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Os cortes na Força Aérea dos EUA (USAF)

O Secretário da Defesa dos EUA Leon Panetta e o Joint Chiefs Chairman General Martin Dempsey delinearam ontem as mudanças programáticas resultantes da administração de Obama nas novas orientações de defesa estratégica e a redução prevista de cerca de 487 bilhões de dólares do orçamento do Pentágono nos próximos 10 anos. Entre eles, a Força Aérea irá:

  • Eliminar seis dos seus 60 esquadrões aéreos táticos, bem como um esquadrão de treinamento.
  • Rescindir o programa  da aeronave pilotada remotamente RQ-4 Global Hawk Block 30
  • Alienar a frota de 38 C-27Js; apoiar as forças terrestres com o C-130.
  • Aposentar 27 aeronaves C-5A, deixando uma frota de transporte aéreo estratégico com 52 C-5M e 222 C-17s.
  • Desativar 65 dos mais antigos C-130, resultando em uma frota de 318 C-130.
  • Fazer reduções equilibradas na Guarda Aérea Nacional, consistentes com as reduções no serviço ativo da Força Aérea e na Reserva da Força Aérea.

Ao mesmo tempo, a Força Aérea irá:

  • Financiar o seu bombardeiro de próxima geração e manter a frota de bombardeiros atual.
  • Avançar com o programa do avião-tanque KC-46A.
  • Manter 65 aviões remotamente pilotados  MQ-09/01, com uma capacidade máxima de 85. Como parte disto, os MQ-1s irão permanecer em serviço por mais tempo; A aquisição de MQ-9 será mais lenta.

Leia o documento com as prioridades do orçamento clicando aqui.

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Cauda dupla inclinada estará de volta nos testes de túnel de vento que a Boeing deverá iniciar neste trimestre

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Segundo matéria do site Flight Global, a Boeing deverá realizar uma nova série de testes de solo, de voo e de túnel de vento, relacionadas a diversas características fundamentais do F-15 Silent Eagle (SE) proposto para disputar o contrato F-X III da Coreia do Sul.

Os testes em túnel de vento em um modelo em escala do F-15 SE, com baias conformais de armamento, deverão começar em março ou abril, segundo o vice-presidente de vendas da Boeing, Howard Berry. As baias de armamento são tanques de combustível conformais modificados, e permitem que o F-15 leve seu armamento internamente, o que diminui a assinatura da aeronave aos radares.

Esses testes também vão determinar o desempenho aerodinâmico em diversos ângulos da cauda dupla inclinada proposta para o Silent Eagle. O conceito original da empresa apresentava as superfícies verticais inclinadas em 15 graus, sendo essa uma técnica para aumentar a furtividade do caça. Com esse tipo de cauda, o avião pode inclinar-se a 15 graus em cada lado sem apresentar um ângulo de 90 graus a radares aerotransportados.

Como um bônus não planejado, a cauda dupla inclinada também melhora levemente o desempenho aerodinâmico da aeronave, segundo a Boeing.

Já os testes de voo de um “F-15 internacional avançado” vão começar no quarto trimestre de 2012 ou no início do próximo ano, segundo Berry. O novo avião de testes que será construído terá os novos sistemas do cockpit, os sistemas digitais de guerra eletrônica e sensores revelados quando da apresentação do conceito do Silent Eagle, em 2009.  Os testes visam preparar o caça para que este possa entrar em serviço na Coreia do Sul em 2016.

Em breve, a Coreia do Sul deverá lançar um pedido de propostas (RFP) para o requerimento do F-X III. Espera-se que um contrato para a aquisição de 62 aviões seja concedido em outubro. A Boeing provavelmente vai competir com o Eurofighter Typhoon e o Lockheed Martin F-35.

FONTE: Flight Global (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTO: Boeing

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Segundo reportagem do site AIN Online desta sexta-feira, 27 de janeiro, recentes declarações do Governo Britânico e da BAE Systems esclareceram o atual andamento das negociações para vendas do Eurofighter Typhoon para Omã e Arábia Saudita. Omã já enviou, formamente, um RFP (pedido de proposta). Já a Arábia Saudita, que recebeu 24 aeronaves produzidas na linha de montagem de Warton, no Reino Unido, ainda está negociando o preço e a configuração de mais 48 caças, assim como acordos de montagem e manutenção.

