QG Airsoft

A informação é do site da Força Aérea Venezuelana, agora denominada Aviación Militar Nacional Bolivariana. Segundo o site, os seis caças F-16 do Grupo Aéreo de Caça Nº16 que participaram do exercício cumpriram 106,9 horas de vôo em missões ar-ar, ar-terra e em navegação, num total de 76 missões programadas, alcançando 92% de operatividade ao longo de 14 dias de atividades aéreas.

Fonte: FAV

Foto: CRUZEX IV

 

Após encontrar esta bela foto do treinador avançado argentino, com um elemento “pendurado” nos motores e apontando para o infinito, veio à mente a inevitável pergunta: esse projeto tem futuro? Para embasar respostas, sugerimos aos freqüentadores do Blog do Poder Aéreo a leitura de matéria do jornal Valor Econômico reproduzida aqui no início de setembro. A matéria tratava de acordos para uma aliança aeroespacial Brasil-Argentina, planejada então para se concretizar até o final deste ano. Que já está acabando.

Foto: Lockheed Martin – products

 

Entre os dias 18 e 19 de novembro, a I Brigada Aérea da FACH (Força Aérea do Chile) recebeu a visita do Diretor de Material Aeronáutico e Bélico da FAB, o Major Brigadeiro-do-Ar Helio Paes de Barros, e sua comitiva de oficiais. Chegando a  Iquique acompanhados pelo Comandante do Comando Logístico da FACH, General de Aviacão Julio Escobar Díaz, a comitiva assistiu a uma apresentação sobre o funcionamento da Brigada e de seus grupos operativos, incluindo o Grupo de Aviação nº3, que opera os caças F-16 C/D Block50.  

Fonte e fotos: FACH – Fuerza Aérea de Chile

Nota do Blog: para quem eventualmente não conheça, a aeronave “espetada” na foto do alto da matéria é um Hawker Hunter, considerado por muitos (e com razão, na minha opinião) um dos mais belos caças a jato já projetados. A FACH recebeu um total de 48 unidades do Hunter entre 1966 e 1983, e as últimas unidades foram retiradas de operação somente em meados dos anos 90. Mas o F-16 D da imagem de baixo também não está mal na foto…

 

 

1670. Esse é o número de pessoas resgatadas em quatro dias de operação dos helicópteros da Força Aérea Brasileira nas cidades do Vale do Rio Itajaí Açu. Até o momento, as aeronaves já voaram mais de 90 horas para encontrar vítimas da calamidade. Os helicópteros já transportaram também mais de 23 toneladas de alimentos. Até agora, foram 42 decolagens.

Força Nacional – Um avião C-105 Amazonas transportou, de Brasília para Navegantes (SC), 45 militares da Força Nacional de Segurança que também atuarão na busca e resgate de vítimas nas áreas das enchentes em Santa Catarina. Entre os passageiros da aeronave, também estavam 12 cães farejadores. Para a tripulação da aeronave, que saiu de Manaus, e já está engajada em outros transportes em meio à calamidade, a missão é especial e gratificante. Eles atuam também em secas e enchentes na Amazônia.

Remédios - Uma aeronave C-130 Hércules chegou ontem (quinta-feira, 27) com 10 toneladas de medicamentos doados pelo Ministério da Saúde. Com a diminuição gradativa das águas, é grande a atenção agora das autoridades sanitárias para a possibilidade de diversos tipos de doenças.

Helicópteros – Desde esta quarta-feira, dia 26, são empregados pela Aeronáutica na área, ao todo, cinco helicópteros (um H-60 Blackhawk, dois CH-24 Super Puma e dois H-1H) de esquadrões de diferentes lugares do País.

Fonte e foto: CECOMSAER (conforme notícia publicada em 28-11 às 17h19)

 

Caças bizarros que quase vingaram – parte 1

Lavochkin La-200B, o “caça de orelhas de elefante”

Esta nova série histórica do Blog do Poder Aéreo vai mostrar estranhos projetos e protótipos de caças que foram levados a sério, participaram de concorrências, vôos de teste etc. Mas que felizmente, tanto para os pilotos que os voariam, quanto para a manutenção do bom gosto e do bom senso, perderam para projetos melhores e mais promissores.

