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F-X2: eu quero acreditar

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vinheta-HUMORPerguntamos para alguns leitores do blog do Poder Aéreo se eles acreditam na existência do F-X2. Veja as respostas abaixo. (os nomes foram mantidos em sigilo para respeitar a identidad de cada um).

  • Não mas, que ele existe, existe!
  • Sim, uma vez vi algo muito estranho no céu,um objeto não identificado. Desde então passei a acreditar em F-X2.
  • Mas é claro que existe! Já presenciei fatos um pouco “estranhos” no céu e concordo com nossos amigos aí de cima, seria muito egoísmo achar que só a FAB não recebe caças novos. Muitos outros países já receberam. É só comprar a Revista Forças de Defesa nº4 e você verá.
  • Creio que se provarmos que ele existe, estaremos perto de descobrir se há vida inteligente no Governo Federal.
  • Acho muita presunção da nossa parte achar que em todo o Universo só o Brasil não tem caças novos …
  • Não posso acreditar naquilo que não vi, mas também não duvido…
  • Não. acho que tudo isso é coisa da mídia.
  • Não até que eu veja um.
  • Meu filho tem 7 anos e acredita em Papai Noel. Mas quando eu disse para ele que o Governo Federal escolheria um novo caça, ele me respondeu: “Papai, você acha que eu sou criança para acreditar nessas coisas?”
  • Isso e coisa de maluco…
  • Mano. Cê (SIC) até o Curintiá (SIC) foi campião (SIC) mundiau (SIC) pq o F-X2 não podi (SIC) existi (SIC)?
  • Acredito sim, apesar de não ter visto nem o F-X. O momento atual é propício, pois com popularização das câmeras digitais, uma hora ou outra alguém fotografa.
  • Eu particularmente não.. mas veja o que os outros acham e o que a ciência estuda..sobre isso
  • O estudo do fenômeno F-X2 evoluiu muito nas últimas décadas com o crescimento do interesse da população. A efexisdoislogia é o nome popular utilizado para o estudo de indícios do F-X2. O nome academicamente aceito é “programa de fortalecimento do espaço aéreo brasileiro”. A literatura, o cinema e a televisão já exploraram muito a possibilidade da existência do F-X2, porém sempre estimulando a ideia de um contato hostil causando o protesto de alguns indivíduos. Devido a essa influência negativa da mídia, boa parte da população teme um contato com indivíduos que sabem sobre o F-X2.
  • Há quem confunda F-X2 com OVNI, mas são coisas completamente diferentes. O primeiro eu nunca vi, mas o segundo eu tenho até provas.

parodia X-files F-X2

 

Brincadeiras à parte, se você acredita no F-X2 faça a sua parte para pressionar por uma decisão imediata do F-X2.

Clique no link abaixo para assinar a petição para que o Governo Brasileiro tome uma decisão imediata sobre o programa F-X2:

Se a lista de assinaturas alcançar um número expressivo vamos encaminhar para a Frente Parlamentar de Defesa Nacional. Estamos fazendo a nossa parte, divulgando periodicamente o link para a petição aqui no Poder Aéreo. Divulgue você também na mídias sociais e para os seus contatos!

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EMBRAER 175 Plus - United_001-edit

Contrato inclui também 60 aeronaves adicionais reconfirmáveis e 100 opções

 

São José dos Campos, SP – 21 de maio de 2013 – A Embraer e a SkyWest Inc. (SkyWest) anunciaram hoje uma encomenda para 40 jatos EMBRAER 175. A SkyWest vai operá-los sob um acordo de compra de capacidade (CPA-Capacity Purchase Agreement, em inglês) com a United Airlines. Outros 60 pedidos firmes são reconfirmáveis e estão condicionados à assinatura de novos acordos por parte da SkyWest com empresas aéreas dos EUA às quais presta serviços. Além disso, o acordo também inclui opções para ouros 100 jatos E175, elevando o potencial total do pedido para até 200 aviões.

O pedido firme para os primeiros 40 aviões será incluído na carteira de pedidos a entregar da Embraer do segundo trimestre de 2013. Esta venda é adicional ao recente contrato assinado pela Embraer com a United Airlines para 30 pedidos firmes e 40 opções para o jato E175.

Se todos os 100 pedidos firmes forem confirmados, o pedido tem um valor estimado de USD 4,1 bilhões, a preço de lista, o que representa uma das mais importantes encomendas da história das duas empresas. A SkyWest configurará a aeronave E175 em duas classes, com 76 assentos. A entrega do primeiro jato está prevista para o segundo trimestre de 2014.

“Este é realmente um marco para a Embraer. Como nosso maior cliente de aviões Brasilia e ERJ, a SkyWest agora seleciona o modelo aprimorado do E-Jet para sua frota, validando a confiança na Embraer e reconhecendo as grandes capacidades do E175 como a melhor aeronave na sua categoria”, disse Paulo Cesar Silva, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial. “Estou confiante de que o tecnologicamente avançado E175 será a principal aeronave da Empresa, trazendo maior eficiência à companhia aérea e um grande nível de conforto aos seus clientes.”