Há dois anos, parecia que o contrato com Omã tinha sido acordado. O então primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, deu a entender isso em declarações públicas, e e uma aeronave em montagem final em Warton foi alocada para Omã. Mas uma fonte da indústria britânica disse à AIN que Omã não compraria o Typhoon se este não tivesse um radar AESA (de varredura eletrônica ativa). Desde então, Omã requisitou um segundo lote de caças F-16 dos Estados Unidos, apesar da venda ainda não ter sido confirmada.  Na semana passada, o Governo Britânico disse que o RFP representa um importante passo na direção de um contrato, e que a venda dos caças Typhoon “traria maiores benefícios econômicos, de treinamento e de educação para Omã.”

Anteriormente, ainda em  janeiro, a  BAE Systems reconheceu que o hiato na venda “Al Salam” para a  Arábia Saudita reduziria os ganhos da empresa de 2011 em relação a previsões anteriores. Mas também disse que foram feitos “bons progressos” em recentes discussões em todos os itens à exceção da escalada de preço”. Enquanto isso, como a AIN já havia noticiado, subseções de caças Typhoon alocadas à Arábia Saudita foram estocadas em Warton.

Aparentemente, tanto Omã quanto a Arábia Saudita estão segurando seus pedidos para poderem receber o Typhoon em seu padrão Tranche 3, com uma integração de armas mais abrangente assim como um radar AESA. A Índia também recebeu a oferta de aprimoramentos como esses para atender ao seu requerimento MMRCA (aeronave de combate multitarefa de porte médio) de 126 caças. A decisão já bastante adiada da Índia, entre o caça produzido por quatro países e o totalmente francês Rafale, poderá ser anunciada na semana que vem.

FONTE: AIN Online (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTOS: Eurofighter

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O Pentágono anunciou que a Boeing vai receber mais US$ 687.484.033 para modificação do teto de preço para um contrato anteriormente concedido do tipo “fixed-price-incentive-fee multiyear procurement contract” para fornecer 14 jatos adicionais F/A-18E e um F/A-18F.

De acordo com a variação na quantidade da cláusula, esta aquisição elevará o número de aeronaves F/A-18E para este contrato de 55 para 69 aviões, e os F/A-18F de 20 para 21.

FOTO: US Navy

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A Nasa deu início na quinta-feira às homenagens para marcar as maiores tragédias espaciais de sua história. O dia de hoje marca os 45 anos do primeiro acidente, que causou a morte de três astronautas americanos.

Os tripulantes do Apollo 1, Gus Grissom, Ed White e Roger Chaffee morreram no dia 27 de janeiro de 1967 em um incêndio no módulo de comando durante um teste do dispositivo. Apesar do desastre, o programa continuou para levar à Lua, em 16 de julho de 1969, na nave Apollo 11, os astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins.

Como em todos os anos, na última semana de janeiro, a agência espacial quer “homenagear suas vidas e lembranças”, disse o diretor da Nasa, Charles Bolden, durante uma cerimônia ontem. Bolden espera que estes sacrifícios sirvam de inspiração para as próximas gerações e pediu aos funcionários da Nasa para que façam ouvir sua opinião e se dirijam a seus superiores para que “a segurança seja sempre prioridade”.

Além do Apollo 1, outras duas grandes tragédias marcaram a conquista espacial americana. A nave Challenger se desintegrou em 28 de janeiro de 1986, pouco mais de um minuto após seu lançamento no Centro Espacial Kennedy. Entre os sete tripulantes que morreram estava Christa McAuliffe, uma professora que fazia parte de um projeto da Nasa para levar a ciência aos estudantes.

A tragédia causou um grande impacto na sociedade americana, o que levou a Nasa a realizar uma revisão em todos os seus sistemas e procedimentos centrada na segurança. No entanto, em fevereiro de 2003, os Estados Unidos enfrentaram outra tragédia espacial, quando os sete tripulantes da nave Columbia morreram no momento que entraram na atmosfera terrestre.

FONTE: Terra, com informações de agências internacionais.

