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Bildt: compra de caças não será tema central

Chanceler sueco visitará o Brasil na próxima semana

CARL BILDT

vinheta-clippingO chanceler da Suécia, Carl Bildt, disse nesta segunda-feira no México que a compra de caças pelo Brasil, na qual os modelos suecos da SAAB competem com os americanos da Boeing e os franceses da Dassault, não será o tema central da visita que fará a Brasília, próxima escala na região.

“Não exageraria a importância da visita e da compra. A viagem à América Latina visa, principalmente, desenvolver relações políticas”, disse Bildt em entrevista à imprensa.

A decisão do Brasil sobre a compra de aviões supersônicos será tomada “sobre outras bases”, acrescentou Bildt, que partirá na noite de terça-feira para Brasília.

O Brasil está prestes a definir a compra de cerca de 30 caças e estudou ofertas para os modelos Rafale, de Dassault, os F-18 Super Hornet da Boeing e os Gripen NG de SAAB.

O preço dos aviões franceses seria de 6,2 bilhões de dólares; dos americanos, 5,7 bilhões e dos suecos, 4,5 bilhões de dólares, de acordo com cifras publicadas pela imprensa brasileira.

FONTE/FOTO: AFP, via Notimp/ejpress

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Concurso: taifeiros da aeronáutica

Inscrições vão até o dia 11 deste mês

Estão abertas as inscrições para o Exame de Admissão ao Curso de Formação de Taifeiros da Aeronáutica

De 25 de janeiro a 11 de fevereiro estão sendo realizadas as inscrições para o Exame de Admissão (Modalidade B) ao Curso de Formação de Taifeiros da Aeronáutica.

O Exame de Admissão destina-se a selecionar cidadãos brasileiros, do sexo masculino, a fim de suprir as necessidades de pessoal para os serviços de taifa das especialidades de Cozinheiro (TCO) e Arrumador (TAR) nas Organizações Militares do Comando da Aeronáutica.

Confira o Quadro de Distribuição de Vagas, o local de realização do curso, condições para inscrição entre outras informações, no site da FAB.

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O público do ‘Poder Aéreo’ na Rússia

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Estatísticas do mês de janeiro de 2010 fornecidas pelo Google Analytics.

O que é o Google Analytics?

Google Analytics é um serviço disponibilizado pela Google onde a cada exibição, estatísticas de visitação são enviados ao sistema e disponibilizado ao dono do site.

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F-X2: uma visão jurídica sobre a decisão

justiça

vinheta-clippingRecentemente, o governo brasileiro optou pela compra dos caças franceses, o Dassault Rafale, para a FAB (Força Aérea Brasileira). Não obstante os argumentos a favor e contra esta aquisição, entendemos que uma provocação nesta discussão, de natureza jurídica, poderá contribuir para uma visão mais global da questão.

Ao que parece, ao cabo do procedimento de seleção, a opinião pública debate, de forma geral, se o embasamento do Planalto para a compra foi, ou não, suficiente para a escolha. E, ainda, se isso justifica o considerável valor a maior a ser pago e outros relevantes aspectos de cunho técnico, social e político.

Juridicamente, entendemos ser salutar o debate para dizer se foram observadas as normas de Direito Público aplicáveis, mais especificamente à matéria de licitações e contratos administrativos, especialmente o princípio da vantajosidade e, de forma mais geral, o princípio processual da motivação.

Quanto ao princípio da motivação dos atos administrativos, este se encontra presente difusa e implicitamente previsto na Constituição Federal (necessidade de motivação dos atos judiciais, artigo 93, inciso IX), posto que a transparência e a exposição clara e completa de motivos é pressuposto nos Estados Democráticos de Direito.

Não obstante a falta de disposição expressa na Constituição, notáveis leis posteriores trataram de suprir tal falha, como a Lei Federal de Processo Administrativo (Lei 9.784/99, art. 2º) e a Constituição Paulista, nos seção dos princípios que regem a Administração.

