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Os ‘novos’ F-5N da US Navy

A US Navy recentemente completou o programa de seis anos, de compra e reforma de 44 caças F-5E Tiger II, adquiridos da Força Aérea Suíça. Estas aeronaves, designadas F-5N, vão permitir que a Marinha Americana possa voar caças dedicados ao papel de adversários, pelo menos até o Ano Fiscal de 2015.
Os antigos F-5 da US Navy estavam muito desgastados e no ano 2000, decidiu-se substituí-los por uma nova aeronave.
Os suíços eram operadores de longa data do F-5 e tinham superávit de aeronaves disponíveis. Sendo assim, foi assinado um acordo entre os governos da Suíça e dos EUA, para a transferência inicial de 32 monoplaces, no valor de US$ 50 milhões.
Os F-5E suíços foram fabricados com melhores qualidades de manejo. Suas diferenças físicas incluem um nariz mais afilado, raízes das asas redesenhadas e flaps automáticos, provendo um aumento de capacidade em relação aos antigos aviões.
Eles também tinham poucas horas de vôo e estão em grande forma. Os aviões vieram da Suíça desmontados em C-130 e enviados à Northrop Grumman em St. Augustine, para um processo de remodelação.
Nas fotos, o novo F-5N com camuflagem em tons marrons e verde, aparece o lado do antigo, com cores azuladas.

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Reforço feminino na Amazônia

Em vista da recente publicação aqui mesmo no Blog do Poder Aéreo, de matéria sobre a WSO Vanessa Mahan da USAF, achamos por bem reproduzir (com justificável atraso, afinal este Blog tem pouco mais de um mês de vida), uma nota que saiu no site Tecnodefesa, em 15 de agosto. Nossa primeira oficial-aviadora a cumprir serviço de alerta no 1º/3º Gav pode não voar nos F-15E Strike Eagle mas, com a perseverança que lhe acompanhou até hoje, em breve deverá estar na primeira linha e, quem sabe, pilotar os sonhados “FX-2″. Mas provavelmente não deve estar se queixando de falta de ação no Esquadrão “Escorpião”!

AVIADORA NO ALERTA DE DEFESA AÉREA
Pela primeira vez, uma aviadora da FAB no serviço de alerta de defesa aérea

Por Ivan Plavetz
A primeira oficial aviadora da FAB a cumprir um período de serviço de alerta pertence ao 1º/3º G.Av. Esquadrão “Escorpião” sediado em Boa Vista (RR) e o pioneiro acontecimento ocorreu no último dia 13. A piloto, cuja identidade não foi divulgada, voa nos A-29 Super Tucano e esta apta, no caso de possível acionamento, para executar medidas de policiamento do espaço aéreo brasileiro.
As primeiras mulheres a freqüentar o curso de Formação de Oficiais Aviadores ingressaram na AFA (Academia da Força Aérea) em 2003 e onze delas chegaram ao final do curso em 2006. Dessas onze, três delas formaram-se pilotos de caça no final de 2007, freqüentando durante 11 meses o Curso de Formação Operacional (CEO) no 2º/5º G.Av. “Esquadrão Joker” em Natal.

Fonte e foto: tecnodefesa.

Obs: outras notícias veiculadas na internet dão conta de que a mesma oficial aviadora também participou da recente operação VENBRA V- 2008, em exercícios de defesa aérea conjuntos entre Brasil e Venezuela.

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Brasil fora do PAK-FA?

NEW DELHI, 29 de setembro – A Rússia e a Índia desenvolverão conjuntamente duas versões de um novo caça de quinta geração, afirmou o chefe de uma empresa indiana de defesa, na segunda-feira.

O caça avançado multifunção russo-indiano será desenvolvido pela Sukhoi, que faz parte da United Aircraft Corporation (UAC) da Rússia, juntamente com a Hindustan Aeronautics Limited (HAL), da Índia, conforme um acordo intergovernamental assinado em outubro de 2007.

“Os aviões terão diferentes asas, equipamentos eletrônicos e radares,” disse K. Baweja Ashok, presidente da HAL, após uma reunião da comissão intergovernamental russo-indiana, sobre a cooperação técnica militar, em Nova Deli.