O primeiro da série é o Lavochkin La-200B, um projeto soviético dos anos 50, década bastante pródiga em novas experiências em design de caças a jato (e que certamente trará outros exemplos para esta série). Respondendo a um requerimento da NKAP de novembro de 1951, que especificava um interceptador para qualquer tempo equipado com um novo e volumoso radar (Sokol) e capacidade de combustível suficiente para patrulhas de duas horas e meia de duração no Norte da União Soviética, os OKBs Lavochkin e Yakovlev apresentaram propostas bem diferentes.

Hoje, quando se pensa em caças bimotores e bipostos, a imagem que vem à mente costuma ser de aeronaves com assentos em tandem (um à frente do outro) e motores instalados lado a lado. Mesmo em 1951 esta seria uma configuração usual. Mas a idéia da Lavochkin buscou justamente o caminho inverso: assentos lado a lado (até aí, tudo bem) e… motores a jato em tandem! Essa configuração, que já vinha do não muito mais belo antecessor La-200 apresentado para um requerimento de 1949, aliada à necessidade de acomodar um grande domo de radar, levou a uma curiosa disposição das entradas de ar: o turbojato Klimov VK-1 de vante (motor similar ao dos belos Mig-15bis) era servido por uma tomada no queixo. Já o ar para o motor de trás, provinha de duas tomadas nos dois lados do nariz, logo apelidadas de “orelhas de elefante“. O bocal de saída do motor dianteiro ficava na barriga, escondido nas fotos desta matéria por dois grandes e desajeitados tanques subalares, indispensáveis para garantir a autonomia desejada. Se o modelo La-200 já não primava pela beleza, ao persistir na configuração com o La-200B a Lavochkin criou um autêntico Frankenstein…

Apesar de tudo, e graças ao bom perfil das asasa enflexadas, o caça até que voou bem, participando de um programa de testes bastante extenso com seu competidor, e atingiu a respeitável velocidade máxima de 1030 km/h e o tempo de menos de 3 minutos para atingir 5.000 metros de altitude. Mas o modelo da Yakovlev, o Yak-120 (também conhecido como Yak-25, o que costuma gerar confusão com outro caça do bureau, mais antigo), ganhou a dura disputa com uma configuração mais simples, de assentos em tandem e motores nas asas, como se pode ver na última foto desta matéria. A mesma configuração do Yak-25 foi adotada em uma prolífica família que terminou no Yak-28P, produzido até 1967. Bem antes disso a Lavochkin, que se notabilizara na II Guerra Mundial com os excelentes caças a pistão La-5, se despediria do design de caças com o razoavelmente elegante, mas de desempenho sofrível e igualmente mal-sucedido La-250, de asas em delta.

Na foto acima, o Yakovlev Yak-120 / Yak-25, que ganhou a concorrência.

Para ver o próximo artigo desta série, clique aqui.

 

O presidente do Equador, Rafael Correa, classificou ontem de ” desproporcional e fora de lugar ” a decisão do Brasil de chamar para consultas seu embaixador em Quito. E acusou, sem dar provas nem indícios, a construtora Odebrecht de corrupção, indicando-a como responsável pela crise diplomática entre os dois países. A empresa nega a acusação. Correa sugeriu ainda que o Equador pode comprar aviões militares de outro país caso o Brasil decida suspender a venda de aeronaves da Embraer.

” A culpa do que está acontecendo é da Odebrecht, empresa corrupta e corruptora que causou danos ao país, e de certos contratos de empréstimo que têm sido um verdadeiro assalto, como esse para financiar a empresa [hidrelétrica] San Francisco ” , disse o presidente, em declarações veiculadas ontem pelo site da Presidência do Equador. Correa não disse no que baseia suas acusações à empresa.

Em relação ao contrato, a principal queixa é a cobrança de juros sobre juros. O código civil equatoriano proíbe essa cobrança acumulada, mas o financiamento outorgado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi renegociado e aceito pelo governo Correa. A hidrelétrica de San Francisco parou por problemas técnicos no primeiro semestre e, após várias críticas à Odebrecht, Correa a expulsou no mês passado. Quito apresentou semana passada um pedido de arbitragem internacional do contrato.

O presidente afirmou ainda que ” a unidade latino-americana se vê afetada quando há companhias como Odebrecht, financiadas por créditos que incluem anatocismo [capitalização dos juros de um valor emprestado] ” .