Entendemos que a motivação do ato administrativo é, como regra, inafastável, pois constitui garantia de legalidade, tanto com relação aos particulares interessados quanto ao Poder Público, pois permite a fiscalização, a qualquer momento, da legalidade do ato em questão.

Isso dito, quando o Poder Público pretende utilizar-se do erário, do dinheiro público, para contratar visando determinada obra, serviço ou bem, ele se submete, em princípio, ao regime jurídico das licitações e contratos administrativos. Ou seja, deve seguir as normas da lei nº 8.666/93 (Lei das Licitações), cujo artigo 3º preclara serem seus princípios-macro: a garantia de isonomia de tratamento entre os licitantes; a sujeição à da legalidade e; finalmente, a busca pela proposta mais vantajosa (vantajosidade).

A vantajosidade determinada no artigo 3º da Lei das Licitações espelha basicamente a busca por contratação que seja tanto economicamente mais vantajosa (menor gasto de dinheiro público) quanto que assim o seja qualitativamente (melhor gasto). Contudo, vale ressaltar que o contexto da lei 8.666/93 privilegia o menor preço, sugerindo-o como regra nos procederes de que trata.

Outra regra fundamental nas contratações da administração pública é à obrigatoriedade da adoção do procedimento licitatório para efetuá-las, sendo que a dispensa de licitação e a inexigibilidade de licitação são exceções.

Quanto à primeira exceção, a dispensa, ela afasta a necessidade de licitação nos casos previstos em lei – na 8.666/93, e estão arroladas no artigo 24 – enquanto que a inexigibilidade decorre da inviabilidade de competição, ou seja, quando apenas determinada empresa ou profissional seja apta à prestação de que a administração pública necessite. E o caso, por exemplo, da necessidade da administração na contratação de um profissional que seja, reconhecidamente, uma sumidade em sua área de atuação.

No caso da compra dos caças, houve dispensa de licitação, nos termos do inciso 24, inciso XXVIII, “para o fornecimento de bens e serviços, produzidos ou prestados no País, que envolvam, cumulativamente, alta complexidade tecnológica e defesa nacional, mediante parecer de comissão especialmente designada pela autoridade máxima do órgão”.

Desta forma, muito embora a motivação seja, via de regra, inafastável nos atos da administração pública – conforme princípio insculpido no artigo 2º da Lei de Processo Administrativo – verifica-se, no inciso acima citado, que há obrigatoriedade de parecer técnico apto a justificar a dispensa em questão. Decorrência lógica de sua ausência ou deficiência é restar o ato em questão viciado, ao ponto de poder ser considerado nulo de pleno direito.

Neste caso, houve parecer da FAB, elencando elementos econômicos, técnicos e sociais que propugnaram pela aquisição do caça Saab Gripen, da Suécia, logo, como as decisões neste caso são vinculadas a parecer técnico, sem se tomar partido quanto ao acerto do Governo Federal na temerária refutação desse documento, esta deve, no mínimo, superar os argumentos em contrário e conter elementos evidenciem a vantagem ao interesse público na contratação.

E que tais elementos sejam disponibilizados para controle e fiscalização da sociedade e dos Poderes Constituídos.

Carlos Eduardo Moreira – especialista em Direito Administrativo, mestrando em Direito do Estado pela PUC-SP e sócio fundador do escritório Valentim, Braga e Balaban Advogados

FONTE: Administradores.com

NOTA DO BLOG: destaques nossos

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CMC fornecerá cockpits modernizados para os Hawk 66 da Finlândia

novo cockpit hawk finlandia - foto CMC

Grupo Patria seleciona a Esterline CMC Electronics para a modernização do cockpit dos jatos Hawk Mk66 da Força Aérea Finlandesa, adquiridos à Suíça

No início do mês, durante o Singapore Air Show, a Esterline CMC Electronics (CMC) informou que foi selecionada pelo grupo finlandês Patria para fazer a modernização dos cockpits da frota de 18 treinadores a jato BAE Systems Hawk Mk66, que a Força Aérea Finlandesa adquiriu da Força Aérea Suíça em 2007. Segundo a empresa, o contrato inclui a adaptação da sua suíte integrada de aviônicos Cockpit 4000 (do tipo “glass cockpit”, cuja arquitetura pode ser vista no diagrama mais abaixo).

