Home Aviação de Caça Os primeiros ases e as regras básicas do combate aéreo

Os primeiros ases e as regras básicas do combate aéreo

1981
33

Max Immelmann (1890-1916) e Oswald Boelcke (1891-1916) foram os primeiros heróis aéreos alemães da Primeira Guerra Mundial, uma vez que varreram dos céus aviadores aliados, com suas aeronaves Fokker E.III.

No processo, descobriram algumas verdades básicas que governavam o combate aéreo e que iriam guiar gerações de pilotos de aviões de combate ainda por nascer.

Conhecido como “a Águia de Lille”, por causa de seu sucesso naquele setor, Immelmann (15 vitórias) dominava a tática aérea, e seu nome iria sobreviver numa manobra de acrobacia aérea usada até hoje.

Sua morte numa batalha aérea de curta distância, em junho de 1916, assinalou o fim não-oficial do flagelo Fokker.

Oswald Boelcke reivindicou a primeira vitória num monoplano Fokker. Analista sagaz do combate aéreo, ele desenvolveu uma série de regras que tornariam possível a seus jovens seguidores sobreviverem:

  • Sempre que possível, ataque por cima e por trás;
  • Tente atacar vindo do sol;
  • Não atire até que esteja perto do inimigo e o tenha enquadrado na sua mira;
  • Ataque quando o inimigo menos espera, ou quando ele estiver preocupado com outras tarefas;
  • Nunca fuja de um ataque: dê a volta e o enfrente de frente;
  • Mantenha o olho no inimigo e não se deixe ludibriar. Se uma aeronave parece estar fatalmente danificada, siga-a até o solo para ter certeza disso;
  • Atos tolos de bravura levam à morte. Obedeça sempre aos sinais do líder.

Com 40 vitórias a seu crédito, Boelcke resumiu sua filosofia numa discussão com seu aluno mais talentoso, Manfred von Richthofen (que ficou conhecido mais tarde como Barão Vermelho e cujo triplano aparece na ilustração acima). Boelcke explicou: “Eu vôo perto do meu alvo, miro cuidadosamente, atiro e, então, é claro, ele cai.”
O padrão estava configurado. Os aviadores se destacariam como os mais celebrados heróis da guerra.  E não seriam esquecidos…

FONTE: Livro “ASAS, uma história da aviação: das pipas à era espacial” – Tom D. Crouch – Ed. Record

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joao
joao
11 anos atrás

Bacana materia. Esses alemaes realmente sempre foram grandes pilotos e pioneiros em tudo,apesar das manchas da Historia. Bravo.

Manfred Von Richthofen
Manfred Von Richthofen
11 anos atrás

Gostei de ter sido citado no post, mas gostaria de um post exclusivo dedicado às minhas proezas. É possível?

paulo costa
paulo costa
11 anos atrás

Estes aeroplanos eram usados no inicio,como observadores de
artilharia,ligação,e observação no front.
Com certeza foi o inicio da aviação de combate moderna…

Manfred Von Richthofen
Manfred Von Richthofen
11 anos atrás

Engano seu, Paulo. Os combates aéreos na WWI foram muito intensos. Eram carnificina pura em aviões rudimentares, é só ver o número de aviões abatidos e a quantidade de pilotos mortos. Pena que pouca gente lê sobre o assunto.

LeoPaiva
LeoPaiva
11 anos atrás

Você está correto caro Manfred, mas o que o Paulo quis dizer é que no princípio de tudo a idéia era fazer reconhecimento, posteriormente os pilotos e observadores, começaram a levar armas de punho, depois armas maiores, até que um dia um iluminado ( Roland Garros ) fixou uma metralhadora, foi capturado pelos alemães que copiaram sua idéia, e então surgiu a necessidade de superioridade aérea, onde os aviões evoluíram para superar uns aos outros e não mais apenas para fazerem reconhecimento e jogar granadas de mão nos soldados.

Fábio Max
11 anos atrás

E o interessante é notar que muitas destas regras até hoje são válidas no combate aéreo, décadas e muitos saltos tecnológicos depois.

