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Senhor, o A400 vai demorar… mas tem o prato do dia, o A330!

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a400m-foto-eads

EADS oferece A330 como opção aos clientes do A400M enquanto o novo transporte, com desenvolvimento bastante atrasado, não fica disponível.

Como parte de um pacote para cobrir a lacuna gerada pelos atrasos no desenvolvimento do novo transporte A400M, a EADS estaria propondo aos sete clientes lançadores da aeronave o recebimento do Airbus A330, um avião comercial bimotor. Haveria também outras opções de areonaves sendo oferecidas, dentro do portifólio da EADS.

Segundo a EADS, a proposta poderia interessar à França e, notadamente, a Inglaterra, na medida em que o A330 faz parte do programa para um futuro avião-tanque estratégico britânico, também com capacidade de transporte (multi-role). Mas o que os clientes querem mesmo é uma nova tabela com datas reais para entrega do novo transporte quadrimotor turboélice, cujo desenvolvimento foi bastante atrasado. Recentemente, a EADS revelou as entregas de A400M serão iniciadas três anos após o primeiro vôo. Porém, ainda não há previsão para que esse primeiro vôo aconteça, pois o sistema FADEC (Full-Autority Digital Electronic Control) que controla digitalmente os motores ainda não foi entregue pelos fabricantes, conforme informou a EADS.

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Há informações de que a complexidade e os riscos do programa foram subestimados, ficando claro que seis anos e meio de desenvolvimento não bastam para um produto considerado agora mais complexo que aeronaves de combate como o Eurofighter, e que agora necessitaria de um “downgrade”, para ser entregue inicialmente em versões com capacidades básicas, sendo gradualmente sucedidas por versões mais completas (da mesma forma que ocorre no programa Eurofighter). De qualquer forma, a companhia ressalta que poucos programas de aviões militares tiveram menos de 10 anos de desenvolvimento.

Fonte: Defense News Fotos: EADS

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Valtinho
Valtinho
11 anos atrás

Por falar em avião-tanque, o Brasil tem planos de substituir os antigos boings 707? Quais os melhores substitutos?
Abraço.

Abrivio
Abrivio
11 anos atrás

O Embraer C-390 deveria ou deverá ser a resposta. Vale o alerta do complicado desenvolvimento do A-400 para a Embraer. Uma proposta mais tradicional de aeronave, tecnologia é simplicidade, congelar uma lista de requisitos e a coordenação central de todos os parceiros, sem interferências políticas, são boas dicas para evitar os problemas do A-400. O C-390 tem tudo para ser uma grande aeronave, vamos torcer.

Dwust
Dwust
11 anos atrás

Tirando o FADEC já citado, quais as características que deixam o A400M mais complexo que caças?

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Atenção, aconselho aos mais sensíveis não prosseguirem na leitura e passarem para o comentário à seguir, sob pena de lesão cerebral grave. O RCS do A400 deve ser significativamente menor que o de qualquer avião civil turbojato modificado, sem falar na capacidade de pouso e decolagem “curta” e em qualquer terreno. Para a função de avião tanque não penetrante e transporte estratégico o A330 pode até ser vantajoso, mas uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa. O A-400 não tem como ser substituído na sua plenitude por um modelo civil. O C-390 se sair da vontade e… Read more »

Alfredo_Araujo
Alfredo_Araujo
11 anos atrás

A impressão q tive do projeto C390, é que o objetivo é “fazer um C130” com uma nova fuselagem, a jato, porem, mantendo as caracteristicas de simplicidade do atual C130H…
Quer dizer, nao levando em consideração as futuras necessidades citadas pelo Bosco..