Trata-se da mesma suíte empregada na modernização de oito aeronaves Hawk Mk51 da mesma Força, cujas entregas acabam de ser finalizadas. Assim, ao final deste novo contrato, a Força Aérea Finlandesa poderá contar com uma frota de 26 treinadores Hawk, sendo 18 Mk66 e 8 Mk51, compartilhando os mesmos aviônicos e cockpits. Segundo a CMC, a suíte integrada de aviônicos Cockpit 4000 foi planejada especificamente para prover baixos custos de treinamento, para que se possa empregar o mesmo equipamento desde a fase básica até a avançada, podendo oferecer também capacidades superiores -  incluindo, caso o cliente solicite, o emprego operacional de armamento.

cockpit 4000 - ilustração CMC

Para a Patria, a modernização reforça a capacidade do grupo em apoiar a Força Aérea Finlandesa, como um parceiro estratégico na área de desenvolvimento de softwares para instrução operacional de voo, o que combina com os esforços conjuntos da Força e da Patria em oferecer serviços de treinamento, para clientes estrangeiros, na Base Aérea de Kauhava, na Finlândia. O grupo Patria e a CMS pretendem oferecer essa solução de upgrade a outros operadores de Hawk Mk.50/60.

A suíte de aviônicos inclui um computador de missão com arquitetura aberta, um Head-Up Display (HUD) SparrowHawk de amplo campo de visão e seu painel de controle frontal (Up Front Control Panel), duas telas multifuncionais (Multifuncitional Displays) de 5×7 polegadas (uma no posto dianteiro e outra no traseiro)  e um repetidor do HUD no posto traseiro – essa é a configuração escolhida para essa modernização, conforme mostra a foto do alto da matéria, embora a empresa veicule, em seu site, outras configurações, como a da imagem mais abaixo.

O informe da CMC acrescenta que a suíte de aviônicos oferece programas de voo provados e maduros que integram os sensores da aeronave, rádios e sistemas de arma, de forma a atender a uma ampla gama de requerimentos de navegação e missão. Essa solução padronizada de aviônicos, segundo a empresa, minimiza os esforços necessários para integração para a instalação nas aeronaves, o que constitui um fator chave na redução de custos para os operadores.

cockpit 4000 - imagem CMC

FONTE / IMAGENS: CMC

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H-1H que sofreu acidente no MS será inutilizado

A FAB (Força Aérea Brasileira) informou que o helicóptero 8689 H-1H, que caiu no início da tarde de ontem (5) ao levantar voo do heliponto do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Rosa Pedrossian, teve perda total.

A assessoria da Base Aérea de Campo Grande informou que a aeronave será inutilizada. Os dois veículos, Corsa Classic e Fiat Uno, destruídos no acidente, deverão ser ressarcidas pela instituição.

Dois oficiais de segurança de voo estão realizando perícia no helicóptero para descobrir a causa do acidente. Conforme a assessoria, o processo deverá ser concluído em 30 dias.

Cinco pessoas estavam na aeronave, mas não tiveram ferimentos. Contudo, os três tenentes e os dois sargentos foram submetidos a exames médicos no Pronto Atendimento Médico do HR.

Acidentes – Nos últimos oito anos, aviões e helicópteros da FAB estiveram envolvidos em pelo menos sete acidentes. O mais recente envolvendo um helicóptero H-1H foi em novembro de 2008, quando três militares morreram e outros três ficaram feridos, na cidade de Icapuí, no interior do Ceará.

A aeronave modelo H-IH fazia a rota entre Natal, no Rio Grande do Norte, e Fortaleza e teria tentado um pouso forçado em um campo de futebol na periferia da cidade. Um incêndio acabou matando os três militares.

Em 2005, dois militares morreram devido a queda de um helicóptero, também do Esquadrão Pelicano. O acidente ocorreu durante uma missão de treinamento realizada nas proximidades da pista de pouso da Base Aérea de Campo Grande.