Hornet
Hornet
11 anos atrás

Caro Manfred,

me diga uma coisa, se a gente desse uma lubrificada e uma turbinada nesse seu triplano invocadão, será que ele ainda não dava um “caldo”? rs.rs.rs.

Sempre gostei deste avião.

um forte abraço

Fernando-Canoas
Fernando-Canoas
11 anos atrás

Amigos…
Nestes primórdios anos da aviação de combate, os caras eram muito corajosos……

Um brinde aos bravos pilotos e suas belas máquinas de voar!!!!

Manfred Von Richthofen
Manfred Von Richthofen
11 anos atrás

Caro, Hornet.
Com certeza, meu Fokker Dr.1 daria algum trabalho hoje, pois seria praticamente stealth aos radares, já que era feito quase todo de madeira e entelado… heheh

LeoPaiva
LeoPaiva
11 anos atrás

Bem lembrado Fernando, sem pára-quedas, assento ejetor, instrumentos, rádio, e com uma confiabilidade mecânica muito suspeita, era só na “munheca” e no golpe de vista.

Pura coragem e gosto pela aviação.

Hornet
Hornet
11 anos atrás

É verdade, Manfred, ele seria Stealth, ao menos mais Stealth que vários caças de hoje em dia…abre o olho FAB!!! Deixa de lado esses F-5 e vamos modernizar alguma coisa mais letal: “Super Fokker Dr. 1”, já!!!….hehehehe

abraços

paulo costa
paulo costa
11 anos atrás

Destas maquinas da epoca os Zepellins voam ate hoje,
conhecidos por balões dirigiveis ,prestando bons serviços.

joaquim
joaquim
11 anos atrás

Lembram-se dos tratados de limitações de armas nucleares? Pois é….acho que o mesmo deveria ser feito com aviões de combate….ai não precisariamos gastar entre US$ 55 milhões e US$ 80 milhões por cada avião a ser selecionado para a FAB no FX-2. Já imaginaram lá em Anapolis uns 16 Fokker Dr.1 de mais ou menos US$ 250 mil cada um?

Vassily Zaitsev
Vassily Zaitsev
11 anos atrás

Joaquim,

Quem sabe 24 Spad???????????????? ou Albatros!!!!!!!!!!!!!!!

Com 100 milhões já teríamos uma gigantesca “Força Aérea”, kkkkkkkk!!!

Vassily Zaitsev
Vassily Zaitsev
11 anos atrás

Ou melhor, Fieseler Storck!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! são mais recentes.

e, olha que com vento de proa podem até “plainar”!!!!!!

olha só que maravilha!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! teríamos nosso tão desejado caça V/STOL!!!!!!!!!!!!!!!!!

Corsario-DF
Corsario-DF
11 anos atrás

Eu sou a favor da volta da produção do Fokker Dr.I, com esses triplanos não vai ter pra ninguém na América Latina. Que venham os Su-30 para serem abatidos que nem pombos…
rsrsrsrsrsrsrsrs.

Brilhante matéria. Está de parabéns.

Sds.

joao
joao
11 anos atrás

Bacana materia. Esses alemaes realmente sempre foram grandes pilotos e pioneiros em tudo,apesar das manchas da Historia. Bravo.

Manfred Von Richthofen
Manfred Von Richthofen
11 anos atrás

Gostei de ter sido citado no post, mas gostaria de um post exclusivo dedicado às minhas proezas. É possível?

paulo costa
paulo costa
11 anos atrás

Estes aeroplanos eram usados no inicio,como observadores de
artilharia,ligação,e observação no front.
Com certeza foi o inicio da aviação de combate moderna…

Manfred Von Richthofen
Manfred Von Richthofen
11 anos atrás

Engano seu, Paulo. Os combates aéreos na WWI foram muito intensos. Eram carnificina pura em aviões rudimentares, é só ver o número de aviões abatidos e a quantidade de pilotos mortos. Pena que pouca gente lê sobre o assunto.