A SkyWest, com sede em Utah, nos Estados Unidos, é o maior grupo aéreo regional do mundo e controladora da SkyWest Airlines e da ExpressJet. Ambas as companhias aéreas têm uma longa história com a Embraer e foram algumas das primeiras clientes do turboélice EMB 120 Brasilia. Mais de 40 aviões deste modelo continuam voando nas rotas da SkyWest Airlines, principalmente no oeste dos Estados Unidos. A ExpressJet Airlines opera 249 aeronaves da família ERJ 145 e é a maior operadora do modelo no mundo.

Jerry Atkin, presidente e CEO da SkyWest disse: “Apreciamos a nossa parceria com a Embraer desde os anos 80, e agora é extremamente gratificante fazer esta significativa encomenda para o E175. Estamos confiantes de que o E-Jet vai servir muito bem nossos parceiros comerciais e passageiros, com grande conforto de cabine e o melhor custo operacional na sua categoria.”

Como líder no segmento de jatos de 70 a 120 assentos, a Embraer continua a investir na família de E-Jets, atualmente utilizada por cerca de 60 companhias aéreas de 40 países. A Empresa começou a implementar uma série de melhorias no jato E175, incluindo novas pontas de asa (wingtips), otimização de sistemas e refinamentos aerodinâmicos que reduzirão o consumo de combustível em até 5%. Intervalos de manutenção mais longos e melhorias de componentes aumentarão a produtividade da aeronave e diminuirão os custos de manutenção. Todos as aviões entregues à SkyWest incluirão estes aprimoramentos.

Mais de 150 jatos E175 estão atualmente em serviço em 12 empresas aéreas. Como o E175 não tem saídas de emergência sobre as asas, que podem restringir a disposição dos assentos, os operadores têm mais flexibilidade na configuração da cabine da aeronave. O E175 tem alcance de 3.706 km (2 mil milhas náuticas), capacidade de operação em pistas curtas (Short Field Performance) e desempenho superior para operação em altas temperaturas e grandes altitudes, qualidades que o tornam no avião ideal para o mercado norte-americano.

Sobre a SkyWest

A SkyWest, com sede em St. George, Utah, é a controladora de empresas aéreas com operações regulares de passageiros e uma empresa de leasing de aeronaves. As operações aéreas regulares de passageiros da SkyWest estão distribuídas na SkyWest Airlines, também com base em St. George, Utah, e na ExpressJet Airlines, Inc. (ExpressJet Airlines) com sede em Atlanta, na Geórgia. SkyWest Airlines opera United Express, US Airways Express, Delta Connection e American Eagle sob acordos contratuais com United, Delta Air Lines, Inc. (“Delta”), US Airways, Inc. (“US Airways”) and American Airlines, Inc. (“American”). A SkyWest Airlines também opera voos para Alaska Airlines sob um acordo contratual. A ExpressJet Airlines opera como United Express, Delta Connection e American Eagle sob acordos contratuais com United, Delta e American. No total, a SkyWest atende os mercados dos Estados Unidos, Canadá, México e Caribe, com cerca de 3.900 partidas diárias e uma frota de aproximadamente 750 aeronaves regionais. Informações adicionais sobre SkyWest podem ser acessados no site www.skywest.com.

FONTE: Embraer

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Ministro da Defesa Celso Amorim em entrevista Rede TV 19-5-2013 - cena vídeo Rede TV

Em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar no programa “É Notícia” da Rede TV, o  ministro da Defesa disse também que os caças Mirage não deverão continuar operando por mais tempo, devido à dificuldade de peças. Porém, outros outros jatos (F-5 e A-1) deverão voar por muitos anos, embora não tenham capacidade de garantir a segurança do espaço aéreo brasileiro, e que por isso é preciso adquirir novos caças modernos.

O ministro deu a entender que a hora de decidir o F-X2 é agora, pois ainda é necessário discutir contratos e outros itens, o que leva tempo. Também foram abordados assuntos como a preferência que havia pelo Rafale, os acordos de defesa com a França, incluindo a situação criada à época em que se tentou intermediar a questão do programa nuclear do Irã, além da Estratégia Nacional de Defesa e outros temas, como o submarino nuclear e a vitória do candidato brasileiro à presidência da OMC.

Clique aqui ou na imagem para acessar o vídeo, no site da Rede TV. A segunda parte da entrevista é a que traz o conteúdo resumido acima.

Colaborou: Sandro

Growler voando baixo

Vídeo do E/A-18G Growler em treinamento a baixa altitude. Chama a atenção os sinais manuais no início da decolagem.

Já na Segunda Guerra Mundial os pilotos conseguiam voar missões inteiras sem usar o rádio. O objetivo era evitar alertar o inimigo que podia detectar as emissões e triangular. O rádio só era usado para designar alvos, alerta de ameaças ou apoiar resgates.

 

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Vídeo divulgado pela Lockheed Martin nesta segunda-feira, 20 de maio. Segundo a empresa, trata-se do primeiro teste de decolagem vertical (VTO – vertical takeoff) já feito pelo F-35B. O teste foi realizado na Estação Aeronaval de Patuxent River, em 10 de maio.