Ele também disse que Índia vai desenvolver uma versão de dois lugares, para satisfazer as exigências da doutrina de superioridade aérea indiana, enquanto a Rússia vai desenvolver a versão de um único assento.
A Sukhoi russa disse há pouco que havia começado a construção de um protótipo do caça de quinta geração, que terá características de alta manobrabilidade e stealth, para garantir a superioridade aérea e a precisão na destruição de alvos terrestres e marítimos.

A versão russa será construída na fábrica de Komsomolsk-on-Amur, no Extremo Oriente da Rússia.
Os vôos de testes do caça de quinta geração terão início em 2009, e a produção em massa da aeronave pode começar em 2015, disse a Sukhoi.

A cooperação militar entre a Rússia e a Índia remonta quase meio século, e este país representa cerca de 40% das exportações de armas russas.

A comissão intergovernamental russo-indiana terá sessões realizadas anualmente, alternando entre Nova Deli e Moscou. A reunião anterior teve lugar na capital russa, em outubro de 2007.

FONTE: RIA Novosti

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A Embraer vai adiar por prazo ainda não definido a entrega de quatro aviões, prevista para 2009. O impacto será muito pequeno para uma companhia cuja meta é vender cerca de 200 aviões no próximo ano, mas é um efeito concreto da crise financeira internacional em uma das maiores empresas brasileiras.

Por enquanto, não há mudanças nas entregas de aeronaves previstas para este ano.

Segundo Antônio Luiz Pizarro Manso, vice-presidente executivo de relações com investidores da Embraer, o atraso ocorre a pedido dos clientes, que enfrentam problemas para financiar as aquisições no prazo, por conta da escassez de crédito no mercado externo. A empresa, que não divulga o valor das transações ou o nome dos clientes, informa que se tratam de jatos comerciais para diferentes destinos: dois para os EUA, um para a Austrália e um para a Europa.

” A Embraer não está imune a crise, mas preparada para enfrentá-la ” , disse Manso. A empresa, segundo ele, mantém reservas expressivas em caixa para minimizar a necessidade de captação de recursos. Os adiamentos abrem espaço para atender novos clientes ou antecipar entregas previstas para 2010.

No ano passado, a Embraer entregou 169 jatos, o maior volume da história da empresa. A previsão está entre 195 e 200 aeronaves este ano e entre 195 e 205 em 2009. Esses dados não incluem o novo jato executivo da companhia, o Phenon. A Embraer deve entregar entre 10 e 15 jatos doe modelo este ano e entre 120 e 150 em 2009.

A Embraer exporta 97% do que produz e seus embarques têm impacto na balança comercial. De janeiro a agosto deste ano, a empresa embarcou US$ 3,5 bilhões, alta de 49% em relação a igual período do ano anterior.

Fonte: Último segundo

 

Reforço feminino no Afeganistão

Entre os tripulantes de F-15E Strike Eagle da USAF, que operam a partir da Base de Bagram no Afeganistão, está a Capitão Vanessa Mahan, que é WSO (Weapon Systems Officer), ocupando o assento traseiro deste avião de ataque biplace.
Os F-15E pertencem à
455th Air Expeditionary Wing e cumprem missões de apoio aéreo aproximado nas regiões montanhosas do Afeganistão, auxiliando as tropas que combatem os talibãs.

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Expo Aero Brasil – 2008

Expo Aero Brasil 2008

A Expo Aero Brasil – Feira Internacional de Aeronáutica e Defesa, surgiu em 1997, na cidade de Sorocaba/São Paulo e, após 10 edições, transferiu-se para o CTA – Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial, na cidade de São José dos Campos, sede das maiores indústrias aeronáuticas e de defesa e a cerca de 80 quilômetros de distância da cidade de São Paulo.
Em sua última edição, ocorrida entre os dias 19 a 22 de junho de 2008, a EAB 2008 contou com a participação de 172 empresas expositoras, representando mais de 400 empresas de 18 países, contabilizando mais de US$30 milhões de dólares em intenções de compras.
O Brasil ocupa os seguintes lugares no mundo da aviação:

  • 2ª. maior frota de aviação geral;
  • 2ª. maior frota de aeronaves executivas (jatos e turbo-hélices);
  • 3ª. maior frota de helicópteros e aeronaves agrícolas;
  • 2º. maior parque industrial de aeronaves leves (21 empresas);
  • 3ª. maior indústria aeronáutica (Embraer);
  • 2º. maior parque de oficinas de manutenção;
  • 2ª. maior frota e número de empresas de taxi aéreo.

