O Eurofighter Typhoon Tranche 1 Block 5 aparece nas fotos com sua respeitável carga de armas ar-solo. O Typhoon também deve participar do Programa FX-2 da FAB, mas não tem muitas chances em comparação com as outras aeronaves. O caça é usado pelo Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália e Áustria. A Arábia Saudita encomendou 72 Typhoon em 2007, por GB£4,43 bilhões (aproximadamente €6,4 bilhões).
Encerramos nossa primeira enquete no Poder Aéreo com a pergunta: “Quem vai ganhar o F-X2 da FAB?”. Foram 501 votos, tendo o Rafale alcançado o primeiro lugar, com 275 votos. Em segundo veio o Sukhoi Su-35, com 128 votos. Em terceiro, o AMX-T, com 24 votos, surpreendentemente à frente do Gripen, que ficou com apenas 17 votos. O Eurofighter ficou com 2 votos e o Lockheed F-16BR com 3, mas esse entrou muito tarde na enquete, e poderia levar mais votos.
O J-10 (Jian 10 ou Caça 10), é um caça multifunção chinês, desenvolvido pela Chengdu Aircraft Industry, que é parte da China Aviation Industry Corporation I (AVIC I). Estima-se que até 300 caças serão fabricados para o Exército de Libertação Popular da China (PLA), que inclui o Exército, Marinha e Força Aérea.
O J-10 é o substituto dos jatos J-7 e Q-5, sendo que a Força Aérea opera atualmente cerca de 250 J-7 (MiG-21) de defesa aérea, e por volta de 500 jatos Q-5, de ataque.
A China anunciou formalmente o J-10 em fevereiro de 2007, mas a existência do avião foi primeiramente relatada em 1994. O programa foi iniciado em 1988 e o primeiro vôo teve lugar em 1998. Uma variante de dois lugares efetuou o seu primeiro vôo em 2003.
Há relatos de que o J-10 entrou em serviço em 2005 e que está operacional em, pelo menos, dois esquadrões da Força Aérea do PLA. Também foi informado que o Paquistão vai receber as primeiras versões de exportação do J-10, cerca de 36 aeronaves, por volta de 2010. A China e o Paquistão têm trabalhado em estreita colaboração no desenvolvimento de um outro avião de caça, o JF-17 ou FC-1.
O tamanho e o design do J-10 são muito semelhantes às do caça Lavi da Israel Aircraft Industries, que foi cancelado. O Lavi (foto ao lado), por sua vez, utilizou tecnologias do caça F-16 americano.
O J-10 tem 11 pontos duros para armamentos, tanques externos e pods. Ele pode portar mísseis ar-ar chineses PL-8, P-11 ou PL-12, e o russos Vympel R-73, (AA-11 ‘Archer’) ou R-77 (AA-12 ‘Adder).
O PL-8 é uma variante do míssil israelense Python 3, guiado por infravermelho. O PL-11 é uma versão do míssil italiano Aspide, guiado por radar.
O PL-12 é um míssil chinês desenvolvido em colaboração com a Rússia. Ele usa a tecnologia do AA-12 com um motor foguete que lhe dá Mach 4 de velocidade e alcance de 50 milhas.
A aeronave pode ser armada com bombas guiadas a laser e mísseis antinavio YJ-8k ou C-801K, mísseis C-802 de ataque terrestre e antinavio, e o míssil anti-radiação YJ-9. Um canhão de 23mm é instalado internamente.
O J-10 possui um sistema de controle de vôo digital fly-by-wire e a configuração do cockpit é HOTAS (Hands-On Throttle And Stick), com um HUD de grande ângulo, um MFD colorido e dois MFD monocromáticos, além de provisão para mira no capacete. Os aviônicos são servidos por um barramento 1553B.
O avião é propulsado por uma turbina Saturn Lyulka AL-31FN de 12.500kg de empuxo com pós-combustão, do mesmo tipo que equipa os Su-27 e Su-30 chineses. O raio de ação do J-10 é de 600km, mas pode ser aumentado com reabastecimento em vôo.
O caça poderá ser equipado com pods de laser e infravermelho. Foram considerados vários radares embarcados para o J-10, dentre eles o chinês Tipo 1471, o russo Phazotron Zhuk-10PD ou Zhemchug, o chinês JL-10A, o israelense IAI ELTA EL/M-2035 e o italiano Galileo Avionica Grifo 2000. Algumas fontes dizem que o radar instalado pode rastrear 10 alvos simultâneamente e engajar 4 deles.
