessidades especiais, sete para nível superior e uma para nível médio. A prova objetiva está prevista para o dia 17 de maio e as inscrições estarão abertas de 24 de março a 7 de abril.

Todas as informações relativas ao concurso estão disponíveis na site da Fundação Cesgranrio. Para ler o edital, inscrever-se ou buscar mais informações acerca do certame, acesse a página de acompanhamento do concurso, disponível no link abaixo:

http://www.cesgranrio.org.br/eventos/concursos/decea0109/decea0109.html

FONTE: DECEA

 

Acidente com aeronave do Exército do Equador

Um Beech King Air 200 pertencente ao Exército do Equador caiu sobre um edifício de quatro andares na capital, Quito. A aeronave realizava um voo de treinamento quando atingiu o edifício por volta das 17:20h (hora local) do dia 19 de março. Todas as sete pessoas que estavam a bordo faleceram e outras duas no solo também morreram.

 
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