Com um território de 8.5 milhões de quilômetros quadrados e uma população de mais de 180 milhões de habitantes, o transporte aéreo é uma das principais ferramentas para a manutenção de seu desenvolvimento, integração e sustentação econômica.

Dentre as atrações da Feira, que contou com a presença de aeronaves militares (FAB e MB), aeronaves da Embraer, teve destaque o mock-up do jato PHENON 100, que estava aberto à visitação e a apresentação da Esquadrilha da Fumaça no encerramento, que mesmo com o tempo desfavorável, não decepcionou o público presente.

A EAB 2009 será realizada no período de 02 a 05 de julho de 2009 no CTA em São José dos Campos – SP.

NOTA DO BLOG: Na primeira imagem abaixo, o autor do post e das fotos Guilherme Wiltgen, ao lado de Ozires Silva, primeiro diretor e um dos fundadores da Embraer.

 

Gripens na SAAF

No dia 17 de setembro, na África do Sul, na abertura do Africa Aerospace and Defence Show 2008, caças Gripen da South African Air Force (SAAF) voaram em formação na cerimônia de boas-vindas.
A SAAF encomendou 26 caças Gripen C/D, sendo 17 monopostos e 9 bipostos, e receberá todos os aviões até 2012.
Notar na foto acima que os Gripen da SAAF usam a técnica do canopy falso pintado sob a fuselagem, visando enganar oponentes no dogfight, quanto ao verdadeiro aspecto da aeronave.
No gráfico mais abaixo, os equipamentos e armas que podem ser levados pelo Gripen.

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Aproveitando a curiosidade despertada pelo HAL (Hindustan Aeronautics Limited) Tejas em vários freqüentadores deste Blog e mais ainda nos do Blog Naval, seguem duas pequenas histórias que mostram que já vem de longe o interesse da Índia em desenvolver caças próprios. O primeiro desses dois caças não muito conhecidos e pouco comentados é o bimotor HAL HF-24 Marut (Espírito do Vento). Desenvolvido por uma equipe liderada por Kurt Tank (projetista do lendário FW190 alemão da 2ª Guerra Mundial), voou pela primeira vez como protótipo em 17 de junho de 1961. Os exemplares de pré-série voaram em 1963, e o primeiro dos 112 aviões de produção, em 15 de novembro de 1967. Os Marut equiparam três esquadrões da IAF (Indian Air Force) e foram retirados de serviço em 1985.
Motores: dois Orpheus 703 (produzido sob licença pela HAL) com 4.850 libras de empuxo cada.
Armamento: quatro canhões Aden de 30mm, foguetes e bombas.
Envergadura: 9m. Comprimento: 15,87m. Altura: 3,60m.
Peso vazio 6.195 kg. Máximo de decolagem: 10.908 kg.
Velocidade máxima a 12.200m: 1.083 km/h.

HAL Ajeet. O “peso-mosca” dos caças leves

Se o HAL Tejas pode ser considerado hoje o “peso leve” dos caças leves a jato, o HAL Ajeet (Invencível) poderia ser considerado o “peso palha”, não fosse o britânico Folland FO 145 Gnat, que lhe deu origem, ainda mais leve: 200 quilos a menos, vazio. Em 1974, após montar 23 unidades e produzir outras 195 do Gnat original – aeronave que na versão treinadora equipou a equipe Red Arrows da RAF e é mais conhecida hoje por ter “estrelado” o filme “Top Gang” – a HAL desenvolveu uma série de melhorias no caça: introdução de tanques integrais nas asas, dois pontos duros extras para armamento, novos assentos ejetáveis e aviônicos, além de melhorias nos sistemas de controle. No total, as modificações fizeram com que o novo avião tivesse menos de 60% de comunalidade com seu predecessor. O protótipo do Ajeet voou em 5 de março de 1975 e o primeiro exemplar de produção, em 30 de setembro de 1976. Um total de 79 aviões foram produzidos até fevereiro de 1982 e, além desses, 10 Gnat originais foram convertidos para o padrão Ajeet. O vetor saiu de serviço na IAF em março de 1991.
Motor: Orpheus 701-01 com 4.500 libras de empuxo.
Armamento: dois canhões Aden de 30mm, foguetes e bombas.
Envergadura: 6,73m. Comprimento: 9.04m. Altura: 2,46m.
Peso vazio (equipado): 2.307 kg. Máximo de decolagem: 4.171 kg.
Velocidade máxima a 12.000m: 1.020 km/h.