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Primeira empresa a utilizar o dispositivo no Brasil, a Azul recebeu autorização da Anac para fazer uso do Eletronic Flight Bag Class II, conhecido por EFB. O equipamento avançado funciona como uma central eletrônica de informações onde são disponibilizados documentos e manuais eletrônicos, software para cálculos de desempenho, peso e balanceamento, cartas eletrônicas para navegação, além de uma série de funções para as operações de voo.

Os EFBs classe II estão instalados em todos os jatos Embraer da Azul e funcionam como um painel adicional do avião. Com EFB fica totalmente dispensável o uso de documentos impressos, exceto as guias de referência rápida de voo (QRH).

A certificação desse equipamento traz grandes benefícios às operações da companhia, além de serem mais sustentáveis. “O equipamento fornece aos pilotos todas as informações necessárias durante o voo, conferindo mais segurança e navegabilidade”, afirma o Cmte. Miguel Dau, Vice-presidente Técnico-operacional da Azul.

Além dos jatos Embraer, a companhia aguarda a aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil para certificar também a frota dos novos turboélices ATR 72-600, equipados com o mesmo modelo de EFB. Quando aprovado, a companhia deverá passar a utilizar o EFB em toda sua frota, até o final deste ano.

FONTE: Agência Estado

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Por Daniel Rittner | De Brasília

O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, descarta adiar o leilão dos aeroportos previsto para o dia 6 de fevereiro e espera uma disputa “bastante acirrada”. Segundo ele, os ajustes discutidos com o Tribunal de Contas da União (TCU) são “pequenos” e não exigem recontagem de prazos, se houver a necessidade de mudar aspectos do edital. O tribunal analisará o documento em reunião plenária do dia 1º. “Não há nenhuma chance de adiarmos o leilão. E nem do TCU, até agora, tivemos nenhuma sinalização nesse sentido”, disse o ministro.

Bittencourt também afastou os rumores de que o governo ainda cogitaria reduzir a participação da Infraero – de 49% nas sociedades de propósito específico formadas para administrar os aeroportos. “Essa é uma premissa básica da nossa modelagem”, ressaltou. De acordo com ele, a obrigatoriedade de associação com a estatal não é motivo de discórdia na iniciativa privada. “Há empresas interessadas nos aeroportos, como grandes operadoras estrangeiras, que não querem nenhum outro sócio, só a Infraero.”

O ministro aposta em um ágio “grande”, mas não se arrisca com um percentual. “É claro que vai ter [ágio], e acho que grande, mas eu parei de tentar acertar”, disse Bittencourt, lembrando palpites que falharam em outras concessões, quando era diretor de infraestrutura do BNDES. Ele ainda mandou um recado às empresas que vem insistindo em pedir adiamento do leilão. “Se nós entrarmos nesse tipo de conversa, adiamos pelo resto da vida.”

O lance inicial é de R$ 3,424 bilhões para Guarulhos, de R$ 1,471 bilhão para Viracopos e de R$ 582 milhões para Brasília. Os recursos, no entanto, não entram para o Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) de uma vez. Eles serão pagos em parcelas anuais, ao longo das concessões – que duram entre 20 e 30 anos -, diretamente para o fundo da aviação. Com isso, o governo está fazendo uma espécie de blindagem contra eventual contingenciamento do Tesouro, ao contrário dos fundos criados a partir da privatização das operadoras de telefonia.

A Secretaria de Aviação Civil criou novos incentivos para os investimentos das futuras concessionárias. Uma portaria publicada ontem no “Diário Oficial” da União disciplina os requisitos mínimos para a aprovação de projetos de investimento em obras de infraestrutura aeroportuária. A medida vale também para o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, que está sendo construído em Natal (RN).

De acordo com a regra, as empresas formadas para explorar os aeroportos concedidos poderão emitir debêntures com desconto no imposto de renda de quem ficar com esses papéis. “Isso vai diminuir o custo de captação e cria uma nova alternativa às empresas para financiar seus investimentos”, afirmou Bittencourt.

A incidência do imposto de renda sobre os rendimentos auferidos pelos detentores dessas debêntures será de zero para pessoa física e de 15% para pessoa jurídica. Os títulos ou valores mobiliários deverão ser remunerados por taxa de juros pré-fixada vinculada a índice de preço ou a taxa referencial (TR), vedada a pactuação total ou parcial de taxa de juros pós-fixada. As concessionárias deverão submeter os projetos de investimento candidatos a esses benefícios à aprovação da Secretaria de Aviação Civil, que terá 30 dias para atestar a relevância da proposta e a conformidade da documentação.