Walderson
Walderson
11 anos atrás

Caro amigo Bosco, por gentileza, poderia me responder uma coisa? Tem alguma coisa feita no Brasil que vc goste? Pergunto porque nunca o vejo elogiar nada no país. Ao contrário de vc, vejo com bons olhos o C-390, pois tem um mercado bom para ser conquistado, ao passo que se desenvolvesse tudo que vc fala e mais outras coisas não terá mercado nem no Brasil por causo do custo. No meu modo de pensar, não adianta a EMBRAER usar o dinheiro que tem e o que não tem para desenvolver coisas que ficarão fora da realidade do mercado que ela… Read more »

Bruno
Bruno
11 anos atrás

Mas estamos falando de um cargueiro, não de um bombardeiro tático.
O C-390 tem tudo para conquistar um grande mercado, mesmo não sendo uma inovação tão grande quanto o projeto do nosso amigo.
Um projeto desses custaria tanto que duvido que a USAF patrocinasse algo desse porte nos próximos anos.

Wilson Johann
Wilson Johann
11 anos atrás

Caro colega Bosco,, Você fala do C-390, quanto as suas características, como se ele fosse um caça, com esse negócio de furtividade e tudos o mais. Ora, os aviões de transporte só operarão na linha de frente acompanhados por forte escolta de caças, ou quando se tem o domínio dos céus. Se esse projeto sair, pelo que já conhecemos dele, será o melhor cargeiro dentro de sua categoria. E o mercado visado pela Embraer é justamente o ocupado hoje pelo Hércules C-130, que, na sua última versão, sai por volta de USS 80 milhões ou mais, contra um custo projetado… Read more »

The Captain
The Captain
11 anos atrás

Penso que a “encrenca” do A400 é o motor, este sim que quiseram inventar a roda. Deveriam ter projetado uma aeronave para um tipo, ou mais, de motor em franca produção. Ao invés, projetaram uma aeronave e depois devem ter pensado que não existia motor em produção com as capacidades de peso e decolagem necessárias ao projeto, assim sendo necessário projetar um novo turbo-hélice compatível com a potência requerida à aeronave anteriormente projetada. Claro, estou exagerando, porém o “erro” está em não ter sido projetado o “cargo” para um motor existente, sem dúvida por ser um “super turbo-hélice”, sem similar… Read more »

Abrivio
Abrivio
11 anos atrás

A maioria dos países do mundo sequer possuem uma defesa aérea, quanto mais eficiente. Quanto mais simples melhor. Equipamento bom é aquele que se pode comprar e manter. Pra quem se acostumou a comprar c-130 usados, um avião de projeto novo e que pode realizar múltiplas funções é excelente. Essa é a nossa realidade e de muitos países que ainda mantêm versões muito antigas de C-130. O C-130 tem papel logístico na FAB, agregando o cumprimento de missões humanitárias. Seu emprego como transporte tático, e por isso atrás das linhas, seria garantido pela superioridade aérea. Se esta pertence ao inimigo,… Read more »

HJR
HJR
11 anos atrás

Walderson e Wilson, Voces estão corretos na analise. O Bosco desconhece o que ele está falando, uma vez que na area de fornecimento de equipamentos militares, não se cria um produto vislumbrando um mercado que “possa haver”. O desenvolvimento de produtos militares na verdade, em quase sua totalidade são desenvolvidos a partir de uma determinada demanda de um projeto de uma Força Armada. É assim, nos EUA, está sendo assim no Brasil com o C-390, que nasceu na verdade NÃO de uma análise mercadoligca da Embraer, mas fruto da necessidade de nossas Forças Armadas, que coincidiu com aquilo que se… Read more »

Noel
Noel
11 anos atrás

Valtinho, a FAe abriu, em 2008, dois novos projetos, o KC-X que trata do desenvolvimento do 390 junto com a EMBRAER, vide as modificações entre o primeiro desenho e o atual; e o KC-X 2 que já esta avaliando qual será o substituto do KC-137, ou B707.
Bosco, vc matou economicamente o 390 rsrsrs, que já tá ficando caro com as novas modificações.