FONTE/FOTO: PantanalNews, Capitalnews

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Faturamento da Helibrás aumenta 64%

Número de aeronaves entregues saltou de 26 em 2008 para 31 no ano passado

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Virgínia Silveira

vinheta-clippingApesar das dificuldades decorrentes da crise mundial no ano passado, que afetou principalmente o segmento de aviação executiva, a fabricante de helicópteros Helibrás, baseada em Itajubá (MG), encerrou 2009 com faturamento recorde – R$ 357 milhões. Esse desempenho foi 64% maior que o alcançado no exercício anterior. Contribuiu para o resultado o aumento na entrega de aeronaves, que passaram de 26 em 2008 para 31 unidades.

Mesmo num cenário adverso, quando companhias do setor aeronáutico enfrentaram cancelamento de pedidos, as vendas de helicópteros da companhia somaram 63 aeronaves, com valor avaliado em R$ 1,5 bilhão. Hoje, a empresa possui o total de 80 pedidos em carteira. O destaque das encomenda foi a venda de 50 helicópteros EC 725 para as Forças Armadas do país, contrato estimado em R$ 5,9 bilhões até 2016. As três primeiras unidades serão entregues até o final deste ano.

Eduardo Marson, primeiro presidente brasileiro da Helibrás, contou que a retração da demanda no mercado corporativo foi compensada pelo crescimento das vendas para o segmento de segurança pública. “Até 2008, vendíamos uma média de 30 a 40 helicópteros Esquilo por ano. Esse número caiu para 15 em 2009, mas projetos como o do aparelho militar EC725 e as vendas para segurança pública devem ocupar essa diferença”.

O executivo ressaltou que somente em janeiro, tradicionalmente considerado ruim para as área comercial, a Helibrás vendeu quatro helicópteros para clientes na área de segurança pública. A proximidade de eventos como a Copa do Mundo, em 2014, e a Olimpíada de 2016, segundo Marson, também devem aquecer ainda mais esse mercado.

Os negócios no setor de serviços, por sua vez, aumentaram 37% em 2009. A receita obtida nesse segmento atingiu R$ 77 milhões no ano, ante R$ 56 milhões dos 12 meses anteriores. Marson explica que esse mercado dará um salto importante neste ano, com o início da modernização de 34 helicópteros Pantera para o Exército Brasileiro. Trata-se de um projeto avaliado em R$ 375,8 milhões e considerado o maior contrato da área de serviços da empresa, em mais de 30 anos de atuação.

“Agora, estamos preparando a companhia para se tornar uma grande “helicopterista” em todos os sentidos. Ou seja, vai dominar o ciclo completo de produção e manutenção de um helicóptero no prazo de seis anos“, disse. A Helibrás é subsidiária do grupo francês Eurocopter, maior fabricante mundial de helicópteros, controlado pelo europeia EADS.

A modernização dos helicópteros do Exército também prevê a capacitação da Helibrás nas áreas de integração de sistemas, aviônicos, modificações no motor, caixa de transmissão e estrutura. “Com isso, a manutenção de alguns itens, que antes era feita na França e demorava vários meses, passará a ser desenvolvida totalmente no Brasil, resultando em uma expressiva redução de custos para os nossos clientes”, afirmou.

O mercado de serviços, segundo Marson, responde por 30% do faturamento da Helibrás. “Uma das prioridades da minha gestão é aumentar essa participação para 50%, envolvendo atividades de manutenção, “retrofit” (colocação de equipamentos mais sofisticados e avançados tecnologicamente) e modernização de frota”. “Em épocas de crise, clientes investem mais em melhorias do que na compra de novos aparelhos”, observou.

Para se aproximar mais dos clientes, a Helibrás também pretende descentralizar seu sistema de manutenção de helicópteros com instalação de novas bases. O Rio de Janeiro é um candidato potencial para abrigar um desses novos centros de manutenção, tendo em vista a grande concentração de aeronaves civis e das Forças Armadas na região, disse Marson. Atualmente, a empresa tem dois centros no Brasil – um na cidade de São Paulo e outro em Itajubá.