Fotos: http://www.bharat-rakshak.com/IAF/

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Em Pequim, Chávez anuncia compra de aviões chineses

Presidente venezuelano também assinou acordos de petróleo;
aeronaves são de treino e reconhecimento

PEQUIM – O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou nesta quarta-feira, 24, a compra de aviões de treino e reconhecimento chineses, um assunto sobre o qual Pequim não se pronunciou, após um dia marcado pela assinatura de acordos de petróleo. “Estamos negociando e acordando a compra de alguns aviões que são de treino e reconhecimento que fazem muita falta para nós”, assinalou Chávez após encontro com o presidente da China, Hu Jintao.

Segundo o presidente venezuelano, a compra já foi acordada, mas não há ainda “detalhes”. Há algumas semanas, Chávez havia anunciado que compraria de Pequim 24 aviões de combate, enquanto outras fontes assinalaram seu interesse em sistemas de defesa antimísseis e submarinos a diesel, que provavelmente negociará na Rússia, para onde viaja na quinta-feira.

Chávez iniciou nesta quarta a agenda oficial de sua quinta visita à China, marcada pela assinatura de 26 acordos em que predominou o setor do petróleo. A Venezuela é o quinto maior produtor dessa commodity e envia à China 4% do petróleo que os chineses necessitam.

Com os acordos assinados nesta quarta, Caracas aumentará o volume de exportação, que hoje é de 250 mil barris diários, para 500 mil. Entre os documentos assinados também há o acordo de construção de uma refinaria em Cabruta, na Venezuela, e outra em Cantão, na China.

Além disso, os dois governos estudam a construção de três refinarias adicionais em solo chinês. “A China pode se transformar algum dia no principal destino de nosso petróleo”, ressaltou o chefe de Estado venezuelano.

Sobre a crise financeira, Chávez voltou a culpar Washington por sua “irresponsabilidade” e sua “grande farsa econômica”. Segundo Chávez, que ao lado de Hu foi um dos poucos líderes que não foram à Assembléia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, “é um dos mais culpados.”

FONTE: Estadão

 

Simulador de forças

Por Thiago Romero

23/9/2008

Agência FAPESP – Aspirantes a pilotos da Esquadrilha da Fumaça, grupo de profissionais da Força Aérea Brasileira que faz demonstrações de acrobacia aérea, acabam de ganhar um importante atrativo para a fase de treinamentos que antecede as tradicionais apresentações pelos céus do Brasil.

É que pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), no interior paulista, acabam de concluir, no Laboratório de Bioengenharia da entidade, o desenvolvimento de um simulador de forças para o avião Tucano, da Embraer.

O equipamento, criado pelo professor Antônio Carlos Shimano e pelo pesquisador Thiago Augusto Bezerra, simula, por meio de um sistema de molas e de outros acessórios, a força empregada pelos pilotos no manche (o controle manual utilizado para pilotar os aviões) durante a execução das manobras.

Ao medir as forças exercidas em vôo pelos pilotos e avaliar os músculos envolvidos nas manobras, o sistema auxilia na criação de um treinamento físico específico para cada indivíduo, visando ao fortalecimento dos músculos e à diminuição de dores e lesões.

Devido às longas jornadas de vôo, a força empregada no manche e os movimentos de repetição geram lesões importantes, que ocorrem, sobretudo, nos ombros e braços. O simulador poderá contribuir para o aumento da segurança de vôo com a melhora da força muscular dos pilotos.

“Fizemos um simulador o mais próximo possível das situações reais. A estrutura de sua base tem dimensões semelhantes às encontradas na aeronave T-27 [Tucano]. Outras partes importantes, como tamanho e inclinação do assento e a distância entre o assento e o apoio para os pés, também têm as mesmas características da aeronave”, disse Antônio Shimano à Agência FAPESP –. O estudo teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio Regular a Pesquisa.