Pedro Rocha
Pedro Rocha
11 anos atrás

Olá senhores! Uma noticia maravilhosa para o nosso C-390, uma pena para o A400 (risos)! Lembro de ter lido, em varias mídias especializadas ou não, que os motores mais eficientes para transportes militares eram os turbo hélices (!?). Isso no inicio do projeto A400, passado o tempo, ficou claro que o uso de turbo fans de prateleira e testados é a idéia acertada, ao contrario de um turbo hélice de grande potência e maior complexidade. Um projeto feito do zero sem nenhuma assistência da Rússia (único país que desenvolveu turbo hélices nesse patamar de potência). Senhores mais uma vez digo… Read more »

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Como já dizia o velho esquartejador: vamos por partes! Primeiro: eu avisei que estava me dando uma “licença poética” que como leigo em um blog de e para entusiastas do assunto, me permiti. Segundo: Meu caro Walderson, eu gosto de muitas coisas no meu amado Brasil. No que se refere à área de defesa que é a questão do blog, eu admiro muito a Embraer e toda a sua linha de aviões. Adoro nossos Tucanos e Super Tucanos (verdadeiras obras primas), adoro nossos AMX (pena que não fabricam mais e nem pensaram em uma versão mais avançada), adoro nossas NPas,… Read more »

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Uma aeronave de transporte militar, independente de só operar na linha de frente com escolta, esta sendo cada vez mais “exigida” quanto à sua capacidade de sobrevivência em um cenário de alta intensidade. Pode ser que a hora de experimentar “novas tecnologias” não tenha chegado e como disse nosso amigo Pedro Rocha, até mesmo os EUA prefiram ainda manter o pé no chão e não correr riscos com projetos “avançados”. Por enquanto! O A400 tem incorporado uma série de itens para aumentar sua capacidade de sobrevivência, e com certeza a sua propulsão por turbo hélices é uma delas por reduzir… Read more »

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Só de curiosidade, ontem nosso amigo Welington lembrou do míssil K-100 russo com alcance de 400 km que já está operacional e projetado para destruir AWACS, aviões de transporte, aviões tanques, etc.

MACUNAIMA
MACUNAIMA
11 anos atrás

Prezados, boa tarde!!! Este projeto (A-400) foi a maior cagada aeronáutica que foi efetuada nos últimos 50 anos!!! Estes europeus ainda vão carregar os prejuizos “além túmulo”, quem tiver paciência e viver verá… Já o projeto do C-390 apesar de ter nascido de uma requisição/especificação da FAB, pela sua singeleza e adequação as demandas reais do mercado NOS PRÓXIMOS 30 ANOS (se o mundo não desabar….e não começarem a sofisticar demais o projeto), parece até que saiu da Inteligência de Mercado da EMBRAER!!!Pode crer se não houvesse essa sinergia de filosofias e consistência de projeções o projeto nem estaria sendo… Read more »

Wilson Johann
Wilson Johann
11 anos atrás

Mas o A-400 tem um sério problema, que limita em muito sua aquisição e uso: seu preço. É astronômico. Só meia dúzia de paises poderão utilizá-lo. Será uma aeronave por demais dispendiosa para uso tático, tendo que necessáriamente ser complementada por outros tipos, menores e de custo-benefício mais adequado, tipo C-27 Spartan ou outros. Quem usar o A-400 terá também que usar, conjuntamente, um avião menor. E o C-390 é a aeronave certa para o espaço intermediário entre um e outro. Ou seja, tanto cobre o transporte estrátégico como o tático. E melhor, quem usar o C-390 não precisará de… Read more »

Leandro
Leandro
11 anos atrás

Esse fato do RCS do A400 ser baixo (comparado a outras aeronaves de transporte) é facilmente explicável, veja que op C130 e o C160 são projetos da década de 50 e 60 não houve nada de novo (no mundo ocidental) de lá pra cá. Um avião como o projetado pela EMBRAER, na minha opnião, teria um ótimo mercado tanto na parte militar (pode substituir de uma vez só os velhos KC 135 e 13 e os C-130 e C-160, além de similares da ex União Soviética) como no mercado civil, por ter uma rampa traseira teria um tempo de carga… Read more »