A assessoria de imprensa da construtora reagiu dizendo que ” repudia as declarações ” , que ” ao longo de 21 anos que operou no Equador nunca foi acusada de corrupção e que o governo atual faz alegações sem provas ” . Após reparar a hidrelétrica, a empresa foi forçada a sair do país, deixando quatro obras para trás e contratos que somavam US$ 670 milhões.

Sobre a compra de 24 aviões militares Super Tucano, da Embraer, Correa disse que descarta a suspensão do negócio, mas sustenta que caso o Brasil suspenda a operação, aeronaves poderiam ser adquiridas de outros países. ” A balança comercial com o Brasil tem um déficit de US$ 702 milhões, e nós, em nome da integração regional, sempre buscamos privilegiar os mercados regionais. Mas podemos comprar [aviões] de outra nação “ .

Fonte: Valor Econômico

 

sky world

A primeira companhia aérea de Timor-Leste, Timor Air, iniciou quarta-feira a sua actividade com uma frota composta por um avião Embraer com 94 lugares em regime de “leasing” pretendendo voar para a Austrália e Indonésia.

O fundador da empresa e principal accionista, Jeremias de Sousa, um homem de negócios australino de origem timorense, disse que pretende aumentar a frota para quatro ou cinco aviões nos próximos cinco anos.

Garantindo que a empresa irá apresentar uma tabela de preços “justa e razoável”, de Sousa adiantou pretender dar início aos voos a 2 de Fevereiro de 2009 operando voos diários de Darwin para Díli e Denpasar com regresso a Díli e Darwin em concorrência com a Air North e a Merpati da Indonésia.

Dizendo que o governo timorense recebeu gratuitamente uma participação de 10 por cento na companhia aérea, de Sousa disse que o Embraer será alugado em regime de “leasing” durante 12 meses à empresa de Brisbane SkyAirWorld, que garantirá pilotos e tripulantes.

Mais tarde, adiantou Jeremias de Sousa, a Timor Air irá adquirir o seu próprio Embraer que, de novo, terá pilotos e tripulantes disponibilizados pela SkyAirWorld. (macauhub)

Fonte: macauhub.com

 

Voou primeiro E-195 da Azul

A Embraer decolou nesta terça-feira (25) com o primeiro modelo do jato Embraer 195 que será entregue a empresa Azul (Linhas Aéreas Brasileira). O contrato de U$$ 1,4 bilhões reflete na aquisição de 36 aeronaves por parte da empresa. E os números devem dobrar.

A Azul pretende iniciar seus vôos domésticos a partir de janeiro de 2009. Até 2013, a companhia espera servir as principais cidades brasileiras, com uma frota de 76 jatos da Embraer 195.

A Azul encomendou de 76 jatos Embraer 195, entre encomendas firmes e opções de compra. Somente as encomendas firmes representam um investimento de US$ 1,4 bilhão.

O valor total do negócio pode chegar a US$ 3 bilhões, caso todas as opções sejam confirmadas. A empresa é liderada pelo fundador da JetBlue, David Neeleman.

A decolagem do primeiro modelo do Embraer 195 Azul aconteceu na pista do aeroporto de São José dos Campos. A entrega oficial dos primeiros modelos deve ocorrer no dia 18 de dezembro.

Fonte: Agora Vale

 

E é claro, como esse é o Blog do Poder Aéreo, não podemos deixar de citar o VLS e os Helicópteros Mi-35.

A seguir, alguns itens da Declaração Conjunta relativa à visita ao Brasil do Presidente da Federação da Rússia, Dmitri Medvedev, entre 24 a 26 de novembro de 2008. A íntegra pode ser encontrada no site do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), clicando aqui.

5. Os dois Presidentes reafirmaram a convergência de posições entre o Brasil e a Rússia quanto à necessidade de consolidar a primazia do multilateralismo no mundo contemporâneo. Realçaram, mais uma vez, a importância de manter o papel central e coordenador da Organização das Nações Unidas (ONU). Concordaram na necessidade de fortalecer e reformar a Organização para reagir de forma adequada às demandas contemporâneas e refletir a realidade política e econômica em transformação. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu o apoio da Federação da Rússia à candidatura do Brasil para membro permanente de um CSNU reformado, no entendimento de que seja tomada decisão, mediante acordo, sobre a ampliação do Conselho de Segurança, tanto na categoria de membros permanentes quanto na de não-permanentes. Os dois Chefes de Estado coincidiram quanto à necessidade de progresso mais rápido no que diz respeito à reforma da ONU, inclusive a ampliação da composição do Conselho de Segurança.