O projeto da versão militar do helicóptero EC-725, que será fornecido para as Forças Armadas Brasileiras, de acordo com o executivo, vai transformar a Helibrás em um grande polo industrial do grupo europeu EADS na América do Sul. “A capacitação para projetar e produzir helicópteros no Brasil colocará a Helibrás na posição de quarto pilar do grupo Eurocopter no mundo, depois da Alemanha, França e Espanha”, afirmou.

A fábrica da companhia, em Itajubá, acredita o executivo, será transformada em alguns anos em um dos centros de competência mundial do grupo europeu em relação a determinados modelos, sistemas e competências. O projeto prevê a produção gradual dos helicópteros no Brasil até atingirem um índice de 50% de conteúdo nacional, num prazo de seis anos. As primeiras seis a oito aeronaves serão montadas na França e as demais no Brasil, de acordo com o projeto de nacionalização acordado entre a empresa e o governo.

FONTE/FOTO: Valor Econômico, via Notimp/O Tempo, V. Gonçalves

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Parceria estratégica tem custo político, diz embaixador francês

embaixador-Yves Saint-GeoursPara Saint-Geours, compra de caças não tem peso só comercial; faz parte da escolha do Brasil como parceiro na América Latina

Diplomata afirma que é necessário trabalhar com o Brasil diante do “inegável peso” do país, mas repartir tecnologia é “algo delicado”

Samy Adghirni

Na primeira entrevista à imprensa brasileira sobre caças desde que se instalou em Brasília, há três meses, o embaixador da França, Yves Saint-Geours, disse à Folha que cabe ao governo do presidente Lula escolher quando anunciar sua decisão sobre a compra de aviões e negou que haja apenas interesses comerciais por trás da parceria estratégica bilateral firmada em 2008. Historiador de formação, Saint-Geours, 57, assumiu o cargo depois de pilotar pelo lado francês os eventos do Ano da França no Brasil, em 2009. Na conversa com a reportagem, o embaixador disse que a parceria com o Brasil exige sacrifícios por parte da França e admitiu ter dificuldade para entender as “sutilezas” da política interna brasileira.

FOLHA - Como o sr. reagiu à informação revelada pela Folha de que a compra de caças rafale pelo Brasil já foi fechada?
YVES SAINT-GEOURS - Do nosso ponto de vista, nada mudou. As coisas seguem num processo decisório no qual temos plena confiança. O dossiê está nas mãos do governo brasileiro, que se pronunciará quando julgar apropriado. Acredito e espero que seja em breve.

FOLHA - Qual foi o motivo de sua recente viagem à França [o embaixador voltou ao Brasil na quarta]?
SAINT-GEOURS – Fui participar de uma reunião de grandes empresários na segunda-feira passada. Nossa ministra da Economia, Christine Lagarde, teve encontro com o ministro Miguel Jorge [do Desenvolvimento e Comércio Exterior]. Também falou-se sobre maneiras de trabalhar juntos pela reconstrução do Haiti. A essência da parceria estratégica é, para além do diálogo político, fazermos coisas concretas.

FOLHA - O sr. tratou dos caças quando esteve em Paris?
SAINT-GEOURS – Isso não estava na pauta e não tive nenhuma reunião sobre esse assunto. Mas confiamos em que nosso avião é o que responde melhor às expectativas do Brasil e o mais apropriado para reforçar a soberania brasileira, graças à transferência de tecnologia.

FOLHA - Como o sr. reagiu ao relatório de avaliação técnica da FAB que colocou o rafale na última colocação entre os concorrentes?
SAINT-GEOURS – Perguntei-me de onde vinha essa informação, se ela era exata e qual era a conclusão mais apropriada que eu deveria tirar. Foi a imprensa que fez essas afirmações, ninguém mais. É claro que o assunto foi muito comentado do lado francês, mas nem por isso peguei minha bengala e meu chapéu para ir cobrar explicações do governo brasileiro.