Protótipo e patente

Shimano conta que no manche do simulador foram fixados sistemas integrados formados por tubos, molas de compressão e células de carga. As medições das forças no manche são realizadas com o auxílio de um analisador de sinal elétrico ligado a todas as quatro células de carga.

“Esse analisador tem a função de codificar, filtrar e digitalizar os sinais elétricos provenientes das células de carga. A leitura e o armazenamento dos dados das forças aplicadas em função do tempo são realizados por um software especialmente desenvolvido para o simulador”, explicou.

Para isso, um computador deve ser ligado ao analisador de sinal elétrico de modo que os dados de força aplicada, ângulo e tempo sejam apresentados na tela e armazenados na forma de gráficos e tabelas. “O procedimento de aquisição e representação gráfica é continuo até que o operador realize o comando de parada, quando o analisador não envia mais dados ao programa”, disse o professor da FMRP.

A validação qualitativa e quantitativa do equipamento foi realizada pelos próprios pilotos da Esquadrilha da Fumaça. “Esses ases da aviação brasileira aprovaram o equipamento quanto às forças envolvidas nas manobras realizadas no manche, que, segundo eles, são parecidas com as realizadas em vôo”, afirmou.

Shimano ressalta que o simulador é voltado para o treinamento muscular e não de vôo. “Para treinamento de vôo panorâmico existe outro equipamento na Academia da Força Aérea no qual os cadetes fazem simulações”, disse o docente, que leciona no Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor da FMRP.

Para cada manobra aérea há variações das forças exercidas no manche, aparelho que, dependendo do tipo e da intensidade da manobra, chega a exigir do piloto uma força até três vezes maior do que o seu próprio peso.

“Os cadetes ou pilotos da Força Aérea Brasileira, que são expostos quase que diariamente à força exercida em vôo, conhecida por força G, poderão reproduzir no simulador as manobras para que médicos, educadores físicos e fisioterapeutas possam avaliar as condições de seus membros superiores e realizar um fortalecimento muscular preventivo”, disse Shimano.

O protótipo do equipamento já está em Pirassununga, no interior paulista, para ser utilizado pelos pilotos da Esquadrilha da Fumaça e auxiliar na formação de cadetes da Academia da Força Aérea. Um pedido de patente foi protocolado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) pela Agência USP de Inovação.

FONTE: http://www.agencia.fapesp.br/materia/9466/especiais/simulador-de-forcas.htm

 

Falcões e Jaguares nos céus de Goiás

No dia 5 de setembro, na Base Aérea de Anápolis, a fim de realizar o treinamento do desfile aéreo em comemoração ao dia da Pátria, o CC (FN) Tonini, do Esquadrão VF-1 da Marinha do Brasil, realizou um vôo na aeronave MIRAGE 2000, com o Ten Cel Av Arnaldo, Comandante do 1º GDA (Grupo de Defesa Aérea), conhecido como “Jaguar”.
O CC(FN) Tonini teve a experiência ímpar de poder voar a aeronave recém chegada da FAB e efetivamente manobrá-la em vôo.
No dia 8 de setembro de 2008, o Ten Cel Av Arnaldo, Comandante do 1º GDA (Grupo de Defesa Aérea) e “Jaguar líder” realizou um vôo no Skyhawk N-1021 (foto abaixo), com o CC (FN) Tonini.
A aeronave decolou da Base Aérea de Anápolis com destino à área de treinamento de aeronaves de alta performance. O Cel Arnaldo teve a chance de voar o Skyhawk e ainda de realizar circuitos de treinamento de pouso a bordo de NAe, em terra.
Esse evento veio estreitar ainda mais os laços de camaradagem entre as duas Forças, em especial entre os Falcões e os Jaguares.

 

HAL Tejas, o pequeno caça indiano

vinheta-perfil-aereo O HAL Tejas é um caça leve multimissão de geração 4.5, desenvolvido pela Índia. O Tejas é uma aeronave sem estabilizador traseiro, com asas em delta, propulsado por um único motor.
Originalmente conhecido como Light Combat Aircraft (LCA), sua produção em série limitada começou em 2007, devendo alcançar o estágio full operational clearance (FOC) no final de 2010.