Ainda segundo a Lockheed Martin, apesar de não ser uma capacidade para uso em combate, a decolagem vertical é necessária para reposicionamento da aeronave em ambientes onde um jato não poderia realizar uma decolagem curta.

Neuron e Rafale - ilustração Dassault

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É o que pergunta reportagem do jornal francês Les Echos, a partir de declarações do ministro da Defesa Jean-Yves Le Drian após a compra de dois drones dos EUA pela França

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Segundo reportagem publicada no domingo, 19 de maio, pelo jornal francês Les Echos, essa pergunta do título retrata o que pensa o ministro da Defesa Jean-Yves Le Drian, conforme declarações deste no final de semana. Le Drian, que encontrou em Washington sua contraparte norte-americana na sexta-feira, confirmou a compra pela França de dois drones (veículos aéreos não tripulados) “Reaper” de vigilância, produzido nos EUA pela General Atomics.

Os drones serão entregues não armados no final do ano, para uso imediato em missões exclusivas de inteligência no Mali. Porém, especialistas no assunto dizem que eles poderiam ser facilmente armados para tranformá-los em “matadores”.

MQ-9 Reaper com armamento - foto USAF

O ministro francês também confirmou negociações paralelas com Israel, sem especificar o número de veículos aéreos não tripulados que a França poderia adquirir desses dois países.

A Operação “Harmattan” sobre a Líbia e o atual conflito no Mali mostraram claramente que as Forças Armadas Francesas são dependentes de informações coletadas por drones dos Estados Unidos, e isso seria “culpa” de uma mudança estratégica mal-negociada na década de 1990, assim como de uma falta de cooperação no assunto entre industriais franceses. Como resultado, nem a Dassault nem a EADS produz drones hoje.

O ministro Le Drian afirmou: “A França não produz drones, o que não combina com uma nação que tem um conhecimento tecnológico considerável.” Nesse contexto, negociações com EUA (Reaper, a serem entregues) e Israel (país que produz o Heron, que gerou a versão Harfang para a França) parecem ser uma solução emergencial, o que foi assumido pelo ministro quando declarou que Paris não poderia se permitir a aguardar dez anos até que os industriais finalmente decidissem agir em conjunto.

Isso coloca pressão em líderes preocupados em deixar de lado velhas rivalidades e trabalhar conjuntamente nesse problema. Segundo o ministro da Defesa da França, foi requisitado que a indústria francesa e europeia estabeleçam uma relação “para desenvolver o que poderá ser o futuro drone de nova geração”, acrescentando que não seria apenas francês, mas um programa franc0-germano-britânico.

O jornal relembra, ainda, que nos Estados Unidos (que é a maior potência militar mundial), os drones mudaram a face da guerra, e que observadores independentes acreditam que cresceu enormemente o número de ativistas eliminados no Paquistão e no Iêmem desde 2009, data de subida ao poder do presidente Barack Obama, no contexto da guerra a líderes da Al-Qaeda e outros movimentos terroristas.

nEUROn © Dassault

FONTE: Les Echos (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em francês)

IMAGENS: Dassault e Força Aérea dos EUA (USAF)

NOTA DO EDITOR: o Poder Aéreo também faz uma pergunta, acompanhada das belas imagens que abrem e fecham esta matéria:

E o Neuron, que é um programa demostrador de tecnologias para um drone de nova geração, realizado em cooperação internacional entre vários países e liderado pela Dassault, fabricante francesa do Rafale?

Talvez seja ao Neuron que o ministro da Defesa da França se refira no penúltimo parágrafo. Porém, é um demonstrador, uma aposta para o longo prazo. Pode ser que ele esteja se referindo a um outro drone, visando o futuro mais próximo. Os últimos conflitos de que a França tem participado demonstram a necessidade de drones para o presente, e nesse sentido a indústria europeia em geral falhou em dar uma pronta resposta, ficando atrás de EUA e Israel.

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Vídeo divulgado nesta segunda-feira, 20 de maio, pelo site Flightglobal. O título original é “Embraer Legacy 500 faz o seu ‘debut’ internacional”. No texto que acompanha o vídeo, o site destacou que o Legacy 500 pousou pela primeira vez na EBACE (European Business Aviation Convention and Exhibition – Conferência e Mostra de Aviação Executiva da Europa ), em meio a grande otimismo com o programa.

COLABOROU: Marcos

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X-47B taxia em 2012 em testes no CVN 75 com Super Hornet em segundo plano - foto USN

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Jornal da cidade americana de St Louis, onde a Boeing fabrica o Super Hornet, questiona se o primeiro voo do drone X-47B aponta para o final da produção do caça – Já a Boeing aposta em novas encomendas, o que inclui Austrália e Brasil, para manter a linha aberta por mais tempo

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A decolagem do drone (aeronave não tripulada) X-47B do convoo de um porta-aviões da Marinha dos EUA (USN), na quinta-feira passada, é um fato que eventualmente poderá afetar uma das maiores fábricas na área de St. Louis, segundo reportagem de domingo (19 de maio) do jornal STL Today.