O Alenia Aermacchi M-346 é um treinador transônico, resultado do trabalho conjunto realizado pela Aermacchi e pela Yakovlev.
Em 1993, as duas empresas assinaram um acordo de parceira para um novo treinador que a Yakovlev estava desenvolvendo para a Força Aérea da Rússia. A primeira aeronave resultante voou em 1996.
Naquela altura, o jato era comercializado como Yak/AEM-130, mas no ano 2000, as diferenças de prioridades entre as duas empresas trouxe um fim à parceria, e cada uma seguiu um desenvolvimento independente da aeronave, mantendo a Aermacchi a comercialização mundial, exceto para a Rússia e as outras nações da CEI. A versão russa também está sendo desenvolvida pela Yakovlev e Sokol, num cronograma diferente.
O M-346 é uma versão altamente modificada do avião que a joint venture produziu inicialmente, e utiliza equipamentos exclusivamente de fabricantes ocidentais. O primeiro protótipo foi lançado em 7 de Junho de 2003 e voou pela primeira vez em 15 de Julho de 2004.
O M-346 foi concebido para a formação de pilotos de combate, capaz de operar em altos ângulos de ataque. Ele pode reduzir os custos operacionais (não possui pós-combustão) e de aquisição, além de ter alta confiabilidade, com dois motores e sistemas redundantes.
O design aerodinâmico do M-346 utiliza um gerador de vórtice para alta manobrabilidade e controlabilidade em elevado ângulo de ataque (até 40° graus), através de um sistema de controle Fly-By-Wire.
Os motores são Honeywell F124, o sistema de controle de vôo digital é da Teleavio/Marconi em colaboração com a BAE Systems, e os atuadores são Dowty e Microtecnica.
O M-346 tem 11,49m de comprimento, 9,72m de envergadura, peso vazio de 4.610kg<, peso máximo de decolagem de 9.500kg, velocidade máxima de 1.2 Mach, razão de subida de 6.401m/min e velocidade de stall de 166km/h. Nove pontos duros podem ser usados para uma variedade de armas, bombas, foguetes e mísseis. Abaixo, o Yak-130.
No início deste mês a USAF lançou sua primeira bomba JDAM de 500lb guiada a laser no Iraque. Desenvolvida pela USAF e pela Boeing, em resposta às exigências operacionais levantadas no início de 2007, a bomba GBU-54 foi desenvolvida em 17 meses e entrou em serviço em maio. A arma foi lançada a partir de um F-16 contra um veículo em movimento.
A JDAM usa uma combinação de GPS e um kit de guiagem a laser desenvolvido pela Elbit, para engajar e destruir alvos em movimento.
O L-15 Falcon é um jato de treinamento avançado que está sendo desenvolvido pela Nanchang-Hongdu Aviation Industry Group (HAIG), com supervisão da Yakovlev russa (daí a semelhança com o Yak-130).
O primeiro protótipo fez seu vôo inaugural em 13 de Março de 2006, e o segundo protótipo, de número 03, voou em 10 de maio de 2008.
O avião é projetado para a formação de pilotos para os caças Su-27, Su-30, J-10, e J-11. O L-15 é um concorrente direto do JL-9, da Guizhou Aircraft Industry Co, para a próxima geração de aeronaves de treinamento avançado da China.
Ele deve entrar em serviço em 2009/2010. Algumas características do L-15: peso normal 6.500kg, peso máximo 9,500kg, velocidade máxima de 1.4 Mach, razão de subida 150m/s, G-load de +8/-3, teto de 16.000m e raio de ação de 550km.
“A Rússia está pronta para fornecer à Síria armas defensivas”, afirmou o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia no dia 21/8, depois de uma reunião entre os líderes dos dois países, no resort de Sochi no Mar Negro.
O presidente sírio Bashar al-Assad foi à Rússia na semana passada para uma visita de dois dias, a fim de discutir as relações bilaterais e regionais, nomeadamente a situação no Oriente Médio e no Iraque. A mídia israelense relatou que a Rússia planeja instalar mísseis superfície-superfície SS-26 Iskander (foto) na Síria e em Kaliningrado, no Báltico, em resposta à proposta do escudo de mísseis dos EUA na Europa.
O sistema de lançamento SS-26 tem dois mísseis com alcance de 280 quilômetros, e ogiva de 480 kg de explosivos com 54 elementos. Esses mísseis seriam capazes de facilmente ultrapassar sistemas de defesa aérea, como o Patriot, por causa da habilidade do Iskander de realizar violentas manobras na fase terminal de vôo e também pela liberação de decoys (chamarizes) na trajetória.