6. Os Chefes de Estado reafirmaram o compromisso dos dois países com o papel central da ONU no combate ao terrorismo internacional e a outros novos desafios e ameaças. Declararam sua determinação de colaborar na realização da Estratégia Global Antiterrorismo da ONU, na garantia do cumprimento rigoroso das convenções anti-terroristas de que são parte e de sua implementação na legislação nacional. Foi destacado o significado do aperfeiçoamento do arcabouço jurídico internacional no combate ao terrorismo e da conclusão do processo de negociação da Convenção Abrangente sobre Terrorismo Internacional.

9. Os Presidentes saudaram o diálogo desenvolvido no âmbito do Grupo BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) e assinalaram a importância desse foro para a busca conjunta de soluções para problemas globais. Expressaram satisfação com os resultados do encontro de Chanceleres dos quatro países em Ecaterimburgo, em maio deste ano, e da reunião dos Ministros da Fazenda dos quatro países em São Paulo, em novembro do ano corrente. Os Presidentes manifestaram-se a favor da realização na Rússia, no ano de 2009, da primeira cúpula presidencial dos BRICs.

13. Os Presidentes reiteraram o caráter prioritário que atribuem ao uso e à exploração do espaço exterior para fins pacíficos e salientaram a disposição dos dois Governos de aprofundarem o intercâmbio nessa área de especial relevância. Os dois Mandatários manifestaram pleno apoio aos trabalhos bilaterais em curso para a modernização do Veículo Lançador de Satélites brasileiro (VLS) e expressaram sua determinação em promover a parceria tecnológica para o desenvolvimento de veículos lançadores de nova geração. Expressaram, igualmente, sua satisfação com as conversações em andamento relacionadas às áreas de telecomunicações, navegação por satélites, capacitação em áreas técnicas e de engenharia, bem como à realização de experimentos brasileiros no segmento russo da Estação Espacial Internacional. Os Presidentes consideraram de extrema importância a entrada em vigor do Acordo sobre Proteção Mútua de Tecnologias Associadas à Cooperação na Exploração e Uso do Espaço Exterior para Fins Pacíficos, o que propiciará o início da efetiva implementação dos projetos almejados pelos dois países.

14. Os Mandatários russo e brasileiro expressaram satisfação com a assinatura do “Acordo de Cooperação Técnico-Militar”, que permitirá explorar o potencial existente entre os dois países, com a formação de parcerias para o desenvolvimento de novas tecnologias no setor de defesa. Os dois Presidentes congratularam-se também pela assinatura, em 23 de outubro de 2008, do contrato entre o Comando da Aeronáutica do Brasil e a Empresa Federal Estatal Unitária Rosoboronexport, relativo à aquisição de helicópteros MI-35-M, ao apoio técnico para manutenção das aeronaves, bem como à harmonização de procedimentos relativos à homologação e à certificação de aeronaves.

Fonte: Ministério das Relações Exteriores      Foto: Abril

 

Site oficial da FAB invadido por hackers

Hackers invadiram na noite de segunda-feira, 24, o site da Aeronáutica. Quem tentava acessá-lo às 23h45 deparava-se com a mensagem “Opsss!! FORÇA AÉREA BRASILEIRA. vOCê foi Desfigurada!!!” e era impedido de conferir o conteúdo original da página. Os invasores, que assinam como Fatal Error Group, colocaram ainda a frase “Asas tão fortes quanto inofensivas!” e uma imagem da bandeira do Brasil. Procurado às 23h50 pela reportagem, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica informou que ainda não tinha informações sobre o caso. Os sites da Marinha, do Exército e do Ministério da Defesa estavam normais.

Fonte: estadao.com.br

 

Seguem trabalhos no Museu Asas de um Sonho

O museu Asas de um Sonho, administrado pela EDUCTAM – EDUCAÇÃO ASSISTÊNCIA E CULTURA, uma Associação sem fins lucrativos fundada pela TAM em 23 de dezembro de 1991, mandou-nos a seguinte informação:

Desde 29 de junho estamos fechados à visitação pública e entramos agora, no quinto mês de pesadíssimas reformas. A maneira como o visitante será conduzido ao interior do museu foi muito bem pensada e está sendo assim executada. Poucas coisas semelhantes existem no mundo ao que apresentaremos. O museu será, também por este motivo, além do seu valioso acervo, uma referência mundial até porque, desde já, é o maior museu aeronáutico do mundo montado e mantido por uma empresa aérea.