Uma versão biplace está em desenvolvimento, bem como uma variante naval, capaz de operar a partir dos navios-aeródromos da Índia.
A Força Aérea Indiana planeja fabricar em torno de 200 caças monoplaces e 20 biplaces, enquanto a Marinha deseja 40 monoplaces, para substituir seus Sea Harrier FRS.51 e Harrier T.60.

Através da utilização de técnicas modernas de projeto e o emprego de materiais compostos leves, espera-se que o Tejas torne-se o avião de caça mais leve do mundo, em produção.

O Programa LCA foi lançado em 1983 com dois objetivos: produzir um caça para substituir o MiG-21 e servir como veículo para o desenvolvimento da indústria aeronáutica da Índia, para alcançar a auto-suficiência. Entanda-se por “auto-suficiência” não apenas montar uma aeronave, mas a construção de toda uma indústria local de componentes, capaz de criar produtos comerciais “state-of-the-art” em todo o amplo leque de tecnologias modernas da aviação
Para melhor atingir estes objetivos, A Índia optou por ter uma diferente abordagem de gestão, e em 1984 criou a Aeronautical Development Agency (ADA), para gerir o programa LCA.

Embora a maioria descreva o Tejas é como um produto da Hindustan Aeronautics Limited (HAL), a responsabilidade pelo desenvolvimento do caça é na verdade da ADA, um consórcio nacional de defesa com mais de 100 laboratórios, organizações industriais, instituições acadêmicas, sendo a HAL seu principal contratante.

O projeto do LCA foi finalizado em 1990, seguindo um design em delta, com estabilidade estática relaxada (RSS), visando o aumento da capacidade de manobra. Mas para isso, foi necessário desenvolver localmente um sistema “fly-by-wire”, que acabou sendo bem-sucedido, depois de muita pesquisa e consultoria externa.

Outra tecnologia crítica desenvolvida pela Índia para o Tejas é um radar multimodo, o MMR, que está tendo problemas e atrasos. Por causa disso, algum radar estrangeiro terá de ser adquirido para equipar os aviões da produção inicial, até que o MMR fique pronto.

A Índia também decidiu fabricar um motor próprio, o GTRE GTX-35VS Kaveri, para seu caça leve, mas ainda não conseguiu fazê-lo funcionar a contento. Por isso, turbinas americanas GE F404-GE-IN20 estão sendo importadas para equiparem os primeiros Tejas de produção. A empresa francesa Snecma foi contratada para ajudar a Índia no término de desenvolvimento da sua turbina Kaveri, que falhou nos testes de grande altitude realizados na Rússia, em 2004.

Em termos de aviônica, o Tejas tem um cockpit compatível com NVG (night vision goggles), um HUD e três MFDs de 5×5″, dois SSDU e um painel “get-you-home”, com instrumentação essencial para levar o avião de volta à base, em caso de emergência.

O controle de vôo é HOTAS (hands-on-throttle-and-stick) e existe provisão para uso de visor com mira no capacete (HMDS) Dash, da Elbit.

Um sistema inercial a laser provê informações de navegação precisas ao piloto, que também tem à disposição um sistema IFF, rádios VHF e UHF,  e datalinks ar-ar e ar-terra.

Os aviônicos são integrados por três barras de dados 1553, com um computador de missão de 32bits.
No que tange à auto-proteção, o Tejas é equipado com uma suíte indiana de guerra eletrônica, conhecida como Mayavi (Ilusionista), composta de RWR, ECM, LWS e dispensadores chaff/flare.

A Índia diz que o Tejas tem algum grau de furtividade (Stealth), por ser pequeno e empregar muito material composto e RAM (materiais radar-absorventes) nas entradas de ar do motor.
O Tejas tem 13,2m de comprimento, envergadura de 8,2m e peso vazio de 5t. O peso carregado é de 12,5t e o máximo de decolagem é de 15,5t.
O caça pode voar a Mach 1.8, sendo capaz de carregar até 4t de armamento ar-ar e ar-superfície, em 8 pontos duros,  além do canhão interno GSh-23, de 23mm.

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