O evento foi considerado histórico, apesar do X-47B construído pela Northrop Grumman não ter ainda pousado num porta-aviões, o que é considerado um dos feitos mais difíceis na aviação. A USN espera que isso ocorra ainda em meados deste ano e que, por volta do final desta década, drones formem uma parte considerável da frota aérea de combate.

X-47B faz toque e arremetida no CVN 77 em 17 de maio de 2013 - foto USN

Tudo isso levanta algumas questões importantes sobre o futuro do caça que, hoje, forma a maior parte da frota aérea de combate da USN, o F/A-18 Super Hornet.

O jato, assim como seu irmão E/A-18 Growler, de guerra eletrônica, é montado pela Boeing Co. no norte de St. Louis. Cerca de 5.000 pessoas trabalham no programa, de cuja linha de produção (a última grande linha de montagem de aeronaves na região)  sai aproximadamente um jato por semana, por cerca de 55 milhões de dólares cada. Os drones prontos para o combate seriam competidores diretos.

Ainda levará anos até que o X-47B esteja pronto para produção em massa, e ninguém espera que ele substitua totalmente os jatos tripulados na frota da Marinha. Mas especialistas em defesa como James Lewis, do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington, dizem que os caças robóticos estão inevitavelmente em ascensão.

Segundo Lewis, eles “não trazem risco para uma vida humana, para o piloto. Eles são mais furtivos. Se você consegue fazê-los trabalhar, farão o trabalho muito bem. Este será o futuro”. A USN ainda está determinando o que, exatamente, deseja com seu sistema não tripulado de ataque e vigilância aéra lançado de porta-aviões, ou UCLASS (Unmanned Carrier-Launched Airborne Surveillance and Strike system), como vem designando a indústria. Um porta-voz da Marinha disse esperar o lançamento de uma concorrrência para o contrato no ano que vem.

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Porém, o protótipo X-47B já mostra algumas claras vantagens sobre o Super Hornet, a maior delas referente a remover o humano da equação, significando que pode voar por dias, e não somente por algumas horas. Isso é crucial para missões de vigilância, para as quais a Marinha deseja utilizar primeiro os seus drones. Ainda não há planos, no momento, para armá-los.

Segundo o especialista James Lewis, isso poderá mudar. Apesar de não ver caças tripulados serem descartados totalmente, ele prevê um futuro em que um jato tripulado lidera um esquadrão desses drones na batalha, para então recuar e deixar a batalha com eles. Assim, a Marinha acabará não precisando de uma frota completa dos dois tipos: “Cada drone a mais significa um avião a menos”, disse Lewis.

Por hora, a linha de montagem da Boeing parece estar segura. A empresa tem um contrato que vai até 2016 para produzir caças Super Hornet e aviões de guerra eletrônica Growler para a Marinha, e tem prolongado a duração da linha com vendas internacionais para a Austrália e, conforme as esperanças da empresa, para o Brasil.

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Enquanto isso, a Boeing desenvolve novas tecnologias que espera ver resultar em mais encomendas de F/A-18, especialmente se atrasos e aumentos de preço continuem a afetar o F-35 “Joint Strike Fighter” (JSF – caça de ataque conjunto) da Lockheed Martin, considerado o eventual substituto para o Super Hornet na frota da USN. Segundo um pronunciamento da empresa, “há muito interesse em encomendas adicionais domésticas e internacionais. O Super Hornet continua a se desenvolver com novas capacidades da próxima geração”.

Além disso, alguém tem que produzir todos esses drones, o que será por si um trabalho multibilionário. A corrida já começou. A Northrop Grumman venceu a Boeing para o contrato de 1,4 bilhão de dólares por um protótipo, o X-47B que voou na quinta-feira. Porém, assim como diversos outros projetos não tripulados, a Boeing continua a trabalhar em seu próprio drone Phantom Ray, com recursos próprios. Isso permitiu à empresa entender melhor a tecnologia dos não tripulados, segundo a sua porta-voz Deborah VanNierop: “Estamos tarbalhando em UCLASS, mas ainda não divulgamos publicamente informações a respeito. Ainda não estamos nessa etapa.”

X-47B sendo colocado no elevador do CVN 77 em 14 de maio de 2013 - foto USN

Ainda segundo VanNierop, ainda é cedo para saber onde esses drones da Marinha serão construídos, no caso da Boeing ganhar o contrato. Tudo isso vai começar a tomar forma ao longo do próximo ano, quando a USN lançar sua concorrência UCLASS. O Comando da USN quer os drones voando por volta de 2020, o que significa que o processo precisa ser iniciado.

Alguns analistas, porém, estão céticos. Richard Aboulafia, vice-president do Teal Group, uma empresa de consultoria em defesa da Virgínia, disse não ver uma grande vantagem para drones em relação a caças tripulados, ao menos por enquanto. Além disso, ele destacou que concorrências por contratos de defesa de alto custo tendem a se esvaziar.