Estas obras seguem o seu cronograma e tínhamos desde o seu fechamento temporário, o compromisso de reabri-lo em novembro, porém devido ao fato de, recentemente termos decidido reinaugurá-lo em sua forma definitiva, o prazo inicialmente previsto ficou muito curto com a quantidade de trabalhos de museografia, museologia, cenários, restaurações e de inúmeras outras atividades correlatas que temos que desenvolver. Assim, resolvemos então, adiar para o segundo semestre de 2009 em data a ser ainda anunciada.

O auditório do museu projetado para 300 assentos está em fase de acabamento final. Projetado para receber artistas, palestrantes, conferencistas e pequenos grupos musicais, será também utilizado por clubes, associações ligadas à aviação para discutir seus problemas, suas aspirações e seus eventos.

Já podemos notar a grandiosidade da sala de exposição. São 20.000 M² destinados à guarda, conservação e exposição de um acervo extraordinário a disposição dos brasileiros.

É interessante notar o excelente estado de conservação que apresenta o Loockheed T-33 Shooting Star doado pelo amigo Claudio Del Fiol. Estamos em trabalho de remoção da sua pintura. Ronaldo nosso pintor, acha que ele possui pelo menos cinco camadas de tinta e sem dúvida foi isto que o protegeu de agentes corrosivos em quase cinco décadas.

A nossa gloriosa FAB, também se solidarizou com nosso esforço e nos comunica através do Cmte do PAMA SP. Brig Carminatti a doação de um “de Havilland Buffalo” – C-115. O avião está completo e acreditamos que será transformado numa espécie de talismã porque é adorado pelos pilotos e mecânicos que nele serviram, além de uma legião gigantesca de amantes da aviação. Conheça a oficina de restauração.

Temos muitos profissionais envolvidos na restauração de várias aeronaves e pelo menos oito estagiários, alunos do curso técnico de Manutenção de Aeronaves da Escola Tecnica Estadual Prof ª. Anna de Oliveira Ferraz da cidade de Araraquara participarão também da restauração de aeronaves do museu.

Foto: Poder Naval OnLine

 

Segundo jornal, compra dos Mi-35 não terá ‘offset’

Sem alarde, o Brasil fechou o contrato de compra de 12 helicópteros de
ataque MI-35
fabricados pela Rússia, a um custo estimado em cerca de US
$ 300 milhões. A compra põe fim a uma negociação de quase dois anos,
equipará as Forças Armadas com verdadeiros tanques blindados aéreos
que se destinarão à vigilância da Amazônia e é um exemplo do que não
prevê o acordo de cooperação em matéria de defesa que os dois governos
também assinarão durante a visita do presidente russo ao Brasil,
Dmitri Medvedev
, nesta semana
. O governo quer mais, quer fabricar
armamentos com a Rússia.

E não só com a Rússia. Em dezembro, chega ao país o presidente da
França, Nicolas Sarkozy, com quem também será assinado acordo de
cooperação em matéria de defesa
. Como informou ao Valor o ministro de
Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, as negociações com os
franceses estão até mais avançadas do que as com os russos.

Sarkozy entendeu que o Brasil não quer acordos de compra e venda de
mercadorias, mas de aliança para fabricação de armamentos e pesquisas
tecnológicas. A Marinha brasileira discute com os franceses planos
conjuntos na construção de submarinos, e o Exército negocia projetos
de cooperação para tecnologias do chamado “combatente do futuro” das
tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), com uso de
sofisticados sistemas de informática e posicionamento por satélite
para auxiliar o deslocamento, identificação e mobilização de soldados
em campo de batalha.

A compra dos helicópteros russos é considerada, no governo, um negócio
“atípico” e excepcional em relação ao que se pretende com a nova
estratégia de alianças no setor de defesa. Os brasileiros negociaram a
instalação de centros completos de manutenção para os novos
helicópteros, para evitar os problemas já identificados na vizinha
Venezuela, onde o abastecimento de peças depende de estoques limitados
e encomendas a Moscou
. Mas a compra é uma operação estritamente
comercial, sem o chamado offset, compensações comerciais concedidas
pelo fornecedor de equipamentos.