FOLHA - Muita gente diz que a parceria estratégica não passa de um artifício retórico para amparar a venda de submarinos, helicópteros e caças franceses ao Brasil.
SAINT-GEOURS – Seria hipócrita minimizar os grandes contratos. Não vou fingir que os franceses não estão interessados em fechar negócios. Mas esses contratos permitem ao Brasil adquirir ferramentas que reforçam sua soberania. E não se trata somente de vendas. Vamos criar o centro franco-brasileiro de biodiversidade. Estamos pesquisando juntos o bioma amazônico. Construímos uma relação transfronteiriça Brasil-Guiana. Defendemos uma concepção conjunta da diversidade cultural, algo crucial num mundo em que muitos confrontos brotam dos problemas ligados à identidade cultural. Os críticos dizem que nessa parceria um ganha enquanto o outro desembolsa. Isso não é verdade. Nossa parceria é recíproca, equilibrada e global. Os dois lados ganham. Além disso, essa parceria tem um custo para a França.

FOLHA - Que custo?
SAINT-GEOURS – Seria muito mais fácil para nós se disséssemos que apoiamos o ingresso de um país latino-americano como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU sem dizer quem é nosso candidato. Assim continuaríamos numa boa com México, Argentina etc. Mas fizemos uma escolha aberta em favor do Brasil. Isso tem um custo político. Além disso, compartilhar uma tecnologia de ponta, como fizemos no contrato dos submarinos e pretendemos fazer no dos rafale, é algo delicado. A tecnologia é hoje o elemento comparativo mais importante [nas questões militares]. Quem tem a dianteira tecnológica é livre para decidir se quer compartilhar esse poderio ou não.

FOLHA - Críticos também dizem que a França nunca reavaliaria sua posição na União Europeia, na Otan ou sua relação com os EUA em nome da parceria com o Brasil.
SAINT-GEOURS – O mundo não é rígido. Há uma nova realidade que precisa ser levada em conta. A França, na sua condição de membro permanente do CS, de potência nuclear, de país que sempre estimou ter sua parte na governança do mundo, considera que as fronteiras se deslocaram e que é preciso ter uma atitude dinâmica em relação a isso, em vez de se ater a posições conservadoras. É uma necessidade trabalhar com o Brasil diante do inegável peso que o país tem. Mas isso é fácil de acontecer, pois temos muitas afinidades naturais (risos).

FOLHA - O sr. teme que a parceria, nascida na era Lula, fique fragilizada em caso de vitória da oposição na eleição presidencial deste ano?
SAINT-GEOURS – Não quero me imiscuir na campanha brasileira, mas as coisas feitas no governo Lula têm vocação para durar. Não tenho dúvidas de que a parceria continuará.

FOLHA - Como o sr. vê a vida política doméstica brasileira?
SAINT-GEOURS – O que me choca é a complexidade do tabuleiro político. Há toda a fluidez dos partidos, o jogo sutil de siglas e indivíduos, as lógicas federal e estadual. É surpreendente ver como esse jogo se reinventa a cada dia. Estou aqui há três meses e confesso que ainda não comecei a escrever [relatórios] sobre a política brasileira porque ainda não tenho as ferramentas para entender esse quebra-cabeça.
Tenho lido muita coisa a respeito da necessária reforma política, e confesso que acompanharei com especial atenção e interesse as propostas dos candidatos sobre esse tema.

FONTE/FOTO: Folha de São Paulo, via Notimp/cultura.gov

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‘Desafio Poder Aéreo’ 20 – resposta

desafio 20

Bombardeiro Sukhoi T4 (izdeliye 100). O T-4 100 foi mais uma vítima por estar muito a frente do seu tempo. Sua estrutura era quase toda feita de titânio. Depois de apenas dez voos de teste o programa foi cancelado em 1974.

Quem disse que a Sukhoi só fazia caças?

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Aeronaves chocam-se em pleno ar sobre a cidade de Boulder

vinheta-clippingTrês pessoas morreram quando dois aviões de pequeno porte se chocaram neste domingo sobre a cidade de Boulder, no Colorado. Imagens feitas por um cinegrafista amador mostram o momento em que um deles, atingido pelo outro, cai em chamas sobre a cidade, espalhando destroços em um raio de diversos quilômetros. Um piloto de paraglider que estava sendo puxado por um dos aviões conseguiu cortar o cabo a tempo e escapar ileso do acidente.