Aboufalia explicou:  “Precisamos manter o conceito em desenvolvimento, mas ao menos na minha opinião vai levar mais tempo do que o esperado. Eu imagino que a revolução do remotamente pilotado foi algo promovido além do seu real valor.” Se ele estiver certo, isso significaria, não importando o que aconteceu na última quinta-feira na costa da Virtínia, que pessoas vão continuar montando Super Hornets em St. Louis por muitos anos.

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FONTE: STL Today (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS: Marinha dos EUA (USN) e Boeing

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Novidades da Embraer na EBACE

Legacy 500

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Empresa divulgou nesta segunda-feira, 20 de maio, diversas notas sobre novidades apresentadas na feira EBACE, como as 300 horas de voo dos protótipos do Legacy 500, a venda de Legacy 600 com novo interior e aviônica e a certificação do Lineage 1000 para aproximação íngreme

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A Embraer informou que seu novo jato executivo categoria midsize Legacy 500 já completou mais de 300 horas de ensaios em voo e que, pela primeira vez, está sendo exibido fora do Brasil, na 13ª Conferência e Mostra de Aviação Executiva da Europa (European Business Aviation Convention and Exhibition, EBACE). Ao mesmo tempo, a Embraer também lança um filme sobre o Legacy 500, ilustrando como a Empresa desenvolveu essa aeronave do futuro para o mercado de hoje.

Com três protótipos realizando testes em voo, mais de 30% da campanha de ensaio já foi concluída. O Legacy 500 está apresentando um progresso rápido desde que o protótipo 001 fez seu voo inaugural, no dia 27 de novembro de 2012. A campanha teve início em dezembro e os pilotos relatam que as excepcionais qualidades de voo excedem as expectativas. A aeronave está sendo utilizada para voos de desempenho e testes dos sistemas. O protótipo 002, que levantou voo pela primeira vez em fevereiro de 2013, concluiu os testes de IFTD (In Flight Thrust Determination) e prossegue com testes adicionais. A aeronave 003, que entrou da campanha de ensaio em março, passou pelos testes de resistência às temperaturas congelantes na Base da Força Aérea de Eglin, nos EUA, e agora está em exposição na EBACE.

Legacy 500 em formação - imagem Embraer

“A Embraer já gerou muita repercussão a respeito do Legacy 500 e agora as pessoas poderão ver esta incrível aeronave com os próprios olhos”, disse Ernest Edwards, Presidente da Embraer – Aviação Executiva.

Edwards também afirmou: “A aeronave deixou de ser um conceito e a sua primeira apresentação será um marco significativo para a Empresa. Possuímos três protótipos em campanha de ensaio e a nossa confiança na maturidade dessa aeronave é tanta que voamos o protótipo 003 até Genebra.O Legacy 500 ilustra perfeitamente o que nos diferencia. Nossa missão é oferecer as comodidades normalmente encontradas em jatos de maior porte e mais caros para todos os segmentos da aviação executiva, e, ao fazer isso, provocamos mudanças em todo o setor. O Legacy 500 dará continuidade ao que vem sendo o nosso papel no setor e isso significa elevar o nível em toda a gama da categoria e impulsionar a mudança que o usuário da aviação executiva do século 21 procura”.

O desenvolvimento do Legacy 450 está dentro da programação e espera-se que o seu primeiro voo seja realizado no segundo semestre de 2013. A fuselagem da aeronave está sendo montada e em breve receberá as asas, que já foram produzidas.

Venda do primeiro Legacy 600 com novo interior e novos aviônicos

A Embraer anunciou hoje, na 13ª Convenção e Mostra de Aviação Executiva Europeia (European Business Aviation Convention and Exhibition, EBACE – www.ebace.aero), a venda do primeiro Legacy 600 com novo interior e nova aviônica Honeywell Primus Elite. A aeronave será operada pela AIR HAMBURG , uma empresa alemã líder em voos charter, que atende destinos na Europa, Rússia e Oriente Médio. A entrega está prevista para o segundo semestre de 2013.

Legacy 600 - detalhe cabine - imagem 1 Embraer

O Legacy 600 oferece três confortáveis zonas da cabine, permitindo que até 14 passageiros trabalhem ou descansem em uma área espaçosa. O novo interior inclui o sistema de gerenciamento de cabine totalmente digital Honeywell Ovation® SelectTM , de última geração, que também é oferecido no Legacy 650, Legacy 500 e Legacy 450. Ele possui um sistema completo de vídeo e entrada de mídia em alta definição, e inclui sistemas de suporte para iPod e iPhone, portas USB, HDMI, VGA, vídeo, blu-ray e um mapa de movimento 3D. Há ainda um monitor de tela sensível de 8,9” na galley para o gerenciamento completo de todo o sistema de vídeo, áudio, iluminação, temperatura e água, além dos controles individuais localizados ao longo da cabine.

Legacy 600 - detalhe cabine - imagem 2 Embraer

Dois monitores LCD de 17,5” vêm instalados de fábrica, mas os clientes podem optar ainda por uma versão central de 32″, uma configuração de até 24″ para a divisória traseira ou monitores individuais nos assentos. Elas podem ser complementadas por um sofisticado sistema de som em duas zonas de cabine. Além do sistema Ovation SelectTM, a Embraer aprimorou o conforto acústico da cabine com uma redução de ruídos em 5 dB SIL, o espaço de armazenamento interno e adicionou um novo sistema Iridium de telefones sem fio. A empresa também está oferecendo assentos reestilizados com compartimento lateral e maior movimento de rotação na terceira zona.