Wolfpack
Wolfpack
11 anos atrás

Esta história de RCS baixo e complexidade de desenvolvimento comparável a de um EF2000 só pode ser piada. Os recursos estão mais do que escassoz e os sinais só não vê quem não quer. O projeto deve estar indo em banho-maria com o consentimento dos pratrocinadores. Hoje um projeto como o Typhoon não sairia do primeiro modelo protótipo. Agora gostaria muito de rebater as críticas ao C-390. É um projeto viável por natureza, e a Embraer deve sim fazer tudo diferente do A400M, e tentar ao máximo compartilhar recursos e materias com outras aeronaves de sua linha. Aqueles combram furtividade… Read more »

Baschera
Baschera
11 anos atrás

Senhores, Estatas notícias acerca do A-400 são de bom alvitre para o C-390 da Embraer. Se o projeto vingar a tempo e se mantiver a espectativa inicial de preço suas chances de sucesso serão enormes. A LM americana, ha se confirmar o boato, pois outro boato diz que os ucranianos estariam querendo partipar do desenvolvimento do C-390, poderiam se beneficiar da sua co-produção e então estaria aberto o maior mercado do mundo para esta aeronave (o mercado americano). O que falta é agilizar os desenbolsos financeiros prometidos à Embraer e definir os estudos para o peso básico do C-390. A… Read more »

Vassily Zaitsev
Vassily Zaitsev
11 anos atrás

Baschera,

A FAB ainda tem 23 unidades do C-130H ou não?????? Pois a notícia de canibalização eu não sabia.

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Ok!Vocês venceram! Eu abro mão do design furtivo mas não abro mão do sistema USB que é 20% melhor em termos de sustentação em baixa velocidade que o sistema de “flap soprado” do C-17 e além do mais é menos suscetível de aspirar objetos estranhos.
E ainda por cima vai ficar mais bonitão, parecendo um YC-14.rsrsrs..

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Por falar nisso, bem que um futuro A-400 poderia ter uma versão com um sistema “tilt wing” para pouso e decolagem super curto, inclinando só uns 45°. Não é pedir muito. Ou é?

Wolfpack
Wolfpack
11 anos atrás

O VLS está indo pro buraco… ==================================================================== Disputas atrasam lançamento de foguete Por Defesa Brasil 13 de Janeiro de 2009 Raymundo Costa BRASÍLIA – O cronograma previsto no tratado espacial entre o Brasil e a Ucrânia está atrasado, o que deve levar ao adiamento do vôo inaugural do foguete Cyclone 4, previsto para julho de 2010. Uma combinação de problemas ameaça o acordo, e as autoridades brasileiras temem que ele possa até mesmo vir a ser denunciado pela Ucrânia. O atraso se dá em virtude da disputa entre diferentes repartições públicas, reivindicações de remanescentes de quilombos, falta de legalização das… Read more »

Noel
Noel
11 anos atrás

Wolfpack, o VLS não tem nada que haver com o programa Cyclone. Quem tem dado consultoria pro VLS são os russos, que são rivais dos ucranianos, e o VLS não vai pro buraco, ele já tá no buraco.