É também muito difícil evitar um lançamento de um míssil Iskander, devido à mobilidade do sistema. Os EUA têm tentado reconsiderar o tratado de controle de mísseis para impedir a venda de armas desse tipo a outros países.
NOTA DO BLOG: A Geórgia afirmou que forças russas lançaram o Iskander contra alvos civis em território georgiano, entre eles a cidade de Gori, que foi devastada pelos repetidos ataques aéreos russos durante as recentes hostilidades. Um jornal georgiano também disse que os mísseis foram lançados contra o oleoduto de Baku-Supsa. Algumas fontes confirmam que os russos dispararam pelo menos 15 desses mísseis em alvos georgianos.
Anápolis (GO) 27/08/2008 – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Juniti Saito, receberam no dia 27/8 os últimos dois aviões de caça Mirage 2000 (designado F-2000 na FAB), de um lote de doze adquiridos da França. Os aviões substituirão os modelos anteriores de Mirage que saíram de serviço em 2005, e deverão fazer a ponte até a chegada dos novos aviões que serão adquiridos no projeto FX2, com entrega para após 2015.
Para comemorar a data, Jobim fez um vôo de aproximadamente 50 minutos em um Mirage. Segundo Jobim, esta compra marca o fim do ciclo de aquisições puras para a área de Defesa. Os novos modelos já serão adquiridos sob a ótica da transferência de tecnologia por parte do fabricante. “Significa a importância de nós encerrarmos um ciclo, que é o ciclo do Brasil comprador. Agora nós deveremos começar um novo ciclo, que é o ciclo do Brasil Parceiro”, afirmou Jobim, em entrevista coletiva após a cerimônia.
De acordo com Jobim, a intenção do Brasil é adquirir um pequeno lote inicial do novo avião que vier a ser escolhido e passar a desenvolver localmente uma plataforma que participe da produção das unidades seguintes. “A nova estratégia de Defesa significa que nós seremos produtores”. Segundo o ministro, os principais países que participam da disputa afirmam que estão dispostos a transferir tecnologia. Mas ele pondera que nem sempre os fatos confirmam a intenção, e cita o caso do governo americano, que recentemente dificultou a remessa de componentes adquiridos para o Supertucano, da Embraer.
Participam da disputa do FX2 as empresas norte-americanas Boeing (F/A-18 E/F Super Hornet) e Lockheed Martin (F-35 Lightning II), a francesa Dassault (Rafale), a russa Rosoboronexport (Sukhoi SU-35), a sueca Saab (Gripen) e o consórcio europeu Eurofighter (Typhoon).
O ministro elogiou a transparência da França e sua disposição de avançar, na área aeronáutica, da mesma maneira que avançou no acordo para a transferência de tecnologia destinada à produção de um submarino brasileiro de propulsão nuclear. Mas o ministro negou que haja decisão tomada em relação aos franceses para a aquisição dos novos aviões. “A partir de janeiro nós vamos abrir a discussão em relação ao FX. Evidentemente os franceses estão na concorrência; agora, tudo vai depender das conveniências ao Brasil”, concluiu.
Jobim destacou a importância da autonomia tecnológica e industrial para a consolidação da defesa brasileira. “O país que tem a capacitação nacional tem poder dissuasório real”, explicou Jobim. Ele esclarece que o fortalecimento da defesa do país não tem nenhuma causa específica externa . “Não estamos organizando e transformando as Forças Armadas pela perspectiva de um inimigo ou de uma ameaça. Estamos transformando na perspectiva da capacitação”.
Jobim observou que o país tem muitas riquezas a defender, como as áreas juridicionais de sua plataforma marítima, que somam 3,5 milhões de km2, e que deverão subir para 4,5 milhões. “São grandes riquezas. Só os leigos é que acreditam que não precisam estar capacitados para responder a qualquer ameaça”.
Quarta Frota- O ministro negou qualquer vinculação entre o fortalecimento da Defesa brasileira e a criação da Quarta Frota por parte dos Estados Unidos. “Não vamos nos conduzir da perspectiva de que os Estados Unidos estejam nos conduzindo. Nós vamos nos conduzir dentro das nossas condições e da nossa perspectiva de capacitação”.
O ministro, inclusive , relativizou a preocupação manifestada por algumas pessoas com a criação da Quarta Frota, que ele classifica de uma mudança administrativa dos Estados Unidos, que transferiram da Segunda Frota para a Quarta Frota alguns de seus meios navais.