Esse instrumento visa complementar a linha de financiamento anunciada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na semana passada. O apoio do banco pode chegar a 80% do investimento total das futuras concessionárias.
Até o fim do primeiro trimestre, Bittencourt acredita que estará pronto o plano de outorgas dos aeroportos, uma iniciativa inédita. Esse plano determinará quais aeroportos da rede atual ficarão com a Infraero, quais serão administrados localmente – por Estados ou municípios – e quais serão concedidos para a iniciativa privada. Mas há segredo de Estado quanto aos terminais escolhidos para novas concessões.

Bittencourt assegurou que os passageiros, em 2012, verão mais obras sendo tocadas pela Infraero. “Resolvemos uma série de problemas acumulados com licitações e agora estamos conseguindo efetivamente contratar as obras”, disse o ministro. Ampliações dos terminais existentes ou novas estruturas começarão a sair do papel, nos próximos meses, em aeroportos como Manaus, Fortaleza, Cuiabá e Goiânia.

FONTE: Valor Econômico

Vinicius Carrasco e João Manoel Pinho de Mello

O atual estado dos aeroportos brasileiros é incompatível com as necessidades de um país cuja demanda por transporte aéreo tem aumentado substancialmente ao longo dos últimos anos, e que sediará eventos importantes nos próximos anos. A concessão do direito de exploração de aeroportos a empresas especializadas (ou ao menos mais especializadas na exploração de aeroportos que o governo) gerará ganhos de eficiência e gestão, o que certamente beneficiará os usuários e o Tesouro, que poderá se apropriar de parte dos ganhos de gestão a serem introduzidos por meio da receita obtida com a privatização. Portanto, é salutar a iniciativa do governo de privatizar os aeroportos de Guarulhos, Brasília e Campinas.

Os ganhos a serem proporcionados aos usuários e ao Tesouro com a privatização dependem, entre outros fatores, do mecanismo de venda utilizado pelo governo. Na última semana, foi feito o anúncio das regras do leilão que determinarão a concessão dos aeroportos.

Um dos responsáveis afirmou que será “um dos leilões mais complexos” já realizados no país. Isso parece contradizer um princípio básico sugerido pelos maiores especialistas no mundo em desenho de regras de leilões: um bom desenho deve fazer com que seja fácil para os participantes obter bons resultados no leilão. Isso induzirá maior participação e competição e fará com que os participantes se sintam seguros para fazer lances que reflitam sua percepção do valor do objeto leiloado. Regras que, por exemplo, demandem que seus participantes consigam prever de maneira precisa o comportamento dos oponentes tendem a ter maus resultados práticos.

Brasil parece querer arranjos genuinamente nacionais quando se pensa em desenhar mercados
Pode-se arguir que complexidade per se não é algo muito importante, uma vez que os participantes de um leilão como esse são bastante sofisticados e entenderão perfeitamente suas regras. Mais: como nos ensinou Neném Prancha, “o importante é o principal, o resto é secundário” e que, embora complexas, as regras propostas fazem muito bem ao principal.

O “principal” a ser alcançado em um leilão envolve dois componentes: 1) eficiência, pois o leilão deve alocar os aeroportos às empresas mais aptas a gerí-los e que implantarão de maneira mais eficaz as melhorias necessárias, o que gerará benefícios aos usuários; 2) receita, pois o leilão deve induzir que as empresas façam lances altos, o que resultará em maiores recursos para o Tesouro. Nossa impressão é que o “principal” vai mal no desenho proposto. Vejamos dois exemplos.

No primeiro estágio do leilão proposto, os participantes deverão fazer lances em envelopes fechados para os aeroportos que sejam de seu interesse. Nesse estágio, as regras do leilão estabelecem que, se um determinado aeroporto receber o lance de um único participante, esse aeroporto será vendido ao participante em questão, que terá as ofertas feitas para outros aeroportos descartadas (a razão para que nenhum participante leve mais que um aeroporto não está clara, uma vez que a possibilidade de exercício de poder de mercado nos parece bastante limitada; mas vá lá).