Roberto camarada
Roberto camarada
11 anos atrás

O motor TP400-D6 outorgará ao A400M a capacidade de realizar de realizar surtidas com desempenho mais facilmente associados a aviões a jato do que a aeronaves turboélices.Especula-se que as versões de prodeção do A400M atingirão velocidades de cruzeiro de até Mach 0,72 a 37000ft,o que permitirá gerar mais surtidas e apresentar tempos de resposta muito superiores a outros aviões de transporte turboélice.Para atenderesse tipo de voo com aeronaves turboélices, a Ratier-Figeac está desenvolvendo um avançadíssimo projeto de hélice octapá,que certamente será uma das características físicas mais marcantes do A400M.No entanto,dos muitos projetos que saíram da prancheta, nemhum alcançou a longevidade… Read more »

Abrivio
Abrivio
11 anos atrás

Enquanto isso, do outro lado do mundo, o IL-76 e o ERJ-145 fazem sucesso. Boa notícia para o blog (incluir o www):

areamilitar.net/noticias/noticias.aspx?nrnot=718

edilson
edilson
11 anos atrás

Ao contrário do que muitos pensam e pregam a Embraer está muito acima da AIRBUS, e EADS em termos de desenvolvimento de projetos, específicamente no que tange a capacidade de avaliar e desenvolver um programa. ao contrário do senso comum, a AIRBUS não é organizada como muitos acreditam, tal como disse um engenheiro que trabalha no programa A-380, temos muitas bocas para pouca carne. digo isto por experiência própriao que AIrbus, tem de melhor do que nós, é o apoio incondicional de seus estados membros, que financiam e suportam seus projetos, o que não acontece de todo no Brasil. Em… Read more »

Henrique Sousa
Henrique Sousa
11 anos atrás

Só dando uma esfriada no ânimo do pessoal, o projeto de uma asa que contempla STOL e um alcance “estratégico” não é uma facilidade destas não. Unir motor e asa e satisfazer estas duas condições demanda muito tempo de projeto, ensaios, testes e por ai vai. Fiquei com a impressão que depois de lançar o projeto do C-390 com asa da família E-190 viram que as características STOL não seriam atendidas a contento, e começaram a “especializar” mais o projeto. E tb ficar utilizando uma aeronave de alcance longo em rotas curtas não e vantajoso economicamente, e este ponto uma… Read more »

Mauricio R.
Mauricio R.
11 anos atrás

“…Lockheed realmente está incomodada com a concorrência com C-130 J e por ultimo os EUA estão necessitando urgentemente de cargueiros como o C-390 (na faixa de 25 a 45 toneladas), não estando dispostos em correr riscos com novas e caras tecnologias.” Este avião já existe, está em serviço e chama-se C-17A Globemaster III. O FCS do US Army está tdo calcado nele, depois que se chegou a conclusão de que o C-130J não poderia transporta-lo. Interessante citar que a Lockheed está incomodada. Com o que??? Mais uma versão da apresnteção em Power Point do C-390??? Só se for, pq avião… Read more »

Mauricio R.
Mauricio R.
11 anos atrás

“Enquanto isso, do outro lado do mundo, o IL-76 e o ERJ-145 fazem sucesso.”

Não se anima mto, o radar que será instalado no ERJ, é de projeto indiano, e não o sueco Erieye.

Almeida
Almeida
11 anos atrás

Nao adianta pintar ele de cinza nao, o A-400M eh um elefante branco mesmo!

Valtinho
Valtinho
11 anos atrás

Por falar em avião-tanque, o Brasil tem planos de substituir os antigos boings 707? Quais os melhores substitutos?
Abraço.

Abrivio
Abrivio
11 anos atrás

O Embraer C-390 deveria ou deverá ser a resposta. Vale o alerta do complicado desenvolvimento do A-400 para a Embraer. Uma proposta mais tradicional de aeronave, tecnologia é simplicidade, congelar uma lista de requisitos e a coordenação central de todos os parceiros, sem interferências políticas, são boas dicas para evitar os problemas do A-400. O C-390 tem tudo para ser uma grande aeronave, vamos torcer.

Dwust
Dwust
11 anos atrás

Tirando o FADEC já citado, quais as características que deixam o A400M mais complexo que caças?