“Eu não vejo problema nenhum, isso é uma decisão americana. O americano toma as decisões que bem quer. Nós não gostaríamos que as decisões que o Brasil está tomando agora no Plano de Defesa fossem objeto de objeções americanas. A autodeterminação dos povos é vital, e eu não vejo nenhuma dificuldade em relação à Quarta Frota. Fica nítido e claro que as relações com o Brasil continuarão sendo amistosas”.
Jobim também observou que não há preocupação exclusiva da Defesa com a área do pré-sal, onde foram localizadas reservas gigantes de petróleo. Esta é apenas uma das grandes riquezas que o País tem e que precisam ser defendidas, argumentou. “Nós temos que nos lembrar que a América do Sul é a maior reserva de energia do mundo hoje, é a maior reserva de produção de alimentos e a maior reserva de água doce. Nós temos a Amazônia e o aqüífero Guarani. Isto basta para que nós tenhamos capacitação”.
FONTE: www.defesa.gov.br
NOTA DO BLOG: Reproduzimos a nota e as fotos publicadas no site do Ministério da Defesa. Notar nas legendas das fotos que o pessoal da assessoria de imprensa errou o nome do avião, grafando “Mirrage” ao invés de Mirage com um “r” só. No texto da matéria nós corrigimos.
A Lockheed Martin ofereceu ao Brasil uma versão adaptada do F-16 no lugar do F-35 Joint Strike Fighter, originalmente especificado no pedido de informações (RFI) emitido em julho, num movimento que pode significar que os EUA não estão dispostos a fornecer o seu caça mais recente à nações aliadas, além dos parceiros do JSF.
O F-16BR será um dos seis competidores para o Programa F-X2. O Brasil também solicitou informações sobre o Boeing F/A-18E/F Super Hornet, Dassault Rafale, Eurofighter Typhoon, Saab Gripen e Sukhoi Su-35.
A FAB solicitou informações sobre o F-35, mas a Lockheed respondeu com uma proposta de “melhor compra pelo melhor preço”, uma versão avançada do F-16 “adaptada de modo a satisfazer as exigências descritas no RFI”. Segundo a Lockheed, “o F-16BR foi desenvolvido para satisfazer as exigências, o inventário, as datas de apresentação, as compensações e cooperação industrial, com o mais avançado e capaz F-16 disponível.”
A Força Aérea Brasileira tem um orçamento de US$ 2,2 bilhões para um lote inicial de até 36 aeronaves, com entrega no início de 2015, mas pode, eventualmente, atingir até 120 novos caças, para substituir sua frota de Dassault Mirage 2000, Northrop F-5Ms e Embraer/Alenia A-1M.
O Chefe do Estado Maior da Força Aérea da Indonésia, Marechal Soebandrio, afirmou recentemente que o acordo de empréstimo para aquisição de seis caças Sukhoi da Rússia deve ser assinado em setembro de 2008, e que os primeiros aviões são esperados para chegar na Indonésia no mesmo mês.
Serão três SU-30 MK2 e três SU-27 SKM , que vão se somar a 4 aeronaves Sukhoi já operadas pela Indonésia desde setembro de 2003. O memorando de entendimento (MoU) sobre os contratos públicos de aquisição de seis aviões Sukhoi foi assinado por ocasião da exposição aeroespacial de Moscou, em 21 de agosto de 2007. Segundo o documento, o valor da venda de seis aviões é de US$ 355 milhões.
Três unidades do tipo SU-30MK2 completos com o armamento foram programados para chegar na Indonésia em 2008 e os SU-27SKM em 2009.
Os seis caças Sukhoi vão substituir os aviões McDonnell Douglas A-4 Skyhawk do Esquadrão 11 da base aérea Hasanuddin, em Makassar. No mapa abaixo, os países usuários do Flanker.
A USAF anunciou um novo atraso no programa que vai permitir ao caça stealth F-22 Raptor se comunicar com outros caças, no campo de batalha.
A concorrência para a primeira fase do programa “Objective Gateway” foi agendada para começar em meados de agosto, mas o primeiro passo no processo de aquisição – liberar o pedido de propostas – foi interrompido, de acordo com a USAF, em 11 de Agosto.
O programa “Objective Gateway” visa a implantação de uma carga útil que pode fazer a ponte de comunicações de voz e dados entre o F-22 e de outros caças, que usam rádios incompatíveis. O sistema também servirá para conectar aviões que não usam o Link 16 no campo de batalha em rede.




















Comentários recentes