Quanto aos aviônicos, o cockpit oferece aos pilotos o sistema Honeywell Primus EliteTM, que  inclui telas LCD e um Dispositivo de Controle de Cursor (CCD, na sigla em inglês), e é capaz de exibir gráficos, mapas e o XM Weather. A Embraer também incorporou avançados sistemas de navegação conhecidos como Navegação Vertical (Vertical Navigation – VNAV) e Performance de Navegação Requerida (Required Navigation Performance – RNP 0.3) para otimizar o uso do espaço aéreo, tempo de voo e consumo de combustível. Como opcionais, estão disponíveis ainda outros sistemas que permitem comunicação com o controle de tráfego aéreo por satélite para voos transoceânicos e os sistemas Smart LandingTM e Smart RunwayTM que aumentam o alerta situacional da tripulação.

cockpit Legacy - imagem Embraer

O Legacy 600 entrou em operação em 2002. Com alcance de voo de 6.297 km (3.400 milhas náuticas), ele é capaz de voar sem escalas com 14 passageiros, sob as condições NBAA IFR, de Hamburgo para Moscou ou de Hamburgo para Dubai. O Legacy 600 também atinge alcances de voo entre Hamburgo e Nova Délhi, na Índia, ou de Hamburgo ao aerporto de Gander, no Canadá, com quatro passageiros sob as condições NBAA IFR. Hoje, mais de duzentos Legacy 600/650 estão voando por todo o mundo.

 Certificação do Lineage 1000 para aproximação íngreme

O jato executivo Lineage 1000 foi certificado para aproximação íngreme (steep-approach) de rampa de 5,5 graus pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA, na sigla em inglês), anunciou hoje a Embraer.

“Este é mais um marco no desenvolvimento do jato de grande porte mais versátil da categoria”, disse Ernest Edwards, Presidente da Embraer – Aviação Executiva. “Com essa certificação, o Lineage 1000 poderá acessar aeroportos de várias partes do mundo, onde ângulos de aproximação mais íngremes são necessários devido a restrições de ruído ou de terreno. Isso é essencial para operações no Aeroporto London City, na capital inglesa, e a certificação aumenta significativamente a versatilidade, bem como a competitividade dessa aeronave. Isso permitirá aos clientes voos sem escalas para Moscou, Istambul, Cairo, Ilhas Canárias e Reykjavik a partir da região central de Londres ou, com uma parada, para Los Angeles, Tóquio e Hong Kong.”

Lineage1000 apresentação 31ago2010- foto 2 Embraer

Segundo a empresa, o Lineage 1000 é o primeiro jato executivo do século XXI em sua classe e oferece controles de voo com tecnologia fly-by-wire. Com o interior mais flexível que qualquer outro da categoria ultra-large, o Lineage 1000 é a única aeronave que oferece cinco zonas de cabine. O Lineage 1000 pode incluir uma suíte com chuveiro e conta com o maior compartimento de bagagem acessível em voo entre todos os jatos executivos.

FONTE / IMAGENS: Embraer

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Sukhoi Su-35 - foto OAK - UAC

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Proposta russa incluiria 100% da tecnologia para produção do Su-35, assim como elementos da tecnologia do caça de quinta geração

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Segundo reportagem da Ria Novosti realizada a partir do Peru,  a agência russa de exportação de defesa Rosoboronexport está oferecendo mais do que o sistema antiaéreo Pantsyr ao Brasil: o caça Sukhoi Su-35 também é oferecido.

A reportagem trouxe a informação de que o chefe da Rosoboronexport, Sergei Ladygin, disse que a oferta do Su-35 ao Brasil se dá por fora da concorrência F-X2, em andamento. Em 2009, o caça russo não foi incluído entre os três finalistas da disputa. Ladygin afirmou: “Apesar da Rússia ter saído da competição, nós ainda assim fizemos uma oferta paralela ao Brasil, fora da concorrência, para mísseis Pantsir e caças Su-35. A nossa proposta está sendo examinada.”

Sukhoi Su-35 - foto 2 OAK - UAC

O executivo, que participa de uma exposição de armamentos em Lima, capital do Peru, disse ainda que a Rússia está pronta para transferir toda a tecnologia para a produção do Su-35.

“Estamos pront0s para transferir 100% da tecnologia para a produção do caça Su-35, até mesmo com elementos da tecnologia do caça de quinta geração, disse Ladygin. O Sukhoi Su-35 é um caça multitarefa que foi considerado de “4++ geração, utilizando tecnologia de quinta geração” (Nota do editor: a frase está entre aspas na matéria original mas não é dito quem a pronuncia). Equipado com dois motores 117S com vetoração de empuxo, combina alta manobrabilidade com a capacidade de engajar diversos alvos aéreos simultaneamente.