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Atenção, aconselho aos mais sensíveis não prosseguirem na leitura e passarem para o comentário à seguir, sob pena de lesão cerebral grave. O RCS do A400 deve ser significativamente menor que o de qualquer avião civil turbojato modificado, sem falar na capacidade de pouso e decolagem “curta” e em qualquer terreno. Para a função de avião tanque não penetrante e transporte estratégico o A330 pode até ser vantajoso, mas uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa. O A-400 não tem como ser substituído na sua plenitude por um modelo civil. O C-390 se sair da vontade e… Read more »

Alfredo_Araujo
Alfredo_Araujo
11 anos atrás

A impressão q tive do projeto C390, é que o objetivo é “fazer um C130” com uma nova fuselagem, a jato, porem, mantendo as caracteristicas de simplicidade do atual C130H…
Quer dizer, nao levando em consideração as futuras necessidades citadas pelo Bosco..

Walderson
Walderson
11 anos atrás

Caro amigo Bosco, por gentileza, poderia me responder uma coisa? Tem alguma coisa feita no Brasil que vc goste? Pergunto porque nunca o vejo elogiar nada no país. Ao contrário de vc, vejo com bons olhos o C-390, pois tem um mercado bom para ser conquistado, ao passo que se desenvolvesse tudo que vc fala e mais outras coisas não terá mercado nem no Brasil por causo do custo. No meu modo de pensar, não adianta a EMBRAER usar o dinheiro que tem e o que não tem para desenvolver coisas que ficarão fora da realidade do mercado que ela… Read more »

Bruno
Bruno
11 anos atrás

Mas estamos falando de um cargueiro, não de um bombardeiro tático.
O C-390 tem tudo para conquistar um grande mercado, mesmo não sendo uma inovação tão grande quanto o projeto do nosso amigo.
Um projeto desses custaria tanto que duvido que a USAF patrocinasse algo desse porte nos próximos anos.

Wilson Johann
Wilson Johann
11 anos atrás

Caro colega Bosco,, Você fala do C-390, quanto as suas características, como se ele fosse um caça, com esse negócio de furtividade e tudos o mais. Ora, os aviões de transporte só operarão na linha de frente acompanhados por forte escolta de caças, ou quando se tem o domínio dos céus. Se esse projeto sair, pelo que já conhecemos dele, será o melhor cargeiro dentro de sua categoria. E o mercado visado pela Embraer é justamente o ocupado hoje pelo Hércules C-130, que, na sua última versão, sai por volta de USS 80 milhões ou mais, contra um custo projetado… Read more »

The Captain
The Captain
11 anos atrás

Penso que a “encrenca” do A400 é o motor, este sim que quiseram inventar a roda. Deveriam ter projetado uma aeronave para um tipo, ou mais, de motor em franca produção. Ao invés, projetaram uma aeronave e depois devem ter pensado que não existia motor em produção com as capacidades de peso e decolagem necessárias ao projeto, assim sendo necessário projetar um novo turbo-hélice compatível com a potência requerida à aeronave anteriormente projetada. Claro, estou exagerando, porém o “erro” está em não ter sido projetado o “cargo” para um motor existente, sem dúvida por ser um “super turbo-hélice”, sem similar… Read more »

Abrivio
Abrivio
11 anos atrás

A maioria dos países do mundo sequer possuem uma defesa aérea, quanto mais eficiente. Quanto mais simples melhor. Equipamento bom é aquele que se pode comprar e manter. Pra quem se acostumou a comprar c-130 usados, um avião de projeto novo e que pode realizar múltiplas funções é excelente. Essa é a nossa realidade e de muitos países que ainda mantêm versões muito antigas de C-130. O C-130 tem papel logístico na FAB, agregando o cumprimento de missões humanitárias. Seu emprego como transporte tático, e por isso atrás das linhas, seria garantido pela superioridade aérea. Se esta pertence ao inimigo,… Read more »