FONTE: UOL notícias/BBC Brasil

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III FAe possui novo comandante

Na última sexta-feira, dia 5/02, o Brigadeiro-do-Ar Antônio Carlos Egito do Amaral transmitiu o Comando da III FAE (terceira Força Aérea) ao Brigadeiro-do-Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez. A III FAe representa o “braço armado” da FAB, reunindo as principais unidades da aviação de combate.

Atualmente, fazem parte desta organização o 1º/16º Grupo de Aviação e o 3º/10º Grupo de Aviação, equipados com a aeronaves A-1 (AM-X); o 1º/10º Grupo de Aviação com RA-1 (AM-X); o 1º/6º Grupo de Aviação com R-35 (LearJet) e R-95 (Bandeirante); o 1º GDA com o F-2000 (Mirage 2000) e T-27; o 1º/14º Grupo de Aviação e o 1º Grupo de Aviação de Caça com F-5M (Tiger II) e T-27; o 1º/4º Grupo de Aviação com AT-26 (Xavante); o 1º/3º , o 2º/3º e o 3º/3º Grupos de Aviação com A-29 (Super Tucano) e AT-27 (Tucano); e, finalmente, o 2º/6º Grupo de Aviação, com o R-99A e R-99B.

“Mais do que um desafio, é um orgulho conduzir as unidades que fazem parte do braço armado da FAB”, comento o brigadeiro Bermudez, depois de quase três anos à frente do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER).

A cerimônia militar, presidida pelo Comandante do Comando Geral de Operações Aéreas, Tenente-Brigadeiro-Ar Gilberto Antônio Saboya Burnier, contou com a presença de autoridades do Alto Comando e da sociedade civil. “A dinâmica da mudança nas chefias atrelada à contínua e natural evolução das organizações traz consigo o poder de aproximar pessoas e unir conhecimentos”, afirmou o Comandante do COMGAR.

Veterano da campanha na Itália e instrutor do primeiro curso de formação de pilotos de caças no Brasil, o Major-Brigadeiro- do- Ar (RR) José Rabelo Meira de Vasconcelos prestigiou a solenidade. “A responsabilidade deste comando é de extrema importância porque aqui são preparados os homens para irão defender a soberania nacional”, definiu.

Após dez meses no comando da III FAE, o Brigadeiro-do-Ar Antonio Carlos Egito do Amaral será o Adido de Defesa e de Aeronáutica do Brasil nos Estados Unidos e no Canadá. “A vivência operacional marcou meu coração e minha alma”, ressaltou.

FONTE: FAB

NOTA DO BLOG: o Poder Aéreo agradece ao Comando da Aeronáutica o convite para a solenidade de Transmissão do Cargo do Chefe do CECOMSAER. Infelizmente não foi possível o nosso comparecimento. Esperamos que o Brigadeiro Bermudez dê continuidade na III FAe ao excelente trabalho realizado junto ao CECOMSAER.

convite-CECOMSAER

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Até quanto a Dassault poderá baixar o preço do Rafale?

A Dassault Aviation tem como acionistas o Dassault Group (50,55%) ,  EADS (46,32%) e investidores privados (3,13%).

Dassault Aviation

Os gráficos abaixo mostram os números disponíveis no relatório dos resultados financeiros da Dassault Aviation, apresentado em julho de 2009:

Dassault results 2009 1

Dassault results 2009 2

Os números mostram um declínio nas encomendas e nas vendas dos jatos da Dassault,  por causa da crise financeira mundial. Para piorar a situação, na área militar, o Rafale não emplacou nenhuma venda até o momento, o que poderia ajudar a melhorar os resultados a médio prazo.

Para vender o Rafale ao Brasil, a Dassault não poderá fazer um preço muito diferente do praticado com o Governo Francês (€64 milhões por unidade). Não podemos esquecer que a empresa tem que prestar contas aos seus acionistas.

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