Su-35 três vistas - imagem UAC

Quanto ao Pantsyr-S, produzido pela KBP, trata-se de um sistema que combina dois canhões de 30mm e doze lançadores de mísseis 57E6 guiados por comando de rádio, num veículo que também é equipado com um radar de controle de tiro e sensor eletro-óptico.

O sistema é projetado para engajar diversos tipos de alvos a baixas altitudes, a um alcance de 20km para os mísseis e 4km com os canhões, segundo a KBP, e a versão de exportação Pantsyr S1 já foi vendida para os Emirados Árabes Unidos, a Síria e a Argélia.

Desenvolvimento de sistema de defesa aérea de longo alcance com a Turquia

O ponto mais destacado da reportagem da Ria Novosti, porém, é a afirmação de que a Rússia está pronta para desenvolver um complexo de sistema de defesa aérea de longo alcance com a Turquia, baseado no sistema de mísseis superfície-ar S-300. A afirmação também é creditada ao chefe da Rosoboronexport, Sergei Ladygin.

Segundo a reportagem, a Turquia lançou uma concorrência para adquirir um sistema de defesa aérea de longo alcance há bastante tempo, mas até hoje nenhum vencedor foi anunciado. Ladygin afirmou que “a Rússia está pronta para oferecer, como parte do programa, um produto conjunto russo-turco baseado no sistema Antey-2500 (versão de exportação do sistema S-300). Por exemplo, a montagem do sistema de defesa aérea num chassis turco”.

A Rosoboronexport também propôs que a Rússia e a Turquia unissem esforços para promover esse sistema de defesa aérea para mercados do terceiro mundo, segundo o executivo. “É possível discutir a venda da licença de produção desse sistema em outros países do mundo”, disse Ladygin.

S-300 sistema de mísseis superfície-ar - foto via Ria Novosti

A versão avançada do sistema de mísseis S-300, denominada S-300PMU1, tem um alcance de mais de 150km e pode interceptar mísseis balísticos e aeronaves a baixas e altas altitudes, sendo efetiva para rechaçar ataques aéreos, segundo a reportagem.  O S-300V/Antey 2500 (SA-12 Gladiator/Giant) consiste num veículo de comando, uma série de radares avançados e até seis veículos remuniciadores assignados para cada lançador.

Rosoboronexport quer assinar contrato de helicópteros Mil Mi-17, com o Peru, até o fim do ano

Ainda segundo o executivo russo, a Rosoboronexport também pretende assinar um contrato, até o final do ano, para fornecer 24 helicópteros Mil Mi-17 para o Peru. A aeronave Mi-17V-5 é projetada para tarefas utilitárias de carga, podendo acomodar até 36 opassageiros ou quatro toneladas, oferecendo painel com telas multifunção e motores TV3-117VM aprimorados.

Atualmente, o Exército Peruano opera cerca de 100 helicópteros Mil, segundo a reportagem.

Mi-17 - foto via RIA Novosti

FONTE: RIA Novosti (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

IMAGENSOAK - Объединенная авиастроительная корпорация  (UAC – United Aircraft Corporation) e RIA Novosti

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Ensaio de estol no Xingu, parte 2: novas emoções…

EMB 121 Xingu em voo - foto Embraer

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Segunda parte da narrativa do leitor ‘ProvaX’, mostrando uma solução ‘criativa’ para o ensaio de estol do EMB 121 Xingu numa configuração para exportação e a decisão final, em nome da segurança

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Deixamos a narrativa em suspenso após o piloto de prova do CTA, sem conseguir na primeira tentativa repetir o “truque de mágica” do piloto de prova da Embraer para evitar a queda de asa no estol, solicitar que este repetisse o feito. Se você ainda não leu a parte 1 desta história de um ensaio de estol no EMB 121 Xingu, clique aqui. Boa leitura!

No início, tudo correu como previsto. A aeronave ia diminuindo a velocidade e ele ia puxando o manche para trás. No momento em que estávamos próximos ao estol, naquela faixa que eu havia sentido na mão a falta de pressão no manche e o mesmo ficava todo mole, o piloto rapidamente deu uma puxada brusca no manche, para que ele atingisse o batente traseiro antes da aeronave perder o controle de asas. Então, colocou o manche à frente dando início à recuperação.

Claramente, a manobra não seguia o procedimento padronizado para homologação. Apesar de atingir o batente traseiro ainda com o controle de asas, essa puxada final estava totalmente fora das normas, pois não era uma continuação homogênea do procedimento e sim uma tentativa de atingir o batente já quando a aeronave não tinha mais controle nenhum. É como se o piloto puxasse o manche devagar até a metade do curso e, nesse ponto, quando a aeronave ia despencar por falta de controle, dava um “quique” no manche para poder cobrir a metade restante do percurso do mesmo enquanto a aeronave começava a cair de asa. Então voltava correndo o manche à frente antes que ela caísse realmente de asa.

Só para tirar a dúvida eu repeti a manobra. Dessa vez fiz como ele fez. A aeronave não caiu de asa, mas o procedimento não podia ser aprovado.