HJR
HJR
11 anos atrás

Walderson e Wilson, Voces estão corretos na analise. O Bosco desconhece o que ele está falando, uma vez que na area de fornecimento de equipamentos militares, não se cria um produto vislumbrando um mercado que “possa haver”. O desenvolvimento de produtos militares na verdade, em quase sua totalidade são desenvolvidos a partir de uma determinada demanda de um projeto de uma Força Armada. É assim, nos EUA, está sendo assim no Brasil com o C-390, que nasceu na verdade NÃO de uma análise mercadoligca da Embraer, mas fruto da necessidade de nossas Forças Armadas, que coincidiu com aquilo que se… Read more »

Noel
Noel
11 anos atrás

Valtinho, a FAe abriu, em 2008, dois novos projetos, o KC-X que trata do desenvolvimento do 390 junto com a EMBRAER, vide as modificações entre o primeiro desenho e o atual; e o KC-X 2 que já esta avaliando qual será o substituto do KC-137, ou B707.
Bosco, vc matou economicamente o 390 rsrsrs, que já tá ficando caro com as novas modificações.

Pedro Rocha
Pedro Rocha
11 anos atrás

Olá senhores! Uma noticia maravilhosa para o nosso C-390, uma pena para o A400 (risos)! Lembro de ter lido, em varias mídias especializadas ou não, que os motores mais eficientes para transportes militares eram os turbo hélices (!?). Isso no inicio do projeto A400, passado o tempo, ficou claro que o uso de turbo fans de prateleira e testados é a idéia acertada, ao contrario de um turbo hélice de grande potência e maior complexidade. Um projeto feito do zero sem nenhuma assistência da Rússia (único país que desenvolveu turbo hélices nesse patamar de potência). Senhores mais uma vez digo… Read more »

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Como já dizia o velho esquartejador: vamos por partes! Primeiro: eu avisei que estava me dando uma “licença poética” que como leigo em um blog de e para entusiastas do assunto, me permiti. Segundo: Meu caro Walderson, eu gosto de muitas coisas no meu amado Brasil. No que se refere à área de defesa que é a questão do blog, eu admiro muito a Embraer e toda a sua linha de aviões. Adoro nossos Tucanos e Super Tucanos (verdadeiras obras primas), adoro nossos AMX (pena que não fabricam mais e nem pensaram em uma versão mais avançada), adoro nossas NPas,… Read more »

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Uma aeronave de transporte militar, independente de só operar na linha de frente com escolta, esta sendo cada vez mais “exigida” quanto à sua capacidade de sobrevivência em um cenário de alta intensidade. Pode ser que a hora de experimentar “novas tecnologias” não tenha chegado e como disse nosso amigo Pedro Rocha, até mesmo os EUA prefiram ainda manter o pé no chão e não correr riscos com projetos “avançados”. Por enquanto! O A400 tem incorporado uma série de itens para aumentar sua capacidade de sobrevivência, e com certeza a sua propulsão por turbo hélices é uma delas por reduzir… Read more »

Bosco
Bosco
11 anos atrás

Só de curiosidade, ontem nosso amigo Welington lembrou do míssil K-100 russo com alcance de 400 km que já está operacional e projetado para destruir AWACS, aviões de transporte, aviões tanques, etc.

MACUNAIMA
MACUNAIMA
11 anos atrás

Prezados, boa tarde!!! Este projeto (A-400) foi a maior cagada aeronáutica que foi efetuada nos últimos 50 anos!!! Estes europeus ainda vão carregar os prejuizos “além túmulo”, quem tiver paciência e viver verá… Já o projeto do C-390 apesar de ter nascido de uma requisição/especificação da FAB, pela sua singeleza e adequação as demandas reais do mercado NOS PRÓXIMOS 30 ANOS (se o mundo não desabar….e não começarem a sofisticar demais o projeto), parece até que saiu da Inteligência de Mercado da EMBRAER!!!Pode crer se não houvesse essa sinergia de filosofias e consistência de projeções o projeto nem estaria sendo… Read more »