Agora, suponha que, antes de saberem os preços finais, os participantes considerem que o aeroporto A seja o mais rentável e que B seja o aeroporto cujos resultados futuros sejam os mais arriscados e menos promissores. Caso façam lances por B no primeiro estágio, os participantes correm o risco de terem as ofertas para A desconsideradas.

Obviamente, os participantes ficarão um tanto reticentes em fazer lances por B. Como consequência, numa situação na qual prever o comportamento dos oponentes seja difícil, há uma chance de não haver lances por B, o que fará com que o resultado final seja ineficiente (seria melhor alocar o aeroporto B a algum participante). Caso haja lances por B no primeiro estágio, é provável que eles sejam baixos, uma vez que os participantes demandarão um “prêmio” para compensá-los pelo risco de terem suas ofertas por A descartadas. Lances iniciais baixos certamente não contribuem para a receita final do leilão.

Um segundo exemplo de mau desenho é a regra que seleciona os vencedores baseada no “Maior Valor Global de Contribuição”. Entre outras coisas, essa regra pode fazer com que um participante que tenha feito a segunda menor oferta por um aeroporto acabe como vencedor.

Em geral, tudo o mais constante, participantes mais aptos a gerir um ativo estão dispostos a fazer lances mais altos por esses ativos. A regra, portanto, faz com que um aeroporto possa vir a ser gerenciado por um participante que não é o mais apto, o que introduz uma ineficiência (e resultante redução nos benefícios a usuários). Um incauto poderá argumentar que a contrapartida à redução de eficiência é um aumento de receita, uma vez que vencedores serão escolhidos de maneira com que a “contribuição global” seja máxima. O argumento ignora o fato que os participantes deverão responder a essa regra fazendo lances menos agressivos (ou, como diria outro gênio do futebol, para que a tática funcione, é preciso combinar com os russos). Os efeitos sobre receita podem ser bastante deletérios.

A avaliação a posteriori do desempenho do efeito de regras sobre o desempenho de um determinado leilão é bastante difícil, pois envolve uma análise contra-factual (quais teriam sido os resultados sob outras regras). No entanto, os problemas acima apontados não existiriam se as regras do leilão fossem, por exemplo, mais próximas das de um “Leilão Simultâneo Ascendente”, como o utilizado com bastante sucesso nos leilões de espectro da FCC americana e aplicado em várias instâncias ao redor do mundo. Nesse leilão, os participantes podem obter bons resultados com estratégias bastante simples. Mais: o leilão induz eficiência e boa receita ao leiloeiro.

Outros desenhos, com boas propriedades teóricas e já testadas na prática, também são possíveis. No entanto, assim como na política macroeconômica, parecemos querer arranjos genuinamente nacionais quando pensamos em desenhar mercados. Policarpo Quaresma estaria muito orgulhoso das contrapartes econômicas do nosso Tupi.

Vinicius Carrasco e João Manoel Pinho de Mello são Ph.Ds em economia pela Stanford University e professores do Departamento de Economia da PUC-Rio.

FONTE: Valor Econômico

 

USAF vai retirar de operação seus Global Hawk

Após anos de rumores sobre problemas no Northrop Grumman RQ-4 Global Hawk, o Pentágono planeja descontinuar a fabricação desta aeronave de vigilância não tripulada de longa resistência devido ao seu alto custo e manutenção. De acordo com um informe do Defensenews.com, apesar da recente aquisição do Global Hawk Block 30, com o custo de cada aeronave estimado em cerca de US $ 215 milhões, a USAF planeja parar de fabricar as aeronaves e as existentes na frota atual serão desativadas.

Não está claro quantos Global Hawks a Força Aérea tem. Três aeronaves foram mobilizadas em apoio à guerra global contra o terrorismo, servindo nas guerras do Iraque e do Afeganistão. A USAF de vez em quando manifestou a sua preocupação sobre o Global Hawk.

O Maj.Gen. David Eichorn, do U.S. Air Force Operational Test and Evaluation Centre (AFOTEC), havia dito numa entrevista em 2011 que o Global Hawk Block 20/30 era “eficaz com limitações significativas” e que “não era adequado e parcialmente capaz para a missão”.

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