Voltamos para o pouso e, no briefing, informei a ele que faria o relatório e que o ensaio teria como resultado o “não aprovado”. A equipe de ensaios me pediu, então, para que não entregasse o relatório até a próxima semana. A argumentação foi de que essa versão sem o aviso artificial de estol seria específica para aeronaves que seriam operadas nos Estados Unidos e que, para isso, um piloto da FAA estava chegando ao Brasil para efetuar um voo de ensaios em poucos dias.

Caso o piloto americano julgasse aceitável a manobra, essa versão poderia ser autorizada para os USA. Eu duvidava que qualquer piloto de homologação iria autorizar aquela configuração. Deixei claro que para o Brasil, a configuração estava proibida, mas que caso o piloto americano julgasse satisfatória para o FAA, eu não seria contra aquela versão voar somente nos Estados Unidos.

EMB-121 Xingu em linha de montagem - foto Embraer

Passaram-se uns dias e o piloto americano chegou para o ensaio e fui chamado para o voo de estol. Fomos então, eu, o piloto americano e o piloto da Embraer, para fazer o voo. Três pilotos de prova dando chance para manchete de Jornal Nacional. E, quando eu vi o americano eu já percebi que o dia seria de emoções!

O americano era um senhor, baixinho, meio fora de forma. Não me passava a imagem de um mágico que iria controlar a fera naquela manobra meio suicida. Mas… fomos lá!

O americano ocupou o posto da esquerda (posição de comando), o piloto da Embraer o da direita, como co-piloto e eu na privilegiada posição de 3P, na cadeira do meio, um pouco atrás, assistindo a tudo de camarote. O pior lugar para um piloto de prova participar de um ensaio: longe do manche.

Já antes da partida eu me amarrei bem apertado, pois sabia que a coisa ia girar. Apertei bem o ajuste do capacete para não cair, e rezei um pouco pelo santo do americano, para ajudá-lo na manobra. Olhei para trás para confirmar o caminho pela rede até a porta, caso acontecesse o pior. Logicamente, nem o piloto da Embraer nem eu comentamos nada sobre os detalhes da manobra. Afinal ele, como piloto de prova homologador, tinha que analisar a aeronave e aprovar ou não.

Subimos para a altitude de segurança e o piloto da Embraer fez a primeira manobra de estol, mostrando que tinha total controle da aeronave. Como no outro voo, a aeronave se manteve o tempo todo com as asas niveladas, e a recuperação ocorreu sem problemas. Chegou então a hora do americano fazer a manobra. Não preciso dizer muito. Eu me segurei bem à cadeira.

A manobra ocorreu como para mim da primeira vez, só um pouco mais abrupta na queda de asa. Dessa vez giramos o tunô completo!

O americano arregalou os olhos como se tivesse visto o demônio. Olhou para o piloto da Embraer ainda ofegante e pediu para que ele fizesse novamente o estol. O piloto da Embraer repetiu sem problemas. Aí o americano tentou novamente, e novamente fizemos um tunô. O americano suava… Eu torcendo para que tudo acabasse logo, pois aquilo não parecia que iria acabar bem.

O gringo então, desconfiado, mas sem entender direito, pediu para que eu fizesse a manobra, para fazer o tira-teima. Trocamos de lugar na cabine e lá fui eu fazer a maldita manobra. Conhecendo o truque do piloto da Embraer, fiz o estol daquela forma, com o truque, e a aeronave se manteve estável até o fim.

O americano riu, pois percebeu que o procedimento usado era aquele de dar um “quique” no manche, naturalmente inapropriado para homologação. Como esperado, bateu nas costas do piloto da Embraer e pediu para parar o voo e voltarmos para pouso. No “debriefing”, naturalmente, o resultado foi o mesmo que eu havia dado: ou seja, a aeronave não poderia ser homologada naquela configuração. Saímos do debriefing e fomos tomar um chopp juntos para descontrair.

Voltamos sãos e salvos, não usamos o paracauda, mas certamente ganhei alguns cabelos brancos naquele dia!

Narrativa do leitor “ProvaX”, gentilmente enviada para o Poder Aéreo

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A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou no sábado, 18 de maio, vídeo com as aeronaves empregadas na operação Ágata 7, que mobiliza os militares das Forças Armadas no reforço da vigilância e monitoramento de 16,8 mil Km de fronteira seca.

Segundo a FAB, serão empregadas aproximadamente 70 aeronaves, entre turboélices A-29 Super Tucano, caças de alta performance F-5, aviões radar, aeronaves remotamente pilotadas (ARP), aeronaves de transporte e helicópteros.

Ainda segundo a FAB, a Operação Ágata 7 foi iniciada na manhã do sábado pelas Forças Armadas em toda extensão da fronteira brasileira com os dez países sul-americanos. Com o emprego de 25 mil militares e a participação de agentes das polícias federal, rodoviária federal, militar e de agências governamentais, esta edição é a maior mobilização realizada pelo governo brasileiro no combate aos ilícitos entre Oiapoque (AP) e Chuí (RS).

Veja abaixo mais um vídeo sobre a Ágata 7, e clique nos links da lista abaixo para saber mais sobre edições anteriores da operação:


FONTE: FAB

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