O objetivo declarado das conversas com Paris e Moscou – explicitado
por Mangabeira Unger em recente ronda pela Europa – é evitar a
excessiva dependência de fornecedores de alguma parte do globo e
buscar aproveitar a reestruturação das Forças Armadas para incentivar
o desenvolvimento tecnológico do setor de armamentos no país. Essa foi
a razão, segundo explicou o governo brasileiro ao russo, pela qual os
jatos Sukhoi foram excluídos da licitação para o projeto FX de compra
de novos jatos para a Força Aérea Brasileira. Os russos foram os
únicos a não oferecer transferência de tecnologia no pacote de venda
.

Além do anúncio da compra dos helicópteros, está prevista para a
visita de Medvedev a assinatura de um dos três acordos que pautarão a
cooperação dos dois países em matéria de defesa. Em agosto já havia
sido assinado outro, pelo gabinete de Segurança Institucional da
Presidência, do ministro general Jorge Félix, com a ex-KGB russa, de
proteção de informações confidenciais. O acordo desta semana é de
cooperação técnico-militar e prevê troca e intercâmbio de pessoal,
aquisição de equipamentos, transferência de tecnologia e até co-
produção.

Há um terceiro acordo em fase de finalização, sobre propriedade
intelectual. As autoridades brasileiras esperam que o acordo permita
às indústrias dos dois países conhecer melhor o que é produzido e
comercializado nos dois mercados, abrindo caminho para que as empresas
brasileiras façam contatos e encontrem oportunidades de negócios com
os russos. Não é fácil, a Rússia, especialmente na esfera militar,
ainda tem a arrogância de grande potência, mas há forte interesse da
indústria bélica brasileira, em campos como a fabricação de blindados,
por exemplo
.

Toda essa movimentação é vista com mau humor por tradicionais
exportadores brasileiros, como os de carne, que lamentam a falta de
resultados do governo brasileiro nos esforços para abrir ao Brasil
maior espaço nas cotas de importação russas, grande parte delas
reservadas a exportadores europeus e americanos. Na semana passada
reuniu-se em Brasília a comissão intergovernamental Brasil-Rússia de
cooperação econômica, comercial, científica e tecnológica, em
preparação à visita de Medvedev. E a discussão sobre agricultura levou
apenas a queixas da parte brasileira pela falta de empenho dos russos
em avançar no tema de cooperação agrícola.

A visita de Medvedev será acompanhada dos anúncios pomposos dessas
ocasiões, como a meta de elevar o comércio bilateral dos US$ 5 bilhões
de 2007 para US$ 10 bilhões em 2010. Mas a crise financeira mundial,
que chegou pesadamente à Rússia, obscurece as perspectivas comerciais
com o país – a queda nos preços do petróleo já fez Medvedev adiar
anúncios de investimentos que faria nesta semana, na Venezuela, e
praticamente concentrou as expectativas nos negócios do campo
militar.

As reservas internacionais da Rússia, de quase US$ 600 bilhões em
agosto, caíram para pouco mais de US$ 450 bilhões e continuam caindo
no ritmo de mais de US$ 20 bilhões por semana, o crédito secou,
começaram as demissões nos setor automotivo e o governo já anunciou
pacotes bilionários de salvamento, como no Ocidente. Tudo isso reduz a
atratividade da cooperação econômica com o país, mas não afetou, até
agora, os planos em matéria de defesa.


As autoridades brasileiras dizem considerar normal a aproximação entre
Rússia e Venezuela, que farão exercícios militares juntos, no Caribe,
nesta semana
. Enquanto Chávez apresenta a aliança como uma resposta ao
“Império” americano, os próprios russos minimizam essa volta às
Américas, que insistem em classificar como um ressurgimento do
interesse puramente econômico na região. Combinado com a decisão dos
países sul-americanos de, pela primeira vez, estabelecerem um Conselho
de Defesa que exclui a grande potência ao Norte, esse movimento tem,
porém, forte implicações geopolíticas. Mesmo que os presidentes Lula e
Medvedev, amanhã, digam o contrário.

Fonte: Valor Econômico

Foto: Mi-35 da versão comprada pela Venezuela – defense industry daily

Nota do Blog: espera-se que esse contrato há muito falado, e antecipado agora categoricamente pelo jornal Valor Econômico , seja formalmente assinado nesta quarta-feira, último dia do presidente russo Medvedev no Brasil antes de seguir viagem para a Venezuela.

 
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