LeoPaiva
LeoPaiva
11 anos atrás

Você está correto caro Manfred, mas o que o Paulo quis dizer é que no princípio de tudo a idéia era fazer reconhecimento, posteriormente os pilotos e observadores, começaram a levar armas de punho, depois armas maiores, até que um dia um iluminado ( Roland Garros ) fixou uma metralhadora, foi capturado pelos alemães que copiaram sua idéia, e então surgiu a necessidade de superioridade aérea, onde os aviões evoluíram para superar uns aos outros e não mais apenas para fazerem reconhecimento e jogar granadas de mão nos soldados.

Fábio Max
11 anos atrás

E o interessante é notar que muitas destas regras até hoje são válidas no combate aéreo, décadas e muitos saltos tecnológicos depois.

Hornet
Hornet
11 anos atrás

Caro Manfred,

me diga uma coisa, se a gente desse uma lubrificada e uma turbinada nesse seu triplano invocadão, será que ele ainda não dava um “caldo”? rs.rs.rs.

Sempre gostei deste avião.

um forte abraço

Fernando-Canoas
Fernando-Canoas
11 anos atrás

Amigos…
Nestes primórdios anos da aviação de combate, os caras eram muito corajosos……

Um brinde aos bravos pilotos e suas belas máquinas de voar!!!!

Manfred Von Richthofen
Manfred Von Richthofen
11 anos atrás

Caro, Hornet.
Com certeza, meu Fokker Dr.1 daria algum trabalho hoje, pois seria praticamente stealth aos radares, já que era feito quase todo de madeira e entelado… heheh

LeoPaiva
LeoPaiva
11 anos atrás

Bem lembrado Fernando, sem pára-quedas, assento ejetor, instrumentos, rádio, e com uma confiabilidade mecânica muito suspeita, era só na “munheca” e no golpe de vista.

Pura coragem e gosto pela aviação.

Hornet
Hornet
11 anos atrás

É verdade, Manfred, ele seria Stealth, ao menos mais Stealth que vários caças de hoje em dia…abre o olho FAB!!! Deixa de lado esses F-5 e vamos modernizar alguma coisa mais letal: “Super Fokker Dr. 1”, já!!!….hehehehe

abraços

paulo costa
paulo costa
11 anos atrás

Destas maquinas da epoca os Zepellins voam ate hoje,
conhecidos por balões dirigiveis ,prestando bons serviços.

joaquim
joaquim
11 anos atrás

Lembram-se dos tratados de limitações de armas nucleares? Pois é….acho que o mesmo deveria ser feito com aviões de combate….ai não precisariamos gastar entre US$ 55 milhões e US$ 80 milhões por cada avião a ser selecionado para a FAB no FX-2. Já imaginaram lá em Anapolis uns 16 Fokker Dr.1 de mais ou menos US$ 250 mil cada um?

Vassily Zaitsev
Vassily Zaitsev
11 anos atrás

Joaquim,

Quem sabe 24 Spad???????????????? ou Albatros!!!!!!!!!!!!!!!

Com 100 milhões já teríamos uma gigantesca “Força Aérea”, kkkkkkkk!!!

Vassily Zaitsev
Vassily Zaitsev
11 anos atrás

Ou melhor, Fieseler Storck!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! são mais recentes.

e, olha que com vento de proa podem até “plainar”!!!!!!

olha só que maravilha!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! teríamos nosso tão desejado caça V/STOL!!!!!!!!!!!!!!!!!

Corsario-DF
Corsario-DF
11 anos atrás

Eu sou a favor da volta da produção do Fokker Dr.I, com esses triplanos não vai ter pra ninguém na América Latina. Que venham os Su-30 para serem abatidos que nem pombos…
rsrsrsrsrsrsrsrs.

Brilhante matéria. Está de parabéns.

Sds.

FTZ
FTZ
9 anos atrás

Muito legal a matéria, gostaria de conhecer sobre as manobras dos combates aéreos (voces deram o exemplo do IMMELMANN), inclusive visualizando a manobra em desenho.

Abraços